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quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Norma Bengell


Norma Aparecida Almeida Pinto Guimarães d'Áurea Bengell mais conhecida como
Norma Bengell (Rio de Janeiro, 21 de fevereiro de 1935 — Rio de Janeiro, 9 de outubro de 2013)1 foi uma atriz, cineasta, produtora, cantora e compositora brasileira.
Foi a primeira atriz brasileira a apresentar-se em uma cena de nu frontal, no filme Os Cafajestes, de 1962. Ela estreou no cinema em 1959, no filme estrelado por Oscarito O Homem do Sputnik. Chamou a atenção pela sua sensualidade, cantando e parodiando a famosa atriz francesa Brigitte Bardot.
Norma Bengell depois tentaria a carreira de diretora, realizando, nessa função, o filme de 1996 O guarani, baseado na obra do romancista José de Alencar.
Em 2008 assinou contrato com a TV Globo até novembro, efetivando assim sua personagem Deise Coturno até o final da segunda temporada da série Toma Lá, Dá Cá. Antes, ela já havia feito participações esporádicas após a saída temporária do ator Ítalo Rossi, que vive o Seu Ladir.
Em 2010 sua foto foi utilizada pela pré-candidata do PT à Presidência da República, a ex-ministra Dilma Rousseff, em seu sítio eletrônico. Tal atitude provocou polêmicas, inclusive a acusação do uso indevido da imagem e associação da atriz. No entanto, Norma Bengell desmentiu ter descontentamento e manifestou apoio à pré-candidata.

Em 27 de abril de 2010 em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, a atriz Norma Bengell disse que não viu problema algum no uso de uma foto sua no site Dilma na Web. A fotografia de Bengell aparece numa ilustração da seção “Minha vida”, que conta a trajetória de Dilma e o contexto histórico do país desde a década de 1960.
Diz Bengell: "Eu não vi, não. Uma amiga viu e me contou. Acho normal. Não tem nada que pedir desculpas. Fiz parte das passeatas contra a ditadura. Aliás, eu gosto da Dilma. Acho que ela é maravilhosa, uma mulher que sofreu muito. Tomara que ganhe", afirmou ela, dizendo ter simpatia pela ex-ministra da Casa Civil.
Faleceu na madrugada 9 de outubro de 2013 devido ao câncer no pulmão direito.

Televisão

Filmes


domingo, 15 de setembro de 2013

Manoel de Barros

Manoel Wenceslau Leite de Barros (Cuiabá MT, 1916). Publicou seu primeiro livro
de poesia, Poemas Concebidos Sem Pecado, em 1937. Formou-se bacharel em Direito no Rio de Janeiro RJ, em 1941. Nas décadas seguintes publicou Face Imóvel (1942), Poesias (1946), Compêndio para Uso dos Pássaros (1961), Gramática Expositiva do Chão (1969), Matéria de Poesia (1974), O Guardador de Águas (1989), Retrato do Artista Quando Coisa (1998), O Fazedor de Amanhecer (2001), entre outros. A partir de 1960 passou trabalhar como fazendeiro e criador de gado em Campo Grande MS. Ao longo das décadas de 1980 e 1990 veio sua consagração como poeta. Em 1990 recebeu o Grande
Prêmio da Crítica/Literatura, concedido pela Associação Paulista de Críticos de Arte e o Prêmio Jabuti de Poesia, pelo livro O Guardador de Águas, concedido pela Câmara Brasileira do Livro. Manoel de Barros é um dos principais poetas contemporâneos do Brasil. Em sua obra, segundo a crítica Berta Waldman, "a eleição da pobreza, dos objetos que não têm valor de troca, dos homens desligados da produção (loucos, andarilhos, vagabundos, idiotas de estrada), formam um conjunto residual que é a sobra da sociedade capitalista; o que ela põe de lado, o poeta incorpora, trocando os sinais".


NASCIMENTO

1916 - Cuiabá MT - 19 de dezembro

LOCAIS DE VIDA/VIAGENS

1918 - Corumbá MS
1924/1928c. - Campo Grande MS
1929c./1960c. - Rio de Janeiro RJ
1940c. - Nova York (EUA), Bolívia, Peru, Equador
1945c. - Portugal, Itália e França - Viagem
1960/1993 - Campo Grande MS

VIDA FAMILIAR


Filiação: João Wenceslau Leite de Barros e Alice Pompeu de Barros
1947 - Rio de Janeiro RJ - Casamento com Stella Leite de Barros. Três filhos e sete netos
1949 - Corumbá MS - Morte do pai

FORMAÇÃO

1924/1926 - Campo Grande MS - Curso primário em internato no Colégio Pestalozzi e Colégio Lafayette (internatos)
1929/1934 - Rio de Janeiro RJ - Curso ginasial no Colégio São José, dos padres maristas (internato)
1941 - Rio de Janeiro RJ - Bacharel em Direito

CONTATOS/INFLUÊNCIAS

Influência da poesia de Oswald de Andrade, Rimbaud e de toda a obra do Padre Antonio Vieira, Borges, Guimarães Rosa, Quevedo e Strindberg

ATIVIDADES LITERÁRIAS/CULTURAIS

1937 - Publicação de Poemas Concebidos Sem Pecado, primeiro livro de poesia
1993 - Campo Grande MS - Redação de "um livro de inexplicáveis prosas". Título provável: No Sertão, No Pantanal: Conversamentos com J. Guimarães Rosa
1999 - São Paulo SP - Publicação do livro infanto-juvenil Exercícios de Ser Criança (Ed. Salamandra)

ATIVIDADES SOCIOPOLÍTICAS

1935/19376 - Rio de Janeiro RJ - Membro da Juventude Comunista

OUTRAS ATIVIDADES














1960 - Campo Grande MS - Fazendeiro, criador de gado

HOMENAGENS/TÍTULOS/PRÊMIOS

1940 - Rio de Janeiro RJ - Prêmio Orlando Dantas concedido pela Academia Brasileira de Letras
1969 - Brasília DF - Prêmio da Fundação Cultural do Distrito Federal
1990 - São Paulo SP - Grande Prêmio da Crítica/Literatura, concedido pela Associação Paulista de Críticos de Arte; Prêmio Jabuti de Poesia, pelo livro O Guardador de Águas, concedido pela Câmara Brasileira do Livro
1997 - Prêmio Nestlé de Literatura/Poesia/Autor Consagrado, pelo Livro sobre Nada 

VERSÕES/ADAPTAÇÕES

1989c. - Filme O Inviável Anonimato do Caramujo Flor, de Joel Pizzini, sobre o poeta

MOVIMENTOS LITERÁRIOS

1930/1945 - Modernismo (Segunda Geração).
Atualmente mora em Campo Grande, Mato Grosso do Sul.





Retrato Quase Apagado em que se Pode Ver Perfeitamente Nada
de "O Guardador de Águas" 

I

Não tenho bens de acontecimentos.
O que não sei fazer desconto nas palavras.
Entesouro frases. Por exemplo:
- Imagens são palavras que nos faltaram.
- Poesia é a ocupação da palavra pela Imagem.
- Poesia é a ocupação da Imagem pelo Ser.
Ai frases de pensar!
Pensar é uma pedreira. Estou sendo.
Me acho em petição de lata (frase encontrada no lixo)
Concluindo: há pessoas que se compõem de atos, ruídos, retratos.
Outras de palavras.
Poetas e tontos se compõem com palavras.

II
Todos os caminhos - nenhum caminho
Muitos caminhos - nenhum caminho
Nenhum caminho - a maldição dos poetas.

III
Chove torto no vão das árvores.
Chove nos pássaros e nas pedras.
O rio ficou de pé e me olha pelos vidros.
Alcanço com as mãos o cheiro dos telhados.
Crianças fugindo das águas
Se esconderam na casa.

Baratas passeiam nas formas de bolo...

A casa tem um dono em letras.

Agora ele está pensando -

no silêncio Iíquido
com que as águas escurecem as pedras...

Um tordo avisou que é março.

IV
Alfama é uma palavra escura e de olhos baixos.
Ela pode ser o germe de uma apagada existência.
Só trolhas e andarilhos poderão achá-la.
Palavras têm espessuras várias: vou-lhes ao nu, ao
fóssil, ao ouro que trazem da boca do chão.
Andei nas pedras negras de Alfama.
Errante e preso por uma fonte recôndita.
Sob aqueles sobrados sujos vi os arcanos com flor!

V
Escrever nem uma coisa Nem outra -
A fim de dizer todas
Ou, pelo menos, nenhumas.
Assim,
Ao poeta faz bem
Desexplicar -
Tanto quanto escurecer acende os vaga-lumes.

VI
No que o homem se torne coisal,
corrompem-se nele os veios comuns do entendimento.
Um subtexto se aloja.
Instala-se uma agramaticalidade quase insana, 
que empoema o sentido das palavras.
Aflora uma linguagem de defloramentos, um inauguramento de falas
Coisa tão velha como andar a pé
Esses vareios do dizer.

VII
O sentido normal das palavras não faz bem ao poema.
Há que se dar um gosto incasto aos termos.
Haver com eles um relacionamento voluptuoso.
Talvez corrompê-los até a quimera.
Escurecer as relações entre os termos em vez de aclará-los.
Não existir mais rei nem regências.
Uma certa luxúria com a liberdade convém.

VII
Nas Metamorfoses, em 240 fábulas,
Ovídio mostra seres humanos transformados 
em pedras vegetais bichos coisas
Um novo estágio seria que os entes já transformados
falassem um dialeto coisal, larval,
pedral, etc.
Nasceria uma linguagem madruguenta, adâmica, edênica, inaugural
- Que os poetas aprenderiam -
desde que voltassem às crianças que foram
às rãs que foram
às pedras que foram.
Para voltar à infância, os poetas precisariam também de reaprender a errar
a língua.
Mas esse é um convite à ignorância? A enfiar o idioma nos mosquitos?
Seria uma demência peregrina.

IX
Eu sou o medo da lucidez
Choveu na palavra onde eu estava.
Eu via a natureza como quem a veste.
Eu me fechava com espumas.
Formigas vesúvias dormiam por baixo de trampas.
Peguei umas idéias com as mãos - como a peixes.
Nem era muito que eu me arrumasse por versos.
Aquele arame do horizonte
Que separava o morro do céu estava rubro.
Um rengo estacionou entre duas frases.
Uma descor
Quase uma ilação do branco.
Tinha um palor atormentado a hora.
O pato dejetava liquidamente ali.


terça-feira, 16 de julho de 2013

Sebastião Vasconcelos

Sebastião Vasconcelos Costa (Pocinhos, 21 de Maio de 1927 - Rio de Janeiro, 15 de Julho de 2013), foi um ator brasileiro de televisão, teatro e cinema.
O ator morreu dia 15 de julho de 2013 às 20h10, vítima de parada cardiorrespiratória.

'Tieta'
O ator interpretou Zé Esteves, o pai da personagem principal da novela exibida entre 1989 e 1990. Em uma das cenas mais impactantes, que dá início à trama de vingança, ele explusa Tieta (Cláudia Ohana) de Santana do Agreste, irritado com o comportamento liberal da filha, depois de bater na jovem com seu cajado.


'Mulheres de areia'
Um dos personagens mais cativantes de Sebastião Vasconcelos foi o pescador Floriano Araújo, pai das gêmeas Ruth e Raquel (Glória Pires), em "Mulheres de areia", de 1993. O marido de Isaura (Laura Cardoso) sofreu com as vilanias de Donato (Paulo Goulart) e da própria filha Raquel.



'O clone'
Sebastião Vasconcelos interpretou Abdul Rachid, ou "tio Abdul", na novela exibida em 2001 e 2002. Ele era tio de Mohamed (Antonio Calloni) e Nazira (Eliane Giardini) e sempre brigava para conservar as tradições árabes. A cena ao lado mostra o personagem tentando convencer o sobrinho-neto Amim (Thiago Oliveira) a se casar com a noiva escolhida para ele.


'Memorial de Maria Moura'
Na minissérie de 2004, Sebastião Vasconcelos interpretou o capanga João Rufo. Na cena ao lado, ela ajuda a prender José Maria (Kadu Moliterno), padre que acabou perdendo a batina, e levá-lo ao encontro da poderosa Maria Moura (Glória Pires), sua patroa.



'Cabocla'
Na terceira versão da novela, exibida pela TV Globo em 2004, ele interpretou Felício, famoso contador de "causos". Na cena ao lado, ele contracena com Vera Holtz, que interpretou sua mulher, Generosa. Na primeira versão da novela, exibida em 1959 na TV Rio, Sebastião Vasconcelos interpretou o protagonista Luís Jerônimo, vivido em 2004 por Daniel de Oliveira.


'Anjo de mim'
Em 1996 e 1997, Sebastião Vasconcelos interpretou Rutílio em "Anjo de mim". O personagem era o dono da farmácia de Petrópolis, que pertence à sua família desde 1850. Como vários outros de suas personagens, Rutílio é um homem conservador e zela pelas tradições locais.



Notícia no 'RJTV'
O vídeo da notícia exibida no jornal desta terça-feira (16) fala sobre a morte de Sebastião Vasconcelos. É exibida imagem do ator na novela "Mulheres de areia", na versão de 1993, na qual ele interpretou o pescador Floriano, pai das protagonistas Ruth e Raquel (Glória Pires).

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Nelson Mandela

Considerado como o mais importante líder da África Negra, ganhador do Prêmio Nobel da Paz de 1993,1 e Pai
da Pátria da moderna nação sul-africana.2
Até 2009 havia dedicado 67 anos de sua vida a serviço da humanidade - como advogado dos direitos humanos e prisioneiro de consciência, até tornar-se o primeiro presidente da África do Sul livre, razão pela qual em sua homenagem a ONU instituiu o Dia Internacional Nelson Mandela no dia de seu nascimento, como forma de valorizar em todo o mundo a luta pela liberdade, pela justiça e pela democracia.3
Nascido numa família de nobreza tribal, numa pequena aldeia do interior onde possivelmente viria a ocupar cargo de chefia, abandonou este destino aos 23 anos ao seguir para a capital Joanesburgo e iniciar atuação política.4 Passando do interior rural para uma vida rebelde na faculdade, transformou-se em jovem advogado na capital e líder da resistência não-violenta da juventude em luta, acabando como réu em um infame julgamento por traição, foragido da polícia e o prisioneiro mais famoso do mundo,5 após o qual veio a se tornar o político mais galardoado em vida, responsável pela refundação de seu país - em moldes de aceitar uma sociedade multiétnica.6
Criticado muitas vezes por ser um pouco egocêntrico e por seu governo ter sido amigo de ditadores que foram simpáticos ao Congresso Nacional Africano, a figura do ser humano que enfrentou dramas pessoais e permaneceu fiel ao dever de conduzir seu país, suprimiu todos os aspectos negativos.7
Foi o mais poderoso símbolo da luta contra o regime segregacionista do Apartheid, sistema racista oficializado em 1948, e modelo mundial de resistência.1 8No dizer de Ali Abdessalam Treki, Presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas, "um dos maiores líderes morais e políticos de nosso tempo".
Ao longo do tempo ocorreu a interiorização sul-africana dos bôeres (descendentes de colonizadores holandesesfranceses e alemães), entrando inevitavelmente em choque com os diversos grupos negros bantos, a quem chamavam de cafre (infiel, em árabe) - povos xhosazulustswanasngunis esothos, que habitavam a região. A partir de 1795 chegaram os ingleses e passaram a dominar cada vez mais áreas, até que a descoberta de ouro ediamantes os levou ao inevitável choque com os bôeres na disputa pelas riquezas minerais.10
No começo do século XX a África do Sul era uma colônia britânica, resultado do Tratado de Vereeniging que pusera fim à Guerra dos Bôeres (1899-1902); nela eram reconhecidos o inglês e o holandês como idiomas oficiais (o africâner só seria reconhecido após 1925) e a metrópole incentivara a imigração de chineses e indianos, marginalizando inda mais a população negra.11 Em 1906 ocorreu a Rebelião de Bambata, na Província de Natal, com a morte de cerca de 4 mil zulus. Em 1910 foi aprovada a Lei de União, no qual a Colônia do Cabo, Natal, Transvaal e o Estado Livre de Orange compuseram a então chamada União Sul-Africana, na qual os africânderes gozavam relativa autonomia administrativa; os então denominados territórios de Basotolândia (atualLesoto), Bechuanalândia (atual Botsuana), Suazilândia e Rodésia (atual Zimbábue) permaneceram sob domínio britânico.
10
Em 1912 foi fundado o Congresso Nacional Africano por nacionalistas negros, movimento formado principalmente por bantos para fazer frente às novas leis segregacionistas; era, contudo, composto pela elite negra (profissionais liberais, religiosos e intelectuais), em bases cristãs e não-revolucionárias.10
Recebiam as crianças negras uma educação eurocêntrica, nos moldes da cultura britânica. Sobre isto Mandela declarou que aprendiam "a ser ingleses negros".6
Em 1948 a situação política deu uma forte mudança e radicalização, com a ascensão ao poder do Partido Nacional, com o domínio dos africânderes no governo: é institucionalizada a segregação e a subjugação dos não-europeus, no sistema que foi denominado de Apartheid; as pessoas eram separadas por sua raça, num sistema jurídico que excedia em muito as regras adotadas nos estados sulistas dos Estados Unidos, com as leis de Jim Crow.11
Em 1963, ano da prisão de Mandela no Julgamento de Rivonia, a África do Sul possuía 17 milhões de habitantes dos quais 20% eram brancos (3.250.000 pessoas), 68,3% negros (11.640.000 pessoas), sendo o restante da população formada por 1.650.000 mestiços e 520.000 asiáticos.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Morre Paulo Vanzolini







O compositor e zoólogo Paulo Vanzolini, de 89 anos, morreu às 23h35 deste domingo (28), segundo o Hospital Israelita Albert Einsten. Com pneumonia extensa, ele estava internado desde quinta-feira (25) na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do centro médico, localizado na Zona Sul de São Paulo.
A causa da morte ainda não foi divulgada. O corpo de Vanzolini era velado na manhã desta segunda-feira (29) no Hospital Albert Einstein e será enterrado no Cemitério da Consolação. Enterro e velório são fechados ao público.Nascido em abril de 1924, Paulo Vanzolini é autor de composições clássicas como “Volta por cima”, “Ronda”, "Praça Clóvis" e "Na boca da noite". Suas canções foram interpretadas por grandes nomes da MPB, como Miúcha, Chico Buarque, Paulinho da Viola, Martinho da Vila e Inezita Barroso.
O autor também tem carreira acadêmica renomada. Formado em Medicina no Brasil e com doutorado pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, foi diretor do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (USP), onde trabalhou por mais de 40 anos. Em 2008, doou o acervo de sua biblioteca, com mais de 25 mil itens – incluindo obras raras, periódicos e mapas – ao museu. Segundo o governo de São Paulo, o valor do acervo é estimado em US$ 300 mil.
Foi premiado pela Ordem Nacional do Mérito Científico com a classe Grã-Cruz por sua contribuição na área das Ciências Biológicas. Pelo mesmo motivo, recebeu também um prêmio da Fundação Guggenheim, de Nova York.
A vida dupla de compositor e cientista de Vanzolini foi tema de documentário "Um homem de moral", de 2009. A obra do cineasta Ricardo Dias registra os preparativos para um show realizado em 2003 no Sesc Vila Mariana. Com o mesmo diretor, Vanzolini filmou outros dois documentários, ambos sobre sua vida na área científica.
Entre suas publicações estão "Tempos de cabo" (1981) e "Lira" (1952). A discografia conta com discos como "Onza sambas e uma capoeira", de 1967, com 12 composições interpretadas por artistas como Chico Buarque, Adauto Santos, Luiz Carlos Paraná e Mauricy Souza e com arranjos de Toquinho. Outro álbum lançado por Vanzolini é "Por ele mesmo", que saiu em 1981 e foi o primeiro no qual ele também cantou.
Seu pai, engenheiro, foi com a família para o Rio de Janeiro quando Paulo tinha quatro anos. A família voltou para São Paulo dois anos depois, em 1930. Paulo cursou o primário no Colégio Rio Branco e o ginásio em escola pública. onde se formou em 1938. Em 1942ingressou na Faculdade de Medicina. Junto com um grupo de estudantes, passou a freqüentar as rodas boêmias e a compor seus primeiros sambas. Em 1944, deixou a casa dos pais e começou a trabalhar com um primo, Henrique Lobo, na Rádio América, no programa Consultório Sentimental, de Cacilda Becker. Em seguida, foi convocado para o Exército, interrompendo os estudos. Dois anos depois retomou o curso de Medicina, passou a lecionar no Colégio Bandeirantes e começou a trabalhar no Museu de Zoologia, da Universidade de São Paulo.
Formou-se em 1947 e se casou em 1948, com Ilse. No ano seguinte, foi para os Estados Unidos, onde obteve o doutorado em Zoologia pela Universidade de Harvard.
Em 1951, por insistência do amigo Geraldo Vidigal, publicou pelo Clube de Poesia o livro Lira de Paulo Vanzolini. No mesmo ano, compôs o samba Ronda.
Em 1953, foi convidado por Raul Duarte para trabalhar na TV Record, produzindo os programas de Araci de Almeida. Nesse ano, o cantor Bola 7 fez a primeira gravação de Ronda, acompanhado por Garoto e Meneses, nas cordas, Mestre Chiquinho no acordeão e Abel na clarineta.
Em 1959, o violonista José Henrique, dono da boate Zelão, mostrou o samba Volta por Cima ao cantor Noite Ilustrada, que o lançou em 1963, pela Philips, com estrondoso sucesso. Nesse mesmo ano Paulo Vanzolini foi nomeado diretor do Museu de Zoologia.
Em novembro de 1967, Luís Carlos Paraná, da boate Jogral, e Marcus Pereira, dono de uma agencia de publicidade, resolveram produzir um LP com as composições inéditas de Paulo Vanzolini, conhecidas apenas por seus amigos frequentadores das mesmas rodas de samba.


"Um homem de moral não fica no chão, nem quer que mulher venha lhe dar a mão, reconhece a queda e não desanima, Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima."
Trecho de "Volta por Cima" (Paulo Vanzolini)
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segunda-feira, 22 de abril de 2013

Antônio Carlos e Jocáfi



Antônio Carlos e Jocáfi formam uma dupla decantores ecompositoresbrasileiros, nascidos naBahia, que começaram a carreira em 1969no Festival Internacional da Canção e fizeram sucesso na década de 1970. Os nomes verdadeiros dos componentes da dupla são Antônio Carlos Marques Pinto e José Carlos Figueiredo.
Muitas de suas canções fizeram parte da trilha sonora de muitastelenovelas, algumas como tema de abertura. Canções como "Você abusou" foram sucesso na voz de Maria Creuza, que mais tarde se casou com Antônio Carlos.
Outros sucessos:
  • "Jesuíno Galo-Doido"
  • "Dona Flor e Seus Dois Maridos"
  • "Desacato"
  • "Toró de lágrimas"
  • "Mas que doidice"
Discografia
  • Mudei de idéia (1971) - RCA Victor - LP
  • Cada segundo(1972) - RCA Victor - LP
  • Antonio Carlos & Jocafi (1973) - RCA Victor - LP
  • Definitivamente (1974) - RCA Victor - LP
  • Ossos do ofício (1975) - RCA Victor - LP
  • Louvado seja (1977) - RCA Victor - LP
  • Elas por elas (1978) - RCA Victor - LP
  • Trabalho de Base (1980) - RCA Victor - LP
  • Pássaro fugido (1984) - Lança/Polygram - LP
  • Feitiço moleque (1986) - Continental - LP
  • Samba, prazer e mistério (1994) - RCA/BMG - -LP/CD
  • Grandes autores: Antônio Carlos e Jocáfi (1995) - BMG - CD

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Morre Cleyde Yáconis: Uma das grandes Damas do Teatro e da TV do Brasil

Cleyde Yáconis morreu, aos 89 anos, em São Paulo nesta segunda-feira, 15. A informação foi confirmada
pela assessoria do do Hospital Sírio Libanês para o EGO, mas não revelou mais detalhes. Desde o final de março, a atriz estava internada no hospital. Em 2010, a atriz passou por uma cirurgia no hospital Barra D'Or na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, e ficou internada por seis dias devido a uma queda que sofreu, tendo fraturado a cabeça do fêmur. Em seu último papel na televisão, a atriz interpretou a personagem Brígida, na novela "Passione", que era casada com Antero, vivido por Leonardo Villar, e tinha um relacionamento misterioso com seu motorista, Diógenes, personagem de Elias Gleiser. Cleyde Becker Iaconis, mais conhecida como Cleyde Yáconis (Pirassununga, 14 de novembro de 1923 - São Paulo, 15 de Abril de 2013),  foi uma atriz brasileira.Iniciou sua carreira no Teatro Brasileiro de Comédia (TBC) ao lado da irmã, a atriz Cacilda Becker. Tem um dos repertórios teatrais mais variados e ilustres da dramaturgia nacional. Para Cleyde, sempre foi normal a escalação para interpretar personagens de mais idade que a sua própria, talvez devido à sua voz de contralto e suas feições graves. Participou ativamente em produções de teatro e televisão, mas em cinema atuou muito pouco em mais de meio século de carreira. Até o momento, seu último papel na TV, foi a divertida Dona Brígida Gouveia, na novela Passione, de Sílvio de Abreu, exibida pela Rede Globo.
 trabalhos na televisão, destacam-se Mulheres de Areia, Os Inocentes, Gaivotas, Ninho da Serpente, Rainha da Sucata, Vamp e Torre de Babel. Em 29 de setembro de 2009, o antigo Teatro Cosipa Cultura passou a chamar-se Teatro Cleyde Yáconis, em homenagem à atriz que protagonizou a primeira peça montada na casa – O Caminho para Meca. Em julho de 2010 se afastou de Passione por ter quebrado o fêmur. Voltou as gravações no dia 12 de Agosto. Devido a complicações que teve no implante da prótese em seu fêmur, a atriz ficou afastada das gravações da novela por pelo menos 15 dias.


Carreira 

Na televisão 1966 - O amor tem cara de mulher - Vanessa (TV Tupi) 1967 - Éramos Seis - Dona Lola (TV
Tupi) 1968 - A Muralha - bandeirante (participação) (TV Excelsior) 1968 - Os Diabólicos - Paula (TV Excelsior) 1969 - A menina do veleiro azul (TV Excelsior) 1969 - Vidas em conflito - Ana (TV Excelsior) 1970 - Mais Forte que o Ódio - Clô (TV Excelsior) 1973 - Mulheres de Areia - Clarita Assunção (TV Tupi) 1974 - Os Inocentes - Juliana (TV Tupi) 1975 - Ovelha Negra - Laura (TV Tupi) 1976 - O Julgamento - Mercedes (TV Tupi) 1976 - Um Dia, o Amor - Maria Eunice (TV Tupi) 1978 - Aritana - Elza (TV Tupi) 1979 - Gaivotas - Lídia (TV Tupi) 1980 - Um homem muito especial - Marta (Rede Bandeirantes) 1981 - Floradas na Serra - Dona Matilde (TV Cultura) 1981 - O fiel e a pedra (TV Cultura) 1981 - O vento do mar aberto - Clara (TV Cultura) 1982 - Campeão - Helena (Rede Bandeirantes) 1982 - Ninho da Serpente - Guilhermina
Taques Penteado (Rede Bandeirantes) 1984 - Meus Filhos, Minha Vida - Adelaide (SBT) 1985 - Uma Esperança no Ar (SBT) 1990 - Rainha da Sucata - Isabelle de Bresson 1991 - Vamp - D. Virginia 1993 - Olho no Olho - D. Julieta 1993 - Sex Appeal - Cecília 1997 - Os Ossos do Barão - Melica Parente de Redon Pompeo e Taques (SBT) 1998 - Torre de Babel - Diolinda Falcão 2001 - As Filhas da Mãe - Dona Gorgo Gutierrez 2004 - Um Só Coração - como ela mesma (participação) 2006 - Cidadão Brasileiro - Dona Joana Salles Jordão (Rede Record) 2007 - Eterna Magia - Dona Chiquinha (Francisca Finnegan) 2010 - Passione - Brígida Gouveia

 No cinema 

 Bodas de Papel (2008) Célia & Rosita (2000) (curta metragem) Jogo Duro (1985) Dora Doralina (1982) Parada 88 - O Limite de Alerta (1977) Beto Rockfeller (1970) A Madona de Cedro (1968) Na Senda do Crime (1954)

 No teatro 

 Elas Não Gostam de Apanhar (2012) O Caminho para Meca de Athol Fugard (2008) A Louca de Chaillot

de Jean Giroudoux (2006) Cinema Eden de Marguerite Duras (2005) Longa Jornada Noite A Dentro de Eugene O'Neill (2002) Péricles, o Príncipe de Tiro de William Shakespeare (1995) As Filhas de Lúcifer de William Luce (1993) Mambembe de Melhor Atriz O Baile de Máscaras de Mauro Rasi (1991) Molière de Melhor Atriz A Cerimônia do Adeus de Mauro Rasi (1989) O Jardim das Cerejeiras de Anton Tchekov (1982) A Nonna (1980) Os Amantes de Harold Pinter (1978) A Capital Federal de Arthur Azevedo (produtora) (1972) Medeia de Eurípedes (1970) Édipo Rei de Sófocles (1967) O Fardão de
Bráulio Pedroso (1967) As Fúrias de Rafael Alberti (1966) Toda Nudez Será Castigada de Nélson Rodrigues (1965) Molière de Melhor Atriz Vereda da Salvação de Jorge Andrade (1964) Os Ossos do Barão de Jorge Andrade (1963) Yerma de Federico García Lorca (1962) A Morte do Caixeiro Viajante de Arthur Miller (1962) A Escada de Jorge Andrade (1961) A Semente de Gianfrancesco Guarnieri (1961) O Pagador de Promessas de Dias Gomes (1960) O Santo e a Porca de Ariano Suassuna (1958) A Rainha e os Rebeldes de Ugo Betti (1957) Eurydice de Jean Anouilh (1956) Maria Stuart de Friedrich Schiller (1955) Leonor de Mendonça de Gonçalves Dias (1954) Assim É (Se lhe Pareçe) de Luigi Pirandello (1953) Ralé de Máximo Gorki (1951) Seis Personagens a Procura de um Autor de Luigi Pirandello (1951) Pega-Fogo de Jules Renard (1950) O Anjo de Pedra de Tennessee Williams (1950)