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sábado, 5 de abril de 2014

José Wilker: Um ator "FELOMENAL"!



José Wilker de Almeida (Juazeiro do Norte, Ceará, 20 de agosto de 1947Rio de Janeiro,
05 de abril de 2014) foi um ator, diretor, narrador, apresentador e crítico de cinema brasileiro!
José Wilker começou a carreira como locutor de rádio no Ceará, onde nasceu, e se mudou para o Rio de Janeiro aos dezenove anos.
Seu primeiro filme foi em 1965, A Falecida com uma participação não creditada, o filme ainda contava com Fernanda Montenegro como protagonista. Em 1979, esteve no elenco do filme Bye Bye Brasil e em 1985, no elenco de O Homem da Capa Preta.
Estreou nas telenovelas em 1971, em Bandeira 2, de Dias Gomes, na TV Globo. Fez muito sucesso com a novela Roque Santeiro na qual deu vida ao personagem-título junto com Regina Duarte e Lima Duarte. Entre 1997 e 2002, dirigiu boa parte dos episódios do Sai de Baixo4 , além de ter participado de um dos episódios do programa (Ghost Não Se Discute), em 1997.
Interpretou personagens célebres na televisão, como Giovanni Improtta, na novela Senhora do Destino e o ex-presidente Juscelino Kubitschek na minissérie JK. Em 2012 cai na boca do povo com o personagem Jesuíno Mendonça na novela Gabriela. O personagem foi marcado pelo bordão "Vou lhe usar", que se tornou febre nas redes sociais5 . No ano
seguinte narra a chamada da novela Amor à Vida, e no meio da trama entra no elenco como o personagem Herbert.
Entre seus papéis mais marcantes no cinema estão Tiradentes, no filme Os Inconfidentes, de 1972; Vadinho, do recorde de bilheteria nos cinemas Dona Flor e Seus Dois Maridos, de 1976; o político Tenório Cavalcanti de O Homem da Capa Preta, de 1986 e Antônio Conselheiro, de Guerra de Canudos, de 1997 entre muitos outros.
Amante de cinema, tem aproximadamente quatro mil fitas em casa. Mostrou ao público essa faceta assinando uma coluna semanal sobre o assunto no Jornal do Brasil e fazendo comentários de filmes nos canais de televisão por assinatura Telecine da Globosat. É também comentarista oficial da transmissão da premiação do Oscar da Rede Globo. Além de apresentar o programa Palco & Platéia, que é transmitido pelo Canal Brasil.
Foi diretor-presidente da Riofilme – distribuidora de filmes do município do Rio de Janeiro. José Wilker teve duas filhas: Mariana, com a atriz Renée de Vielmond, e Isabel, com a atriz Mônica Torres. Foi casado com Guilhermina Guinle. Seu último casamento foi com a jornalista Claudia Montenegro com quem teve Madá.
José Wilker faleceu no dia 5 de abril de 2014, aos 66 anos, vítima de infarto.
A última participação do ator em novelas foi em 2013, em "Amor à Vida", de Walcyr Carrasco, na qual interpretou o médico Herbert. Em 2012, ele interpretou o coronel Jesuíno no remake de "Gabriela", baseado no livro "Gabriela Cravo e Canela",  de Jorge Amado. Em 2008, na novela Duas Caras, o ator fez o papel do professor Fernando Macieira.

José Wilker de Almeida nasceu em Juazeiro do Norte no dia 20 de agosto de 1946 e se mudou com a família, ainda criança, para o Recife. A mãe, Raimunda, era dona de casa e o pai, Severino, caixeiro viajante.
Sua carreira no teatro começou no Movimento Popular de Cultura (MPC) do Partido Comunista, onde ele dirigiu espetáculos pelo sertão e realizou documentários sobre cultura popular.
Em 1967, Wilker se mudou para o Rio para estudar Sociologia na PUC, mas abandonou o curso para se dedicar exclusivamente ao teatro.
Em 1970, após ganhar o prêmio Molière de Melhor Ator pela peça "O Arquiteto e o Imperador da Assíria", foi convidado pelo escritor Dias Gomes o para o elenco de "Bandeira 2" (1971), sua primeira novela.
Wilker interpretou o primeiro protagonista em 1975: foi Mundinho Falcão em "Gabriela", adaptação de Walter George Durst do romance de Jorge Amado, um marco na história da teledramaturgia brasileira.

Personagens conhecidos
Wilker tem em seu currículo personagens memoráveis, como o jovem Rodrigo, protagonista da novela "Anjo Mau" (1976), de Cassiano Gabus Mendes. Em 1985, viveu Roque Santeiro, personagem central da trama homônima escrita por Dias Gomes e Aguinaldo Silva. Em 2004 interpretou o ex-bicheiro Giovanni Improtta, de "Senhora do Destino", de Aguinaldo Silva, um personagem com diversos bordões como “felomenal” e “o tempo ruge e a Sapucaí é grande”.
O artista dirigiu o humorístico "Sai de Baixo" (1996) e as novelas "Louco Amor" (1983), de Gilberto Braga, e "Transas e Caretas" (1984), de Lauro César Muniz. Durante uma rápida passagem pela extinta TV Manchete, acumulou direção e atuação em duas novelas: "Carmem" (1987), de Gloria Perez, e "Corpo Santo" (1987), de José Louzeiro.
Apaixonado pelo cinema, o ator participou de filmes como "Xica da Silva" (1976) e "Bye
Bye, Brasil" (1979), ambos de Cacá Diegues, e foi o personagem Antônio Conselheiro em "Guerra de Canudos" (1997), de Sérgio Rezende.
Wilker também se destacou em minisséries como "Anos Rebeldes" (1992), de Gilberto Braga; "Agosto" (1993), adaptada da obra de Rubem Fonseca; e "A Muralha" (2000), escrita por Maria Adelaide Amaral e João Emanuel Carneiro. Em 2006, interpretou o presidente Juscelino Kubitschek na minissérie "JK", de Maria Adelaide Amaral e Alcides Nogueira.
O artista ainda escreveu textos para revistas e jornais e comentou a cerimônia do Oscar durante vários anos.

Carreira

Televisão

Como ator


Ano
Trabalho
Personagem
Notas
1971
Zelito
Telenovela
1971
Personagem desconhecido
Episódio: O Crime do Silêncio
1972
Bandeira
Telenovela
1973
Atílio
Telenovela
1973
Martinho Ghirotto
Telenovela
1974
Fábio
Telenovela
1974
Murilo
Telenovela
1974
Personagem desconhecido
Episódio: Enquanto a Cegonha Não Vem
1975
Mundinho Falcão
Telenovela
1976
Rodrigo Medeiros
Telenovela
1980
Renato / Paulo
Telenovela
1981
Oswaldo / Sidney
Telenovela
1982
Rodrigo
Telenovela
1982
Faustinho
Telenovela
1983
Tito Lívio
Minissérie
1984
Tiago
Telenovela
1985
Luis Roque Duarte
Telenovela
1987
Camilo
Telenovela
1987
Ulisses Queiroz
Telenovela
1989
João Matos
Telenovela
1990
Frederico
Telenovela
1992
Fábio Andrade Brito
Telenovela
1993
Pedro Lomagno
Telenovela
1993
Demóstenes Maçaranduba da Costa
Telenovela
1993
Telenovela
1995
Marcelo Rossi
Telenovela
1996
Bianor
Telenovela
1996
Narrador
Seriado
1996
Tião Socó
Telenovela
1996
Urbano
Telenovela
1997 a 2002
Beto
Episódio: "Ghost Não Se Discute" /
participações em voz.
1999
Waldomiro Cerqueira
Telenovela
2000
Dom Diego
Minissérie
2001
Tarso
Telenovela
2002
Ariel Britz
Telenovela
2002
Minissérie
2004
Telenovela
2006
Minissérie
2007
Minissérie
2007
Francisco Macieira
Telenovela
2008
Augusto Pinheiro / Lázaro
Telenovela
2009
Daniel Lopes de Carvalho
Minissérie
2010
Dr. Mourão
Seriado
2011
Minissérie
2011
Humberto Brandão
Telenovela / Participação especial
2011
Reinaldo Fachetti
Seriado
2012
Floriano Pedreira
Seriado
2012
Jesuíno Mendonça
Telenovela / Remake
2013
Herbert Marques
Telenovela

Como diretor

Ano
Trabalho
Notas
1983
Telenovela
1984
Telenovela
1986
Cinderela
Cinema
1996 a 2002
Seriado

Cinema


terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Virgínia Lane

Virgínia Lane, nome artístico de Virgínia Giaccone1 (Rio de Janeiro, 28 de fevereiro de 1920
Volta Redonda, 10 de fevereiro de 2014), foi uma atriz, cantora e vedete brasileira.
Nasceu no bairro do Estácio, zona norte do Rio de Janeiro. Em 1935, começou sua carreira como cantora no programa Garota Bibelô, na rádio Mayrink Veiga, de César Ladeira. Sua estreia no elenco do Cassino da Urca se deu em 1943, quando atuou como cantora e dançarina à frente das orquestras de Carlos Machado, Tommy Dorsey e Benny Goodman.
Seu primeiro disco pela Continental foi lançado, em 1946, com a marcha Maria Rosa, de Oscar Bellandi e Dias da Cruz, e o samba Amei Demais, de Cyro de Souza e J.M. da Silva. Já em 1948, sob a direção de Chianca de Garcia, apareceu como vedete na revista Um Milhão de Mulheres, no Teatro Carlos Gomes, no Rio de Janeiro. Tornou-se então a vedete mais famosa da Praça Tiradentes. Por 4 anos seguidos emplacou diversas revistas em parceria com o produtor Walter Pinto. Durante a temporada de Seu Gegê Virgínia Lane recebeu o título de “A Vedete do Brasil”, dado pelo Presidente Getúlio Vargas.
No auge da febre do Teatro de Revista levou para a televisão o formato do teatro de variedades com o programa Espetáculos Tonelux, na TV Tupi carioca, dirigida por Mário Provenzano.
Virgínia fez sucesso também no cinema, em diversos filmes na Cinédia e na Atlântida, como Laranja da China (1940), de Ruy Costa, e Carnaval no Fogo (1949), de Watson Macedo. Participou de várias comédias carnavalescas cantando seus sucessos e contracenando com Oscarito, Grande Otelo e Zé Trindade.
Em 2005/2006 fez parte do elenco na novela Belíssima, da TV Globo, ao lado de outras ex-vedetes, como Carmem Verônica, Íris Bruzzi, Ester Tarcitano, Lady Hilda, Teresa Costello, Dorinha Duval, Anilza Leoni, Rosinda Rosa, Lia Mara, entre outras.
Virgínia Lane participou de 37 filmes, e chegou a montar sua própria companhia para levar o teatro de revista a diversas regiões do Brasil.
Segundo contou em algumas entrevistas, Virgínia teve um relacionamento amoroso durante 10 anos com o ex-presidente Getúlio Vargas2 . Chegou a dizer que "a barriguinha dele atrapalhava, mas que tudo se resolvia na horizontal".3
Morreu na tarde de 10 de fevereiro de 2014 de falência múltipla dos órgãos no CTI do Hospital São Camilo, onde estava desde 6 de fevereiro, após a piora no quadro de infecção urinária, causa da internação em 2 de fevereiro.4
Foi casada duas vezes, a primeira em 1952 com Sérgio Kröeff e a segunda em 1970. Deixou uma única filha, do segundo casamento, Marta Santana.
Trabalhos no cinema
1936 Alô, Alô, Carnaval - Vedete
1939 Banana-da-Terra

1939 Está Tudo Aí
1940 Céu azul
1940 Laranja-da-China
1941 Entra na Farra
1943 Samba em Berlim
1949 Carnaval no Fogo - Dalva
1951 Anjo do Lodo - Lúcia (Primeiro nú em um filme nacional) 5
1952 Está com Tudo
1952 Tudo Azul
1955 Carnaval em Marte
1956 Guerra ao Samba - Tetê
1956 Tira a mão daí!
1958 Vou Te Contá
1959 Mulheres à Vista - Gil
1959 Quem Roubou Meu Samba? - Sônia
1960 O Viúvo Alegre - Marah
1962 Bom Mesmo É Carnaval
1975 Os Pastores da Noite
1977 A Árvore dos Sexos