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quinta-feira, 17 de maio de 2012

Donna Summer


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Donna Summer, cantora pop norte-americana mais conhecida por suas gravações em estilodisco dos anos 70, que deram a ela o título de Rainha da Disco. Com 37 anos de carreira, estima-se que tenha vendido mais de 130 milhões de cópias de seus discos.
Summer foi um caso raro na cena disco', pois sua carreira iniciou-se antes da "explosão" daquele estilo, e continuou após aquela fase. Apesar de ela ser uma das mais conhecidas artistas da "Era Disco'", seu repertório incluiu diversos gêneros, incluindo "rhythm'n blues" e rock, tendo ganho prêmios "Grammy" nestas categorias. Seu trabalho ainda é aplaudido pela crítica e ela permanece como uma das poucas artistas da Era Disco' ainda aceitas pela crítica atual.
Summer começou cantando no coral da igreja que freqüentava. Mais tarde juntou-se a um grupo de rockchamado The Crow. Poucos meses antes de concluir o ensino médio, Summer deixou o curso e se juntou à produção alemã do musical Hair. Posteriormente mudou-se para a Europa, participando de vários musicais.
Após mudar-se para MuniqueAlemanha, Summer casou-se com Helmut Sommer ("Summer" é uma anglicização do nome "Sommer") e trabalhou em vários musicais e teatros. Em 1971, lançou a música "Sally Go 'Round the Roses", seu primeiro trabalho solo, sem sucesso. Após conhecer Giorgio Moroder e Pete Bellotte, lançou seu primeiro LP, Lady of the Night em 1975, com algum sucesso na Europa. Sua músicaLove to Love You Baby foi um grande "hit" no continente. A gravadora Casablanca Records começou a distribuir o álbum nos EUA, tornando-a uma sensação por lá também. Em seguida surgiu uma versão de 17 minutos de Love to Love You Baby aclamada pela crítica, e que estabeleceu um padrão hoje conhecido por "extended mix": versões extensas voltadas para pistas de dança.
Continuando a trabalhar com Moroder and Bellotte, surgiu o disco A Love Trilogy em 1976 e, no mesmo ano, o álbum conceitual Seasons of Love. O trabalho seguinte, I Remember Yesterday (de 1977) incluía o sucesso"I Feel Love", a primeira música de sucesso com acompanhamento inteiramente feito por sintetizador. Esta música, de enorme sucesso, influenciou o desenvolvimento da "disco' music" e do techno, graças às inovações introduzidas por Moroder.
Once Upon a Time foi lançada pouco depois de I Remember Yesterday; foi novamente uma produção conceitual, tendo como tema o conto de fadas Cinderela. Depois de atuar (e ganhar um Grammy pela trilha sonora) na comédia Thank God It's Friday ("Até que enfim é sexta-feira"), Summer lançou um álbum ao vivo, Live and More com outro enorme sucesso:MacArthur Park. Seu talento como compositora apareceu em Bad Girls (1979), e também em "Hot Stuff", ganhadora de outro Grammy. A música On the Radio, também de 1979, chegou a n-o 1 nas paradas americanas. Neste ano, gravou também um dueto com Barbra Streisand na música Enough is Enough(No More Tears).
Summer então decidiu deixar a gravadora Casablanca Records e assinar com a Geffen Records. Seu primeiro álbum pela Geffen foi The Wanderer, de 1980, que incluía influências do R&B e do rock. O álbum seguinte, I'm a Rainbow, só foi lançado em 1996 pois a Geffen não acreditava que fosse bom. Ao invés disso, a Geffen fez com que Donna Summer deixasse Moroder e Bellotte, seus compositores de longa data, e tivesse como produtor Quincy Jones, no álbum seguinte, "Donna Summer", o qual teve os sucessos "Love is in Control (Finger on the Trigger)" e a balada " The Woman in Me". Teve ainda a música de Vangelis chamada "State of Independence" com estilo New Age.
Em 1983, como parte do acordo judicial assinado com a Casablanca Records, Summer lançou o álbum She Works Hard for the Money, com produção de Michael Omartian. O que deveria ser apenas uma obrigação, transformou-se num estrondoso sucesso. Além da canção-título, outro grande hit foi "Unconditional Love". De volta à Geffen, seus trabalhados posteriores ("Cats Without Claws" e "All Systems Go") não foram tão bem recebidos pelo público, apesar de aclamados pela crítica.
Em relativo ostracismo, Donna Summer voltaria ao posto de diva da dance music através do álbum Another Place and Time, sob produção dos "hitmakers" ingleses Stock, Aitken e Waterman, mentores de artistas como Rick Astley e Kylie Minogue. Faixas como "This Time I Know It's For Real", "Love's About To Change My Heart" e "I Don't Wanna Get Hurt" ganharam as paradas de sucesso internacional. Curiosamente, no Brasil, a canção "Breakaway" tornou-se um grande sucesso, talvez um dos maiores da cantora no país, mas apenas 3 anos depois, em 1992, com a primeira visita da cantora para uma turnê.
Em 1991, foi lançado Mistaken Identity, fortemente influenciado pelo estilo r&b e que obteve pouca repercussão. Apenas em 2008, Donna Summer lançaria um novo disco apenas de canções inéditas, intitulado Crayons. Nesse intervalo, a cantora permanceu ativa, lançando vários singles decorrentes de participações em trilhas sonoras, coletâneas e projetos especiais ("Carry On", "Melody Of Love", "Whenever There Is Love", "The Power Of One", "I Will Go With You"). Além disso, em 1996, participou do álbum "Gently", de Liza Minnelli, no dueto "Does He Love You".
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Donna Summer, cuja música dominou a era disco nos anos 1970, morreu de câncer nesta quinta-feira aos 63 anos, deixando hits de sucesso como "Love to Love You Baby", "Last Dance" e "Bad Girls".
Summer, que ganhou cinco prêmios Grammy e vendeu mais de 130 milhões de discos em todo o mundo, morreu cercada por seus familiares em Naples, na Flórida, disse o publicitário Brian Edwards.
Edwards disse que ela morreu de câncer, mas não quis comentar uma notícia do site de celebridades TMZ.com de que ela fora diagnosticada com câncer de pulmão.
"No início desta manhã, cercada pela família, perdemos Donna Summer Sudano, uma mulher de muitos dons, o maior deles o da fé. Ao mesmo tempo em que lamentamos o seu falecimento, estamos em paz celebrando a sua extraordinária vida e seu legado contínuo", disse a família da cantora em comunicado.
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Conhecida como a rainha da disco music, Summer tinha três filhos e se casou duas vezes. O segundo marido, o músico Bruce Sudano, estava ao seu lado no momento da morte, disse Edwards.
Ela iniciou a carreira na Alemanha, onde se apresentou nos espetáculos "Hair" e "Porgy and Bess" e trabalhava como cantora de estúdio de gravação.
A artista só foi encontrar a fama em 1975, quando "Love to Love You Baby" chegou às casas noturnas europeias, com um enorme e polêmico sucesso.
Summer emplacou uma série de outros sucessos nos anos 1970 e nos anos 1980, incluindo "Last Dance", "Hot Stuff", "Bad Girls", "I Feel Love" e a sua versão para a balada "MacArthur Park", que foi o primeiro disco seu a chegar ao topo das paradas nos Estados Unidos em 1978.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Luiz Carlos Buruca

Luiz Carlos Buruca (nome de batismo:Luiz Carlos Pulchério de Medeiros; São João Del Rey, 6 de outubro de 1948 - 29 de abril de 2012) foi um ator e diretor teatral brasileiro.
Estreando aos 19 anos em Brasília, numa peça de Maria Clara Machado, Chapeuzinho Vermelho, Buruca trabalhou no teatro em diversas peças, brasileiras, como Memórias de um Sargento de Milícias, Vestido de Noiva, Deus lhe Pague, Apenas Bons Amigos, Toda Nudez Será Castigada, A Estrela Dalva,Bonitinha mas Ordinária, e montagens brasileiras de obras estrangeiras como Equus, Charity, Meu Amor, O Tempo e os Conways, Bent e o supermusical A Chorus Line, de 1983, como ator e bailarino. Como diretor, encenou Pippin e Pluft, o Fantasminha,[1] além de Uma Família Feliz, de Hans Christian Andersen,[2] entre outros.
Na televisão, participou de diversas novelas, entre elas A Moreninha, Estúpido Cupido, Cambalacho,Kananga do Japão (onde viveu o cantor Vicente Celestino), O Clone, Alma Gêmea, entre outras. Além de telenovelas, Buruca também esteve em programs da linha de shows da Rede Globo como Planeta dos Homens, Viva o Gordo, Chico Anysio Show e minisséries como Ciranda Cirandinha, Plantão de Polícia eCastelo Rá Tim Bum, da TV Educativa.[1]
No cinema, teve participações em Menino do Rio, O País dos Tenentes e Sonhos de Menina Moça.
Formado em jornalismo pela Universidade de Brasília, foi diretor artístico do SATED-RJ (Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado do Rio de Janeiro).
Faleceu na tarde do dia 29 de abril de 2012, aos 63 anos, no Hospital Rio Laranjeiras, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Segundo informações do hospital, o ator teve uma parada cardíaca. De acordo com a amigaLidoka, cantora do antigo grupo Frenéticas, Buruca tinha problemas pulmonares.
Morreu na tarde de domingo, dia 29, o ator e produtor Luiz Carlos Buruca, cujo nome de batismo era Luiz Carlos Pulchério de Medeiros. Ele tinha 63 anos e segundo o hospital das Laranjeiras, no Rio de Janeiro, sofreu uma parada cardíaca.
O ator trabalhou em diversas novelas na Rede Globo, entre elas "A Moreninha", "Cambalacho”, "Kananga do Japão", "O Clone", "Alma Gêmea" e "Cobras de Lagartos".

Na mesma emissora, Luiz Carlos também participou de outros programas, como "Chico Anysio Show" e "Viva o Gordo".

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Estamira

Estamira Gomes de Sousa (Estamira), conhecida por protagonizar documentário homônimo, foi uma senhora que apresentava distúrbios mentais, vivia e trabalhava (à época da produção do filme) no aterro sanitário de Jardim Gramacho, local que recebe os resíduos produzidos na cidade do Rio de Janeiro. Tornou-se famosa pelo seu discurso filosófico, uma mistura de extrema lucidez e loucura, que abrangia temas como: a vida, Deus, o trabalho e reflexões existenciais acerca de si mesma e da sociedade dos homens. "Ela acreditava ter a missão de trazer os princípios éticos básicos para as pessoas que viviam fora do lixo onde ela viveu por 22 anos. Para ela, o verdadeiro lixo são os valores falidos em que vive a sociedade", comentou Marcos Prado, diretor do filme. O documentário "Estamira" teve repercussão internacional, angariando muitos prêmios e o reconhecimento da crítica.
Estamira, que sofria de diabetes, morreu aos 70 anos por consequência de uma septicemia[1], ela foi internada no dia 26 de setembro por causa de uma infecção no braço, após dois dias no aguardo de atendimento no corredor do hospital, o quadro avançou para uma infecção generalizada, o qual ela não resistiu, ela faleceu no Hospital Miguel Couto, no Rio de Janeiro em 28 de setembro de 2011. Marcos Prado, diretor do documentário que retratou parte de sua vida cotidiana, lançou uma nota de pesar e lamentou o descaso que ele e Ernani, filho de Estamira, dizem ter sofrido Estamira, na nota entre outras Marcos Prado relata "Estamira ficou invisível pela falência e deficiência de nossas instituições públicas! Morreu depois de ficar dois dias esperando por atendimento nos corredores da morte do nosso maravilhoso serviço público de saúde do Miguel Couto. Ela estava com uma grave infecção no braço, mas foi tardiamente atendida. Obrigado meus políticos de Brasília, do Rio de Janeiro, que roubam nosso dinheiro e enfiam sei lá onde".
Vejam o trailer




domingo, 22 de abril de 2012

Luiz Gonzaga 100 Anos

Luiz Gonzaga do Nascimento[1] (Exu, 13 de dezembro de 1912Recife, 2 de agosto de 1989) foi um compositor popular brasileiro, conhecido como o Rei do Baião.
Foi uma das mais completas, importantes e inventivas figuras da música popular brasileira. Cantando acompanhado de sua sanfona, zabumba e triângulo, levou a alegria das festas juninas e dos forrós pé-de-serra, bem como a pobreza, as tristezas e as injustiças de sua árida terra, o sertão nordestino, para o resto do país, numa época em que a maioria das pessoas desconhecia o baião, o xote e o xaxado. Admirado por grandes músicos, como Dorival Caymmi, Gilberto Gil, Raul Seixas, Caetano Veloso, entre outros, o genial instrumentista e sofisticado inventor de melodia e harmonias, ganhou notoriedade com as antológicas canções Baião (1946), Asa Branca (1947), Siridó (1948), Juazeiro (1948), Qui Nem Jiló (1949) e Baião de Dois (1950).

Nasceu na fazenda Caiçara, no sopé da Serra de Araripe, na zona rural de Exu, sertão de Pernambuco. O lugar seria revivido anos mais tarde em "Pé de Serra", uma de suas primeiras composições. Sua mãe chamava-se Santana. Seu pai, Januário, trabalhava na roça, num latifúndio, e nas horas vagas tocava acordeão (também consertava o instrumento). Foi com ele que Luiz Gonzaga aprendeu a tocá-lo. Não era nem adolescente ainda, quando passou a se apresentar em bailes, forrós e feiras, de início acompanhando seu pai. Autêntico representante da cultura nordestina, manteve-se fiel às suas origens mesmo seguindo carreira musical no sudeste do Brasil. O gênero musical que o consagrou foi o baião. A canção emblemática de sua carreira foi Asa Branca, que compôs em 1947, em parceria com o advogado cearense Humberto Teixeira.
Antes dos dezoito anos Luiz teve sua primeira paixão: Nazarena, uma moça da região. Foi rejeitado pelo pai dela, o coronel Raimundo Deolindo, que não o queria para genro e ameaçou-o de morte. Mesmo assim Luiz e Nazarena namoraram algum tempo escondidos e planejavam ser felizes juntos. Januário e Santana lhe deram uma surra ao descobrirem que ele se envolveu com a moça. Revoltado por não poder casar-se com ela, e por não querer morrer nas mãos do pai dela, Luiz Gonzaga fugiu de casa e ingressou no exército em Crato, Ceará. A partir dali, durante nove anos ele ficou sem dar notícias à família e viajou por vários estados brasileiros, como soldado. Não teve mais nenhuma namorada, passando a ter algumas amantes ao longo da vida.
Em Juiz de Fora-MG, conheceu Domingos Ambrósio, também soldado e conhecido na região pela sua habilidade como acordeonista. A partir daí começou a se interessar pela área musical.
Em 1939, deu baixa do Exército na Cidade do Rio de Janeiro: Estava decidido a se dedicar à música. Na então capital do Brasil, começou por tocar nas áreas de prostituição da cidade. No início da carreira, apenas solava acordeão (instrumentista), tendo choros, sambas, foxtrotes e outros gêneros da época. Seu repertório era composto basicamente de músicas estrangeiras que apresentava, sem sucesso, em programas de calouros. Apresentava-se com o típico figurino do músico profissional: paletó e gravata. Até que, em 1941, no programa de Ary Barroso, ele foi aplaudido executando Vira e Mexe , um tema de sabor regional, de sua autoria. O sucesso lhe valeu um contrato com a gravadora Victor, pela qual lançou mais de 50 músicas instrumentais. Vira e mexe foi a primeira música que gravou em disco.
Veio depois a sua primeira contratação, pela Rádio Nacional. Foi lá que tomou contato com o acordeonista gaúcho Pedro Raimundo, que usava os trajes típicos da sua região. Foi do contato com este artista que surgiu a ideia de Luiz Gonzaga apresentar-se vestido de vaqueiro - figurino que o consagrou como artista.
Em 11 de abril de 1945, Luiz Gonzaga gravou sua primeira música como cantor, no estúdio da RCA Victor: A mazurca Dança Mariquinha em parceria com Saulo Augusto Silveira Oliveira.
Também em 1945, uma cantora de coro chamada Odaléia Guedes dos Santos deu à luz um menino, no Rio. Luiz Gonzaga mantinha um caso há meses com a moça - iniciado quando ela já estava grávida - Luiz, sabendo que sua amante ia ser mãe solteira, assumiu a paternidade da criança, adotando-o e dando-lhe seu nome: Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior.[2]
Odaléia, que além de cantora de coro era sambista, foi expulsa de casa por ter engravidado do namorado, que não assumiu a criança. Ela foi parar nas ruas, sofrendo muito, até que foi ajudada e descobriu-se seu talento para cantar e dançar, e ela passou a se apresentar em casas de samba no Rio, quando conheceu Luiz. A relação de Odaléia, conhecida por Léia, e Luiz, era bastate agitada, cheia de brigas e discussões, e ao mesmo tempo muita atração física e paixão. Após o nascimento do menino, as brigas pioraram, já que havia muitos ciúmes entre os dois. Eles resolveram se separar com menos de 2 anos de convivência. Léia ficou criando o filho, e Luiz,às vezes, ia visitá-los .[3]
Em 1946 voltou pela primeira vez a Exu (Pernambuco), e teve um emocionante reencontros com seus pais, Januário e Santana, que há anos não sabiam nada sobre o filho e sofreram muito esse tempo todo. O reencontro com seu pai é narrado em sua composição Respeita Januário, em parceria com Humberto Teixeira.
Em 1948, casou-se com sua noiva, a pernambucana Helena Cavalcanti, professora que tinha se tornado sua secretária particular, por quem Luiz se apaixonou. O casal viveu junto até o fim da vida de Luiz. Eles não tiveram filhos biológicos, por Helena não poder engravidar, mas adotaram uma menina, a quem batizaram de Rosa.[4]
Nesse mesmo ano Léia morreu de tuberculose, para desespero de Luiz. O filho deles, apelidado de Gonzaguinha, ficou órfão com 2 anos e meio. Luiz queria levar o menino para morar com ele e Helena, e pediu para a mulher criá-lo como se fosse dela, mas Helena não aceitou, juntamente coms ua mãe, Marieta, que achava aquilo um absurdo, já que nem filho verdadeiro de Luiz era. Luiz não viu saída: Entregou o filho para os padrinhhos da criança, Leopoldina e Henrique Xavier Pinheiro, criá-lo, no Morro do São Carlos. Luiz sempre visitava a criança e o menino era sustentado com a assistência financeira do artista. Luizinho foi criado como muito amor. Xavier o considerava filho de verdade, e lhe ensinava viola, e o menino teve em Dina um amor verdadeiro de mãe. [5]
Luiz não se dava bem com o filho, apelidado de Gonzaguinha. Ele passou a não ver mais o filho na infância do menino e sempre que o via brigava com ele, apesar de amá-lo, achava que ele não teria um bom futuro, imaginando que ele se tornaria um malandro ao crescer, já que o menino era envolvido com amizades ruins no morro, além de viver com malandros tocando viola pelos becos da favela. Dina tentava unir pai e filho, mas Helena não gostava da proximidade deles, e passou a espalhar para todos que Luiz era estéril e não era o pai de Luizinho, mas Luiz sempre desmentia, já que ele não queria que ninguém soubesse que o menino era seu filho somente no civil. Ele amava o menino de fato, independente de ser filho de sangue ou não.[6]
Na adolescência, o jovem se tornou rebelde, não aceitava ir morar com o pai, já que amava os padrinhos e odiava ser órfão de mãe, e dizia sempre que Luiz não era seu pai biológico, o que entristecia-o. Helena detestava o menino e viva implicando com ele, e humilhando-o e por isso Gonzaguinha também não gostava da madrasta Helena, o que afastou e causou mais brigas entre pai e filho, já que Luiz dava razão à esposa. Não vendo medidas, internou o jovem em um colégio interno para desepsero de Dina e Xavier. Gonzaguinha contraiu tuberculose aos 14 anos e quase morreu. Aos 16, Luiz pegou-o para criar e o levou a força para a Ilha do Governador, onde morava, mas por ser muito autoritário e a esposa destratar o garoto, o que gerava brigas entre Luiz e Helena, Gonzaga mandou o filho Gonzaguinha de volta ao internato.[7]
Ao crescer, a relação ficou mais tumultuada, pois o filho se tornou um malandro, tornando-se viciado em bebidas alcoólicas. Ao passar o tempo, tudo foi melhorando quando Gonzaguinha resolveu se tratar e concluiu a universidade, e se tornou músico como o pai. Pai e filho ficaram mais unidos quando em 1980 viajaram o Brasil juntos, quando o filho compôs algumas músicas para o pai. Eles se tornaram muito amigos, e conseguiram em fim viver em paz.[8]
Luiz Gonzaga sofria de osteoporose a alguns anos. Morreu vítima de parada cardiorrespiratória no Hospital Santa Joana, na capital pernambucana. Seu corpo foi velado em Juazeiro do Norte (a contragosto de Gonzaguinha, que pediu que o corpo fosse levado o mais rápido possível para Exu, irritando várias pessoas que iriam ao velório e tornando Gonzaguinha "persona non grata" em Juazeiro do Norte) e posteriormente sepultado em seu município natal.[9]
Luiz Gonzaga era Maçon e é o compositor, juntamente com Orlando Silveira, da música "Acácia Amarela". Luiz Gonzaga foi iniciado na Loja Paranapuan, Ilha do Governador, em 03/04/1971. [10]
Em 2012, Luiz Gonzaga foi tema do carnaval da GRES Unidos da Tijuca, com o enredo "O dia em que toda a realeza desembarcou na avenida para coroar o Rei Luiz do Sertão", fazendo com que a escola ganhasse o carnaval deste respectivo ano.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Vacinação contra a gripe começa dia 5

Reduzir a morbimortalidade e as internações causadas pela Influenza (gripe), na população de 60 anos e mais, crianças de seis meses a menores de dois anos, gestantes, profissionais de saúde e indígenas é um dos objetivos da realização do Dia nacional de Mobilização – Influenza, que acontece no dia 5 de maio, prosseguindo até o dia 25 do mesmo mês. No Dia Nacional, funcionarão 7.500 postos, tendo 25 mil pessoas trabalhando (servidores e voluntários).
Este ano, a Secretaria da Saúde do Estado, através do Programa Estadual de Imunizações, tem como meta imunizar, de forma indiscriminada, 80% ou mais da população alvo. Devem ser vacinados 1.398.035 idosos; 190.283 trabalhadores de saúde; 332.535 crianças de menores de 2 anos; 273.510 gestantes e 25.233 indígenas. No ano passado, 250 municípios alcançaram a meta.
De acordo com Fátima Guirra, coordenadora do Programa Estadual de Imunizações, as campanhas de vacinação contra a Influenza, realizadas entre os meses de abril e maio, vem contribuindo ao longo dos anos para a prevenção da gripe, além de apresentar um impacto indireto na diminuição das internações hospitalares.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Ator e diretor Adriano Stuart morre aos 68 anos

O ator e diretor Adriano Stuart morreu no último domingo (15), aos 68 anos, de uma parada cardiorrespiratória, em São Paulo.
Após passar por uma autópsia, o corpo dele será enterrado no Cemitério Vila Alpina, na zona leste da capital paulista, mas a data e o horário ainda não foram informados.
Filho do ator Walter Stuart, o último trabalho de Adriano na TV foi na minissérie global JK (2006). Ele também foi diretor do programa Os Trapalhões.Adriano Roberto Canales, mais conhecido como Adriano Stuart (Quatá, 19 de fevereiro de 1944 — São Paulo, 15 de abril de 2012) foi um cineasta, ator e diretor de televisão brasileiro. De família de artistas, é filho dos atores Walter Stuart e Mora Stuart.

Como diretor
1998 até 1999 - TV Fofão
1996 até 1997 - TV Fofão
1989 - Fofão e a Nave sem Rumo
1986 até 1989 - TV Fofão
1983 - A Festa É Nossa
1983 - As Aventuras de Mário Fofoca
1982 - Um Casal de Três
1981 até 1982 - Os Trapalhões
1981 - O Incrível Monstro Trapalhão
1980 - Os Três Mosqueteiros Trapalhões
1980 - O Rei e os Trapalhões
1979 - O Cinderelo Trapalhão
1978 - A Noite dos Duros
1978 - Os Trapalhões na Guerra dos Planetas
1976 - Já não Se Faz Amor como antigamente
1976 - Bacalhau
1976 - Sabendo Usar não Vai Faltar
1975 - Kung Fu contra as Bonecas
1975 - Cada um Dá o Que Tem

Como ator

2006 - Boleiros 2 - vencedores e vencidos, dirigido por Ugo Giorgetti
2004 - Garotas do ABC, dirigido por Carlos Reichenbach
2002 - O Príncipe, dirigido por Ugo Giorgetti
2001 - Urbania, dirigido por Flavio Frederico
1998 - Boleiros - Era uma Vez o Futebol..., dirigido por Ugo Giorgetti
1997 - Os matadores, dirigido por Beto Brant
1992 - Dudu Nasceu (curta-metragem), dirigido por João Batista de Andrade
1989 - Festa, dirigido por Ugo Giorgetti
1977 - Chão Bruto, dirigido por Dionísio Azevedo
1976 - Bacalhau, dirigido por Adriano Stuart
1976 - Sabendo Usar Não Vai Faltar, dirigido por Sidnei Paiva Lopes e Francisco Ramalho Junior
1975 - Kung Fu Contra as Bonecas, dirigido por Adriano Stuart
1975 - Cada um Dá o que Tem, dirigido por Silvio de Abreu, John Herbert e Adriano Stuart
1974 - Exorcismo Negro, dirigido por José Mojica Marins
1964 - Meu Japão Brasileiro, dirigido por Glauco Mirko Laurelli
1956 - O Sobrado, dirigido por Walter George Durst e Cassiano Gabus Mendes

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Morre aos 78 anos atriz Marly Bueno, Ainoã de Rei Davi

Credito:  Arquivo
Marly Bueno morreu na madrugada desta quinta-feira (12), no hospital Copa D’Or, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada ao R7 pelo sobrinho da atriz, o dentista Paulo D'Angelo.

Artistas amigos lamentam a morte de Marly Bueno

A atriz, que interpretava a vilã Ainoã, mulher do rei Saul, na minissérie Rei Davi (Record), tinha 78 anos.

Ela foi internada após ter um problema intestinal e passou por uma cirurgia de emergência.

Segundo informações de outro sobrinho de Marly, Daniel Bittencourt, ela faleceu após uma infecção.

Manoel Carlos se emociona e diz: "Ela era meu talismã"

Na conversa com o R7, o sobrinho Paulo D'Angelo, contou que tinha Marly como mãe de criação.

— Ela teve uma infecção após a cirurgia e não resistiu.

Emocionado, D'Angelo diz o que ficará dela para o Brasil.

— Fica muita alegria, ela era uma estrela de todos os tempos. Uma pessoa amiga e excelente profissional e que foi uma verdadeira mãe para mim.

De acordo com a família, o velório será realizado no cemitério São João Batista, em Botafogo, no Rio, nesta sexta-feira (13.

Marly Bueno, nome artístico de Amalia Angelina Marly D'Angelo (São Paulo[1], 19 de junho de 1932 – Rio de Janeiro, 12 de abril de 2012) foi uma atriz brasileira.

Foi primeira mulher a aparecer na televisão brasileira, ao lado de sua irmã Miriam Simone D'Angelo. Seu maior sucesso aconteceu nas décadas de 50 e 60 quando, na condição de apresentadora e estrela de televisão viajou por todo o Brasil.

Após o casamento, não abandonou totalmente a vida artística, mantendo-se no ar para apresentar o concurso Miss Brasil, de 1965 a 1979.

No final dos anos 80 voltou à televisão, na Rede Globo, onde se manteve até 2009 quando foi contratada por três anos pela Rede Record. Em seus últimos trabalhos na TV interpretou mulheres requintadas, moralistas e más como a Rafaela de História de Amor, a Marta Moreti de Mulheres Apaixonadas e a Irmã Maria de Páginas da Vida todas do autor Manoel Carlos.

Atuou em inúmeras telenovelas, filmes e peças de teatro. Foi a estrela do último filme de Oscarito, Entre Mulheres e Espiões, e atuou ao lado de Anthony Quinn, em Oriundi, um filme da Warner Bros rodado no Brasil. Recentemente, na Rede Record integrou o elenco de Poder Paralelo de Lauro César Muniz.

Morreu em 12 de abril de 2012 devido a uma infecção após uma cirurgia de emergência no intestino.

Carreira na televisão

1953 - As Aventuras de Berloque Kolmes .... Jane Calamidade
1954 - O Falcão Negro .... Lucrécia Borgia
1954- Alô Doçura
1955 - A Sogra que Deus me Deu
1956 - Conde de Monte Cristo .... Mercedes
1956 - Scaramouche
1957 - Lever no Espaço .... Carmem
1958 - TV de Comédia
1958 - TV Teatro
1959 - TV de Vanguarda .... Angelina / Lady Mary / Maria Waleska / Stella Kowalski
1959 - Um Lugar ao Sol
1991 - Felicidade .... Leonor
1991 - O Portador
1995 - História de Amor .... Rafaela
1995 - Quatro por Quatro .... mãe de Suzana
1997 - Por Amor .... Antonieta
1998 - Estrela de Fogo .... Iolanda
2000 - Laços de Família .... Olívia
2002 - Coração de Estudante .... Zuzu
2003 - Mulheres Apaixonadas .... Marta Moretti
2004 - Linha Direta .... Clotilde (episódio: Crime das Irmãs Poni)
2004 - Um Só Coração .... Lúcia
2005 - América .... Sra. Mattos
2005 - Os Amadores .... Necilda
2006 - Páginas da Vida .... Irmã Má (Irmã Maria)
2009 - Poder Paralelo .... Sonia Meira
2012 - Rei Davi .... Ainoã


Atuação no cinema

1953 - A Família Lero-Lero
1954 - Na Senda do Crime
1957 - Dorinha no Soçaite
1958 - Chão Bruto .... Laura
1961 - Entre Mulheres e Espiões
1962 - As Sete Evas .... Lídia
1995 - Sombras de Julho
1999 - Oriundi .... Matilde
2006 - Fica Comigo Esta Noite .... mãe de Laura
2007 - Inesquecível
2009 - A Mulher Invisível .... senhora no cinema