Total de visualizações de página

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Coisas tristes deste então


(Eu as tenho visto por onde ando)

-Fome invade casas

De quem até há pouco
Trabalhava em busca do pão.
A força produtiva do País
(Os desempregados)
Está abandonada ao léu, a olhos vistos:
- Exterminaram seus Sindicatos!
- Desmontaram o Ministério do Trabalho!
Quem clamará por nossa força produtiva agora?
Vez que cá por estas Terras Brasillis
Só se dá benesses a banqueiros exploradores
E a outros surrupiadores, sabichões,safados,
Em detrimento de quem verdadeiramente
Produz riquezas com o suor de seu trabalho.

-Neste então, portanto - não adianta se fazer de cego,
Infelizmente, a fome de alimentos - comida mesmo,
Fez-se inquilina indesejável nas casas de mais de
13.000.000 de brasileiros.Dizem as estatísticas.
Cadê os resultados – promissores prometidos - da dita
Ou melhor maldita reforma trabalhista de araque?

-Ultimamente tenho visto em minhas andanças por aí,
Quer matutinas, vespertinas ou, sobretudo nas noturnas...
Idosos/as - famintos – a catarem no lixo sobras de comida
Descartadas por botecos e outros similares em final de
expediente. Bem como também a recolherem restos de
hortifrutigranjeiros. Também descartados, por não serem
mais comerciáveis. Que coisa triste.


-Gente, fartar-se de restos é sina?
Ah,Mas não é mesmo! É desgoverno absurdo!
É falta de uma noção mínima dos governantes...
De que eles são os responsáveis, a priori, pelo
Bem estar social da Nação. Isto é: de todos!
Betinho – irmão do Henfil - como grande brasileiro
que verdadeiramente o fora – embora já muito doente,
mesmo assim pensou nos brasileiros que passavam
fome e,antes de morrer ainda idealizou e iniciou o
projeto filantrópico: - Fome zero.
Aliás, neste então, fizeram o quê deste projeto?

-Crianças famintas esmolam ou furtam
Pelas ruas, em geral nos faróis de trânsito
E ás portas de botecos e outros similares,
Á espera do descuido das pessoas ou das
sobras de seus fartos pratos ou,quiçá,de um gesto
De misericórdia de alguém generoso.
Crianças essas, invisíveis aos olhos da sociedade
E, sobretudo aos dos políticos (profissionais)
Que só as enxergam em tempos de eleição.
Depois os perdem de vistas até o pleito seguinte.

-Ora, senhores políticos ( profissionais)...por  favor:
-Tomem termo em suas fuças desavergonhadas!
- Não se limitem apenas a encher suas panças
Insaciáveis - aonde reina uma ganância incontrolável!
- tratem de cumprir vossas promessas de campanha
Antes que nossas crianças tornem-se marginais pela
Vossa Inércia ou indiferença em buscar saídas para
A fome delas, ó seus borra botas de merda!


RELMendes -13/09/2019

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Emmanuel,o menestrel da ESPERANÇA


(Cronicazinha a quem me ensinou a ser cristão)


(Frei Emmanuel Maria Retumba)

-Bato-lhes, delicadamente, ás portas de seus corações...
A fim de falar-lhes de um certo menestrel da “Esperança”
A quem tive a felicidade de conhecê-lo lá pelos idos da
década de sessenta (60) em um Convento (dominicano)
Situado no alto da “Serra do Ouro” em Belo Horizonte...
A bela capital de todas as “MINAS”!

-Seu sobrenome era Retumba e, Emmanuel (“Deus” conosco)
Era seu abençoado nome. Na realidade, este, fora-lhe dado...
Por seus pais em seu santo batismo.
Verdadeiramente não sei lhes dizer se -“Emmanuel” – este nome,
Sobremaneira bendito, fora-lhe dado por pura coincidência ou, quiçá,
Por um propósito da “Divina Providência do Deus Altíssimo”...
Na envelhênçia,contudo, Emmanuel era por todos chamado, apenas... De Frére Manu...tão somente vez que ele se fizera monge trapista e, na TRAPA - cistercienses reformados - independentemente de ser ou não sacerdote, lá uns chamam aos outros apenas de irmão.

-Mas, verdadeiramente é fato que o “Senhor” sempre se abeirava
Donde quer que ele, ”Emmanuel”, se encontrasse. Ah, se “Se” abeirava!
Por ter sido eu testemunha disto, digo-lhes: - Não duvidem disto não!
Pois não raro, tive a grata felicidade...ou melhor, fui agraciado, á beça,  Em vê- lo...por incontáveis vezes, no seu cotidiano de extrema simplicidade, a transbordar-se de celestial contentamento, mesmo nas coisas mais corriqueiras que se possa imaginar...tais como:
- Ao convocar-nos - a nós noviços – bem cedinho para rezar as “matinas”, ás 5,30h, com uma imensa disposição e uma alegria verdadeiramente transcendental, de causar inveja a qualquer um de nós, pobres aprendizes de futuros frades – pregadores - que, futuramente, deveriam ser verdadeiros pastores das gentes cristãs como seria de se esperar certamente;
- Ou ao conduzir-nos ás sóbrias refeições diárias. Á mesa ele sempre  aproveitava o santo momento para nos induzir á pratica da caridade para com os demais confrades, tal qual o fazia com muita generosidade e santa maestria. Enfim, ele sempre fora completamente coerente com o que dizia e vivia no seu dia a dia.

-Sabe por quê? Porque Emmanuel estava constantemente mergulhado
ou abismado no “Amor de Deus”. Mas sempre atento, ao mesmo tempo, a seus afazeres de Mestre de Noviços. Nada se lhe passava despercebido quando se tratava de nós ensinar a sermos cristãos já.
Vez que frades, segundo ele, teríamos a vida inteira para aprendermos a sê-lo. Ser santo pra valer era sua meta. Era um servo de Deus impar. Tanto em sua constante intimidade com Deus quão na sua atenção em suprir as necessidades do seu próximo precisado de sua colaboração.
Gente, foi muito bom ter conhecido esse santo homem de Deus!

-Entretanto, num entardeceu de um dia qualquer daquele então, deu-me a louca de repente e, simplesmente, resolvi sair do Convento.
Naquele momento não havia chance alguma de eu retroceder deste intento inesperado. Eu estava obstinado em sair.
A saudade das coisas do mundo – dançar no Cacique de Ramos;
- namorar pelas esquinas nas noites em breu; - vadiar pelas madrugadas, sem rumo nem prumo; - tomar uns Daiquiris ou uns Cubalibres bem geladinhos e tantas outras patifarias próprias de um jovem – já de algum tempo vinham-me atormentando a alma saudosa de viver a zueira da liberdade mundana. Coisa que,além de mim e, evidentemente de Deus, ninguém o sabia.

-Então, decidido a ir-me embora, após o terço da noite, chamei frei Emmanuel num canto do claustro e disse-lhe: - Vou sair do Convento!
Não pedi sua opinião. Fui muito incisivo: - Não quero mais ficar aqui!
Ele olhou-me com a serenidade que lhe era peculiar e disse-me:
- Amanhã, logo ao levantar-se, você irá comprar sua passagem.
Não obstante a proibição da “Regra”, ainda pude dormir, naquela noite, na cela que ocupara durante mais de seis (6) meses,quiçá, os mais
proveitosos e felizes de toda minha vida.

-Amanhecido o dia da partida fui á rodoviária e comprei a passagem para as 22,00hs. Rumo ao Rio de Janeiro. Casa da mãe é claro!
Depois dei um rolé pela bela Belo Horizonte,a linda capital das Minas.
Voltei ao Convento – ainda vestido de frade – por volta de 11,00h.
Para almoçar e esperar a hora da partida. Eu era só ansiedade!
A tarde escorria lenta pra mim. Mas a vida dos frades continuava
A todo vapor como sempre. Ou como era de eu esperar certamente.
Não era minha saída que iria parar o deslanchar da vida conventual.

-Enfim, 21,00h,chegara a hora de minha partida. Frei Emmanuel
acompanhou-me silenciosamente até a porta do santo Convento...
Abençoou-me, ainda paternalmente; abraçou-me, fraternamente, e disse-me, aos sussurros:
-Filho, nem sempre são os melhores que ficam!
-Filho não perca a Esperança nunca viu?!
(Ro 5,5)
Esta sua última admoestação, eu a cultivo ainda hoje em minha vida.
Desde então, a “Esperança” pra mim, é a parceira de todo instante!
Nos vimos apenas duas vezes, depois de minha saída do Convento.
Entretanto, com certa frequência, trocamos missivas, um com o outro...
Isto o fizemos até sua partida do Mosteiro “Notre De La Porte Ouverte”
Para a eternidade pela qual se esmerou ardorosamente em buscá-la todos os dias de sua santa vida, com muita Fé, Esperança e Caridade.

RELMendes – 20/02/2012

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Matreirice Caipira, Uai!


-Ouvir ou escutar atento
As prosas debochadas
Do caipira deste Sertão
É bom demais da conta sô!
Promove até inclusão total viu?

-Caipira ou roceiro,
Como o queiram chamar.
O capiau catrumano não é nada
De besta não sô. Muito ao contrario.
Ele é assaz sabichão
E sobretudo dissimulado pacas!
Se ocê pensou que ele era abestalhado
Saiba que ocê mijou nas beiradas do orinó!

-Capiau catrumano ressabiado
(Aparentemente sofredor e atoleimado)
Mas na verdade é uma ave de rapina
Quiçá quem sabe um carcará
A espreitar a presa fácil e desavisada
Que dele se compadece, á beça
Que dele se aproxima...aos prantos
Sem se aperceber de sua esperta safadeza.

-Cuidado portanto com o caipira ou capiau
Porque ele é muito matreiro.Esperto á beça.
Se a gente der bobeira, ou se deixar levar
Pela sua conversinha mansa e manhosa á beça
O pobre e aparentemente triste capiau
Nos passa a perna sorrindo ( lá dentro de si.)
Sem hesitar por um só momento.
Sem sequer sentir pena alguma.
Nem tampouco nenhum dó
De quem ele por ventura com apenas alguns
Causinhos consternadores facilmente enganou
( completamente )
Bastando-lhe para tanto se fingir de coitadinho
Ou de um abestalhado simplório. Falou?

Montes Claros, 20-11-2011
(RELMendes)

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Seria o mar uma mulher?




-Se o mar é uma força vital pra valer
( Pois nele a vida pulula aos montes)
-Se o mar carece de estrelinhas abusadas
(Pra coçar-lhe as intimidades sem cessar)
-Se o mar enfeita-se de conchinhas
(Vaidosamente multiformes e coloridas)
-Se o mar canta ao som melancólico de búzios
(Assoviando sem cessar cantigas de fascinantes sereias )
-Se o mar banha a orla de espumas rendadas
( Feito o fazem as mãos das rendeiras das praias )
-Se o mar é onda a rebolar malemolente
(Que nem os quadris das belas sambistas)
-Se o mar sua maresia insistentemente
( Pra se fazer presença com seu cheiro de peixe )
-Se o mar banha-se de luar
( Pra encantar poetas ao espanto )
-Se o mar serena-se ao arrebol ou ao poente
( Pra se permitir ser penetrado por banhistas
desavisados ou assaz imprudentes )
-Se o mar bronzeia-se de sol todos os dias
( Pra amornar-se a contento dos que nele
se banham é porque ele curte carícias á beça.)
-Se o mar se faz Iemanjá faceira
(Ah! É por que ele gosta de faceirice!)
-Se o mar remexe-se em marés
(Oh quiçá ele seja uma fankeira quem sabe?)
Se o mar emprenha-se de múltiplas vidas
(Ah! E como emprenha-se de milhares de vida!)
Então o mar é uma linda mulher.
Pois sua fertilidade e versatilidade
Expõem sua feminilidade a olhos vistos.
Só não ver quem não o quer!


RELMedes – 16/01/2019


quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

AIDS (30ANOS!)... “SEGREDOS”... PRA QUÊ OS QUERO?!



APRESENTAÇÃO DO LIVRO

Essa obra transcende todas as outras por mostrar com irreverência, bom humor e muito amor as mazelas e surpresas de uma doença estigmatizada pela sociedade. Uma vida de superação está estampada em todos os seus capítulos o que estimula os portadores do vírus a caminhar com passos firmes e cabeça erguida!
Além disso; esse livro mistura confissões de uma pessoa prá lá de forte. Um guerreiro que sabe lutar sem armas e tem como escudo seu grande coração!

Letícia de Melo Mota.
(Médica Infectologista)

Segue o link no site Amazon: https://www.amazon.com.br/dp/B07G9LF53R

sábado, 15 de setembro de 2018

Semeando poesias ao léu (Enquanto à vida convém!)

Assim se refere ao escritos poéticos de RELMendes,
A grande escritora, Maria Luiza Silveira Teles:
- Encontro na poesia de RELMendes
o profano e o sagrado num abraço
de beleza eterna.
A trajetória humana, com lágrimas,
risos e sangue, se torna, em seus versos,
de uma belezura extraordinária, que nos eleva
o espírito e extasia a alma!
Cores, sabores, odores e paisagens pulam
de seus versos.
A poesia, decerto, mora no Olimpo.
E são poucos humanos capazes de chegar até lá...
Mas, Romildo o consegue.



Segue link do livro no site Amazon: https://www.amazon.com.br/dp/B07GCR3WQV




segunda-feira, 27 de agosto de 2018

O Sertão é um lindo poema de amor Cantá-lo em rimas prosa e versos... é ofício de qualquer poeta sertanejo.


Assim disse, sobre meu Livro,
A brilhante poetamiga, Dóris Araújo:

Sobre a poética de Rel Mendes

“ Pai, minha gente, gera seus rebentos no útero do seu coração.”
Afirma lindamente o poeta Rel Mendes, em uma de suas criações. Amor, dor, alegria, saudade, amizade, gratidão...são sentimentos que permeiam seu discurso poético; com tamanha intensidade que nos põem inquietos e reflexivos diante da complexa dualidade de que é feita a vida humana.
Seus poemas são lúcidos e carregados de ternurinhas, sua poética é cheia de amorosidade e sabedoria. São aconchegos para a alma e para o coração de quem os lê. Em cada palavra usada, o aroma encantatório da singeleza.
Parafraseando o poetamigo, afirmo, sem constrangimento algum: O poeta Rel Mendes, gente amiga, gera seus rebentos no útero do seu coração transbordante de afeto. Vale a pena conhecer. E muito. Parabéns, poetamigo. Sempre torcerei por você. Abraçoluz!

Dóris Araujo

segue link do livro no site Amazon: https://www.amazon.com.br/dp/B07GTLMSBS