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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

O CANTO DA SEREIA



O Canto da Sereia, sem duvida foi a melhor produção da Rede Globo desde Hilda Furação.
Confesso que quando vi a chamada com a Ísis Valverde no papel principal não me agradou não.
Achava o papel à cara da Emanuelle Araujo. Mais confesso que a Isis me surpreendeu.  Ninguém faria uma Sereia melhor, ela foi perfeita. A minisséries conta a trajetória da diva pop baiana. 
Quando Paulinho de Jesus decidiu ir para Salvador refazer sua vida, ele não imaginava encontrar em seu caminho uma mulher que fosse virar sua vida ao avesso. Quando ele avista Sereia saindo de uma consulta com Mãe Marina, o produtor musical se encanta por sua beleza e carisma e larga tudo para ir atrás dela.
Quem também não esperava por esse encontro era Sereia. A jovem, que acabara de ouvir de Mãe Marina que seu futuro seria de muito sucesso, fica impressionada ao saber que Paulinho trabalha no ramo musical e o convida para assisti-la cantando em um barzinho da cidade. Lá, ele conhece Mara Moreira, publicitária amiga de Sereia que a acompanha nas apresentações.
Já perdidamente apaixonado por Sereia, Paulinho decide apostar na carreira da cantora e leva o amigo Tuta Tavares, um grande marqueteiro, para ouvi-la. Arrogante e irônico, ele não leva fé na jovem, mas aceita a proposta do produtor e resolve ajudá-lo com essa nova aposta musical.
No estúdio, Tuta não consegue tirar os olhos da jovem. Neste momento, começa a nascer o "mito Sereia". Mara, Tuta e Paulinho unem forças e, juntos, aprimoram a imagem daquela que, pouco tempo depois, se torna a maior musa pop do Brasil e rainha do axé. Os desejos do trio extrapolam uma simples parceria profissional e as relações pessoais entre eles trazem à tona uma mistura de sentimentos.
Entretanto, um fato misteriosamente acontece: Sereia, é assassinada em cima do trio elétrico, em plena terça-feira de carnaval em Salvador.
Mara vai em busca então de Augustão, o insaciável guarda costa da jovem. O motivo principal é que ela não quer que a intimidade da moça seja exposta por meio da investigaçãopolicial, já que as duas mantinham um caso e Mara confessa que Sereia tinha descoberto que estava comcâncer na cabeça e estava com os seus últimos dias de vida.
Todos os que à cercavam são suspeitos do assassinato da moça e começa a investigação para desvendar-se o crime. Após as várias investigações e pesquisas, chegou-se a confissão de que Só Love, por amor, matou a moça a pedido da mesma, por causa do câncer que havia descoberto, já que Sereia estava ciente que sua vida iria ao fim gradativamente. O crime é desvendado pelas pessoas que "andavam" com Sereia, mas a solução do crime nunca chegou à polícia.
No final, Tuta é assassinado e o crime não é esclarecido; Mara muda-se de Salvador; Paulinho de Jesus se casa com Mãe Marina; o governador Jotabê continua com alta popularidade; Augustão continua trabalhando como detetive e confessa sentir saudade dos tempos em que trabalhou com a eterna musa do axé.
Rola um boato que a serie vai ganhar uma versão pro cinema. Rezo pra ser verdade, e que venha com muitas cenas ineditas da  DIVINA Isis Valverde, que por favor né! Estava MARAVILHOSA, simplismente perfeita na pele de Sereia Maria de Oliveira, a nova musa do Axé!!! Como ela está linda meu povo!! E aquele cabelo, me diga!? Perfeito!
"Ela é tipo a Ivete [Sangalo]... uma pessoa em que fariam 'montinho' se a encontrassem na rua. Que tem de se esconder por causa do assédio", afirma a atriz mineira Isis Valverde, 25.
A entrevista foi concedida em Salvador, após um dia de gravações da microssérie "O Canto da Sereia", baseada no romance homônimo de Nelson Motta.
Na narrativa, a protagonista é morta em cima do trio elétrico durante o Carnaval. A investigação do crime é o fio condutor da trama.
Na Bahia, Valverde gravou os quatro episódios até o fim do mês de dezembro. Ela mal teve tempo de desencarnar da "periguete" Suelen, de "Avenida Brasil". Começou a gravar quatro dias após o fim da novela. Tempo suficiente, no entanto, para colocar um megahair no cabelo, que agora leva fios ondulados.
"Suelen tá aqui, mãinha!", gritava no celular a estudante Jaciara Santos, 17, enquanto a principal cena da série era gravada na praça Castro Alves, no domingo passado, com cerca de 500 figurantes.
Além das professoras de canto e de prosódia, a atriz ganhou dois seguranças para conter a tietagem.
Ela, que na reta final de "Avenida" não aguentava mais perguntas sobre o que tinha em comum com Suelen, admite à reportagem: "Não dá para brigar com os fatos, é algo muito recente".
O preparo para viver Sereia atropelou o papel anterior. Numa gravação no Rio, ela conta que falou em "baianês", colocando na boca da "periguete" termos como "massa", "bróder" e "rei".
LONGE DE HOLLYWOOD
Ao lado dela na entrevista, o ator Marcos Palmeira, que é uma espécie de guarda-costas da cantora, alfineta a Globo: "Quando soube, não acreditei que ela estava conseguindo [engatar dois personagens]. Só no Brasil nós aceitamos isso. Vá ver se em Hollywood é assim".
A exemplo da colega, Palmeira também mirou Ivete Sangalo para construir o seu Augustão. Ele diz que "conversou bastante" com o chefe de segurança da cantora.
O ator se derrete pela parceira. "Não a conhecia, e foi uma belíssima surpresa, um furacão de talento. Ela é meio Sônia Braga, meio Lucélia Santos... tem esse rosto singelo, mas é um mulherão."
Ele diz ter certeza de que a atriz será convidada para cantar no próximo Carnaval.
Dedicada, Valverde diz ter dispensado o playback e mostrou desenvoltura em cima do trio, acenando para políticos nos camarotes e mandando beijos para a plateia nos prédios ao redor do set..

GALERIA:




domingo, 20 de janeiro de 2013

Saudades de Daniela Perez: “a estrela luminosa que não deixou de brilhar”



               Aos 28 de dezembro de 1992, Daniela Perez, atriz de rara beleza e de promissor futuro, era brutalmente assassinada na “Cidade Maravilhosa”.
Sabe-se lá por que, seus algozes, - um pretendente a galã e a consorte dele, ousaram tirar-lhe a vida de luminosa estrela...
                    Daniela Perez Gazolla, 22 anos, jovem, linda, cheia de vida e de sonhos, amada pelos pais, pelo marido, pelos amigos e pelo Brasil inteiro,- que se apaixonava por ela a cada vez que com sua malemolência de mulher brasileira, sambando, interpretava a bela Yasmin, personagem da principal novela de TV da época (1992).
                   Passaram-se vinte (20) anos. A Glória Perez,
Nós e o Brasil inteiro, ainda nos perguntamos: Por Quê?
- Que resposta dar à mãe, se arrancaram-lhe do peito
o coração e, da vida, roubaram-lhe o maior bem?
-O que dizer ao Brasil, se dele extraíram-lhe covardemente
o sorriso da estrela que à noite o alumiava?
Tirar a vida de uma jovem sem motivo algum                                                               E tentar jogar a culpa na vitima, é um absurdo descabido!

                 Vinte (20) anos depois, só temos algumas certezas:
-Os anos passaram e Daniela não pode envelhecer;
-O seu belo rosto se imortalizou aos 22 anos de    
 idade;
-À sua zelosa mãe, forçaram-na, em prantos, a lançar raízes na eternidade;
-A seu marido, subtraíram-lhe a esperança de ser pai dos   
  filhos dela;
-A sapatilha da bailarina ainda permanece pendurada no armário, nunca mais foi usada,
Porque Daniela não está mais aqui, e também não vai mais voltar.
                    Vinte (20) anos depois, resta-nos ainda a desagradável sensação da impunidade, porque seus assassinos, por força da lei, já estão livres e refazem suas vidas.
Porém dela, a bela menina de sua mãe, persiste insistente uma saudade sem fim, que nem a batuta do tempo conseguiu extinguir.


  Montes Claros, 19-12-2012 
  Daniel Alves dos Santos



               RELEMBRANDO A BELA MENINA QUE FICOU ENCANTADA!














sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Walmor Chagas



O ator Walmor Chagas, de 82 anos, foi encontrado morto na chácara onde vivia na cidade deGuaratinguetá, no interior de São Paulo, na tarde desta sexta-feira (18). As circunstâncias da morte ainda serão investigadas, mas a polícia disse acreditar que pode ter sido suicídio.
Com mais de 60 anos de carreira, o gaúcho Walmor de Souza Chagas atuou em mais de 40 peças, cerca de 20 filmes e mais de 30 novelas. Era considerado um dos grandes atores do teatro brasileiro.
Segundo um funcionário, o caseiro José Arteiro de Almeida, o corpo do artista foi achado caído na cozinha com um tiro na cabeça.
Almeida relatou ao G1, por telefone, que, no momento da morte, Walmor estava sozinho dentro da casa. Ele diz que uma empregada e uma cozinheira haviam acabado de deixar o local.
Almeida, que trabalha há 30 anos com o ator, diz que Walmor Chagas não demonstrava nenhum indício de que poderia tirar a própria vida. "Ele apenas relatou nos últimos dias que estava preocupado com o diabetes. As pernas também já não estavam tão firmes, mas ele estava bem", disse.

O sítio onde o ator vivia fica no bairro Gomeral, na zona rural de Guaratinguetá. O local é de difícil acesso. Bombeiros dizem que receberam um chamado às 17h15, mas só conseguiram chegar ao local por volta das 18h30. Policiais civis estavam junto com os bombeiros.



Walmor de Souza Chagas (Porto Alegre28 de agosto de 1930 -Guaratinguetá18 de janeiro de 2013 ) foi um atordiretor e produtorbrasileiro.
Cursou a Faculdade de Filosofia da Universidade de São Paulo. Foi homem de teatro, com larga atuação, e era apontado como artista de indiscutíveis méritos e criador de personagens de grande impacto.
A estreia de Walmor Chagas no cinema aconteceu em 1965, quando interpretou o empresário Carlos em São Paulo S/A, de Luís Sérgio Person, e contracenou com Eva Wilma. O filme lhe rendeu elogios doespanhol Luis Buñuel, durante uma participação no Festival de Acapulco.
Na televisão, fez inúmeros personagens marcantes como o Fábio emLocomotivas, Alberto Karany em Coração Alado, Horácio Ragner em Eu Prometo, Oliva em Vereda Tropical, Afonso da Maia em Os Maias, Guilherme Amarante Paes em Salsa e Merengue e mais recentemente o Dr. Salvatore em A Favorita. Também participou de outras obras importantes na TV como Avenida PaulistaO Pagador de Promessas eMad Maria.
Walmor Chagas era viúvo da atriz Cacilda Becker, com quem teve uma filha, Maria Clara Becker Chagas.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Morre o ator e diretor Marcos Paulo


ELE TINHA 61 E MORREU NA NOITE DESTE DOMINGO (11) DE EMBOLIA PULMONAR. 
MARCOS PAULO FOI DIAGNOSTICADO COM CÂNCER EM MAIO DE 2011.


O ator e diretor Marcos Paulo (Foto: Divulgação/TV Globo/João Miguel Júnior)Marcos Paulo
(Foto: Divulgação/TV Globo/João Miguel Júnior)
Morreu na noite deste domingo (11), de embolia pulmonar, o ator e diretor Marcos Paulo. Ele estava em casa, no Rio, e tinha 61 anos de idade. Nesta sexta-feira (9), Marcos Paulo havia comparecido ao 9º Amazonas Film Festival, que aconteceu em Manaus.

Em agosto do ano passado, ator e diretor passou por cirurgia para remover um tumor no esôfago. Ele havia sido diagnosticado com câncer em maio de 2011.
Segundo comunicado da Central Globo de Comunicação divulgado na época, Marcos Paulo havia descoberto o tumor precocemente em exames de rotina e tinha dado início ao tratamento em seguida.
De acordo com o portal Memória Globo, Marcos Paulo Simões nasceu em São Paulo, em 1º de março de 1951, e foi criado no bairro do Bixiga. Ele era filho adotivo do ator e diretor Vicente Sesso, o que lhe garantiu contato precoce com a TV.
Sua primeira novela foi “O morro dos ventos uivantes”, da TV Exclesior, em 1967 – ele tinha 16 anos. Passou ainda pela Record e pela Bandeirantes antes de ir para a TV Globo, em 1970. Na Globo, atuou em dezenas de novelas, como a primeira versão de “Gabriela” (1975) e “Tieta” (1989). Na década de 1980, destacou-se por suas participações em "Sinhá moça" (1986), de Benedito Ruy Barbosa, e pelo papel-título da minissérie "O primo Basílio", baseada no romance do escritor português Eça de Queiroz (1845-1900). Mais recentemente, ele esteve em  “Páginas da vida” (2006).
Seu primeiro trabalho como diretor foi na novela “Dancin’ days” (1978). Seu principal trabalho como diretor de novelas foi em “Roque Santeiro” (1985). No cinema, seu único trabalho como diretor de longa-metragem foi em “Assalto ao Banco Central” (2010).
Marcos Paulo já trabalhava na produção do que marcaria seu segundo filme como diretor. Segundo ele, “Sequestrados” seria um “thriller policial”, com parte de suas cenas gravadas no Amazonas. O elenco teria Lima Duarte, Milhem Cortaz, Fábio Lago, Vinícius de Oliveira e Eriberto Leão.
Desde 1998, Marcos Paulo era responsável por um dos núcleos de direção de programas da TV Globo. Além de novelas, o núcleo produziu episódios de “Você decide”, “Malhação”, o especial de fim de ano “Estação Globo” e o programa humorístico “Os caras de pau”.

FONTE: G1

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Cora Coralina



ANA LINS DOS GUIMARÃES PEIXOTO BRETAS
(95 anos)
Escritora, Poetisa, Contista e Doceira
* Cidade de Goiás, GO (20/08/1889)
+ Goiânia, GO (10/04/1985)


Cora Coralina, pseudônimo de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, foi uma poetisa e contista brasileira. Considerada uma das principais escritoras brasileiras, ela teve seu primeiro livro publicado em junho de 1965 intituladoPoemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais, quando já tinha quase 76 anos de idade.

Mulher simples, doceira de profissão, tendo vivido longe dos grandes centros urbanos, alheia a modismos literários, produziu uma obra poética rica em motivos do cotidiano do interior brasileiro, em particular dos becos e ruas históricas de Goiás.

Filha de Francisco Paula Lins Guimarães Peixoto, desembargador nomeado por Dom Pedro II, e de Jacinta Luísa do Couto BrandãoAna nasceu e foi criada às margens do Rio Vermelho, em casa comprada por sua família no século XIX, quando seu avô ainda era uma criança. Estima-se que essa casa foi construída em meados do século XVIII, tendo sido uma das primeiras edificações da antiga Vila Boa de Goiás.

Foto restaurada por Marcos (carsom@gmail.com)
Começou a escrever os seus primeiros textos aos 14 anos de idade, publicando-os nos jornais da cidade de Goiás, e nos jornais de outras cidades, como constitui exemplo o semanário Folha do Sul da cidade goiana de Bela Vista - desde a sua fundação a 20 de janeiro de 1905 -, e nos periódicos de outros rincões, assim a revista A Informação Goiana do Rio de Janeiro, que começou a ser editada a 15 de julho de 1917, apesar da pouca escolaridade, uma vez que cursou somente as primeiras quatro séries, com a Mestra Silvina. Melhor, Mestre-Escola Silvina Ermelinda Xavier de Brito (1835 - 1920).

Conforme Assis Brasil, na sua antologia A Poesia Goiana no Século XX, página 66, "a mais recuada indicação que se tem de sua vida literária data de 1907, através do semanário 'A Rosa', dirigido por ela própria e mais Leodegária de Jesus, Rosa Godinho e Alice Santana". Todavia, constam trabalhos seus nos periódicos goianos antes dessa data. É o caso da crônicaA Tua Volta, dedicada a Luiz do Couto, o "querido poeta gentil das mulheres goyanas", estampada no referido semanário Folha do Sul, da cidade de Bela Vista, ano 2, n. 64, p. 1, 10 de maio de 1906.

Ao tempo em que publica essa crônica, ou um pouco antes, Cora Coralinacomeça a frequentar as tertúlias do Clube Literário Goiano, situado em um dos salões do sobrado de dona Virgínia da Luz Vieira. Que lhe inspira o poema evocativo Velho Sobrado. Quando começa então a redigir para o jornal literário A Rosa (1907). Publicou, nessa fase, em 1910, o conto Tragédia na Roça.

Casou em 1910 com o advogado Cantídio Tolentino de Figueiredo Bretas, com quem se mudou, no ano seguinte, quando ele,Cantídio, exercia a Chefatura de Polícia, cargo equivalente ao de Secretário da Segurança, do governo do presidenteUrbano Coelho de Gouvêa (1909-1912), para o interior de São Paulo, onde viveu durante 45 anos, inicialmente nos municípios de Avaré e Jaboticabal e depois em São Paulo (1924). Ao chegar à capital, teve de permanecer algumas semanas trancada num hotel em frente à Estação da Luz, uma vez que os revolucionários de 1924 haviam parado a cidade.

Em 1930, presenciou a chegada de Getúlio Vargas à esquina da Rua Direitacom a Praça do Patriarca. Um de seus filhos participou da Revolução Constitucionalista de 1932.

Com a morte do marido, passou a vender livros. Posteriormente, mudou-se para Penápolis, no interior do estado, onde passou a produzir e vender linguiça caseira e banha de porco. Mudou-se em seguida para Andradina, até que, em 1956, retornou para Goiás.

Ao completar 50 anos de idade, a poetisa relata ter passado por uma profunda transformação interior, a qual definiria mais tarde como "a perda do medo". Nessa fase, deixou de atender pelo nome de batismo e assumiu o pseudônimo que escolhera para si muitos anos atrás. Durante esses anos,Cora Coralina não deixou de escrever poemas relacionados com a sua história pessoal, com a cidade em que nascera e com ambiente em que fora criada. Ela chegou ainda a gravar um LP declamando algumas de suas poesias. Lançado pela Gravadora Paulinas Comep, o disco ainda pode ser encontrado hoje em formato CD.
Foi membro efetivo das seguintes entidades culturais:
  • Academia Goiana de Letras 
  • Academia Feminina de Letras e Artes de Goiás
  • Gabinete Literário Goiano
  • União Brasileira de Escritores
  • Academia Brasiliense de Letras

Em 1979, recebeu uma carta de Carlos Drummond de Andrade, a qual a lança definitivamente ao Brasil como uma grande poeta. Durante muitos anos, esse mesmo grande poeta homenageou Cora Coralina em diversas cartas e publicações.
Viveu 95 anos, sendo 78 dedicados à escrita. Inúmeras foram as participações, condecorações, homenagens e prêmios recebidos. Frequentou somente o curso primário e recebeu o título Honoris Causa pelaUniversidade Federal de Goiás de Doutora Feita Pela Vida (1983). Logo depois, no mesmo ano, foi eleita Intelectual do Ano e contemplada com o Prêmio Juca Pato da União Brasileira dos Escritores
A 31 de janeiro de 1999, a sua principal obra,Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais, foi aclamada através de um seleto júri organizado pelo jornal O Popular, de Goiânia, uma das 20 obras mais importantes do século XX. Enfim, Cora Coralina torna-se autora canônica.
Cora Coralina faleceu em Goiânia. A sua casa na Cidade de Goiás foi transformada num museu em homenagem à sua história de vida e produção literária.
Carta de Drummond a Cora Coralina
Rio de Janeiro, 7 de outubro de 1983.
 
Minha querida amiga Cora Coralina: Seu "Vintém de Cobre" é, para mim, moeda de ouro, e de um ouro que não sofre as oscilações do mercado. É poesia das mais diretas e comunicativas que já tenho lido e amado. Que riqueza de experiência humana, que sensibilidade especial e que lirismo identificado com as fontes da vida! Aninha hoje não nos pertence. É patrimônio de nós todos, que nascemos no Brasil e amamos a poesia ( ...). Não lhe escrevi antes, agradecendo a dádiva, porque andei malacafento e me submeti a uma cirurgia. Mas agora, já recuperado, estou em condições de dizer, com alegria justa: Obrigado, minha amiga! Obrigado, também, pelas lindas, tocantes palavras que escreveu para mim e que guardarei na memória do coração.

O beijo e o carinho do seu,

Drummond. 
Primeiros Passos Literários

Os elementos folclóricos que faziam parte do cotidiano de Ana serviram de inspiração para que aquela frágil mulher se tornasse a dona de uma voz inigualável e sua poesia atingisse um nível de qualidade literária jamais alcançado até aí por nenhum outro poeta do Centro-Oeste brasileiro.
Senhora de poderosas palavras, Ana escrevia com simplicidade e seu desconhecimento acerca das regras da gramática contribuiu para que sua produção artística priorizasse a mensagem ao invés da forma. Preocupada em entender o mundo no qual estava inserida, e ainda compreender o real papel que deveria representar, Ana parte em busca de respostas no seu cotidiano, vivendo cada minuto na complexa atmosfera da Cidade de Goiás, que permitiu a ela a descoberta de como a simplicidade pode ser o melhor caminho para atingir a mais alta riqueza de espírito.


Divulgação Nacional

Foi ao ter a segunda edição (1978) de Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais, composta e impressa pelas oficinas gráficas da Universidade Federal de Goiás, com capa retratando um dos becos da cidade de Goiás e ilustrações elaboradas pela consagrada artista Maria Guilhermina, orelha deJ. B. Martins Ramos, e prefácio de Oswaldino Marques, saudada por Carlos Drummond de Andrade no Jornal do Brasil, a 27 de dezembro de 1980, queAna, já conhecida como Cora Coralina, ganhou a atenção e passou a ser admirada por todo o Brasil.

"Não estou fazendo comercial de editora, em época de festas. A obra foi publicada pela Universidade Federal de Goiás. Se há livros comovedores, este é um deles". Manifestou-se, ao ensejo, o vate Drummond.

Casa de Cora Coralina

A primeira edição de Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais, seu primeiro livro, foi publicado pela Editora José Olympio em 1965, quando a poetisa já contabilizava 75 anos. Reúne os poemas que consagraram o estilo da autora e a transformaram em uma das maiores poetisas de Língua Portuguesa do século XX. Já a segunda edição, repetindo, saiu em 1978 pela imprensa da Universidade Federal de Goiás. E a terceira, em 1980. Desta vez, pela recém implantada editora da Universidade Federal de Goiás, dentro da Coleção Documentos Goianos.

Onze anos depois da primeira edição de Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais, compôs, em 1976, Meu Livro de Cordel. Finalmente, em 1983 lançou Vintém de Cobre - Meias Confissões de Aninha (Ed. Global).
Livros e Outras Obras

  • Estórias da Casa Velha da Ponte (Contos)
  • Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais (Poesia)
  • Meninos Verdes (infantil)
  • Meu Livro de Cordel
  • O Tesouro da Casa Velha
  • A Moeda de Ouro Que o Pato Engoliu (Infantil)
  • Vintém de Cobre
  • As Cocadas (Infantil)

sábado, 29 de setembro de 2012

O ADEUS A HEBE CAMARGO, A RAINHA DA TV BRASILEIRA



Morreu na madrugada deste sábado (29), aos 83 anos, a apresentadora de TV Hebe Camargo. Ela teve uma parada cardíaca enquanto dormia em sua casa, no Morumbi, em São Paulo. Hebe lutava desde janeiro de 2010 contra um câncer no peritônio.
No dia 27 de agosto, Hebe Camargo recebeu alta do Hospital Israelita Albert Einstein, onde ficou internada por 13 dias para um tratamento de suporte nutricional e metabólico. Em 2010, Hebe descobriu um câncer no peritônio, a membrana que envolve o aparelho digestivo. Ela retirou o tumor e fez sessões de quimioterapia.
Hebe foi um dos maiores ícones da história da TV brasileira. Filha de Ester e Fego Camargo, ela nasceu no dia 08 de março de 1929, data em que também é comemorada o Dia Internacional da Mulher, em Taubaté, São Paulo. Teve uma infância humilde, mas sua trajetória de sucesso lhe proporcionou grandes contratos nas maiores emissoras do País.
Lembrar da carreira de Hebe Camargo é traçar a história da TV no Brasil. Ela começou a vida artística na década de 40 como cantora no quarteto Dó-Ré-Mi-Fá com sua irmã Estela e as primas Helena e Maria. O grupo acabou três anos depois e Hebe e Estela criaram a dupla caipira chamada Rosalinda e Florisbela. Como a parceria durou pouco, Hebe resolveu seguir carreira solo e ficou muito popular na época.
Hebe foi convidada por Assis Chateaubriand para participar da primeira transmissão ao vivo da televisão brasileira, no bairro do Sumaré, em São Paulo, em 1950. Mas não apareceu no evento, sendo substituída por Lolita Rodrigues, de quem foi amiga sua vida toda. Na época ela alegou estar doente, mas em 2007 confessou em um programa de TV que não quis aparecer porque acompanhou o namorado em uma festa e também porque considerava a letra do hino horrível.
A carreira de cantora continuou e ela gravou um disco em homenagem a Carmem Miranda. Com isso, ganhou o título de Estrelinha do Samba e, posteriormente, A Estrela de São Paulo. Hebe chegou a participar de filmes de Mazzaropi (1912-1981) e contracenou com Agnaldo Rayol em um deles.
Apresentadora 
Hebe inicialmente substituiu Ary Barroso num famoso programa de calouros e todos perceberam seu talento como apresentadora. Em 1955, ela mudou radicalmente o seu visual, de cabelos pretos para loiros, como ficou conhecida até sua morte. Passou a apresentar o primeiro programa feminino da TV brasileira, O Mundo é das Mulheres, na TV Paulista, Canal 5, antecessora da Globo. Nessa época, chegou a apresentar cinco programas por semana.
O formato da atração já era semelhante ao programa que teve até a sua morte. Ela recebia convidados famosos em seu sofá. Entre uma das participações mais célebres está a do doutor Barnard, que fez o primeiro transplante de coração do mundo.
Casamento 
Em julho de 1964, Hebe interrompeu sua carreira de apresentadora para se casar com o empresário Décio Capuano. Os dois tiveram o único filho da artista, Marcello Camargo.
Mas logo ela retomou seu trabalho, com um programa na rádio Excelsior. Em 6 de abril de 1966, estreou na TV Record o Programa Hebe, tendo como convidado o cantor Roberto Carlos. A atração bateu recorde de audiência, chegando a obter 70% dos telespectadores.
A apresentadora terminou sua união com o empresário Décio Capuano em 1971. Dois anos depois, conheceu Lélio Ravagnani, com quem viveu até 2000, ano em que ele morreu.
Retorno para a TV 
Hebe ficou longe da TV quase 10 anos e retornou em 1981 na TV Bandeirantes. Ela ganhou um programa exibido nas noites de domingo e, posteriormente, às sextas-feiras. Depois de quatro anos de sucesso, a direção da emissora decidiu acabar com a atração.
Em 1985 ela recebeu convite do SBT e, em novembro do mesmo ano, assinou contrato. A estréia aconteceu no dia 4 de março de 1986. A artista apresentou também, entre agosto de 1991 e dezembro de 1993, o Hebe Por Elas, programa de entrevistas só com mulheres, e chegou a ter, por curto período, uma atração nas tardes de domingo.
Em 2011, Hebe mudou mais uma vez de emissora e fez sua estreia na RedeTV!, inaugurando uma nova fase na carreira de sucesso. O formato do programa, no entanto, continua o mesmo e o sofá de Hebe acabou se transformando em uma instituição da televisão brasileira.
Discos 
A carreira de cantora foi retomada em 1999. Hebe gravou o CD Pra Você. O show de lançamento do disco, realizado no Palace, alcançou enorme repercussão e originou uma turnê pelas principais capitais do País. Já o CD Como é Grande o Meu Amor por Vocês - Hebe e Convidados foi lançado em agosto de 2001, com as participações especiais de Chico Buarque, Caetano Veloso, Zezé di Camargo e Luciano, Simone, Nana Caymmi, Zeca Pagodinho, Ivete Sangalo e Fábio Jr.
Novelas 
Hebe fez poucas participações especiais em novelas e programas de comédia. A primeira foi em 1978, em O Profeta da TV Tupi. Depois participou de uma versão de Romeu e Julieta (1990), ao lado de Golias e Nair Bello, que também já morreram. A atração foi regravada em 2003. Hebe participou ainda de Meu Cunhado, de 1999, e Amigas e Rivais (2007).
Veja a lista dos discos de Hebe:
2007: As Mais Gostosas da Hebe
2001: Como é Grande o meu Amor por Vocês
1998: Pra Você
1966: Hebe
1965: Hebe 65
1963: Hebe e Vocês
1960: Sou Eu
1956: Festa de Ritmos

domingo, 15 de julho de 2012

Taiguara

Taiguara Chalar da Silva (Montevidéu, 9 de outubro de 1945 — São Paulo, 14 de fevereiro de 1996) foi um cantor e compositor brasileiro nascido no Uruguai durante uma temporada de espetáculos de seu pai, o bandoneonista e maestro Ubirajara Silva. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1949 e para São Paulo, posteriormente, em 1960. Largou a faculdade de Direito para se dedicar à música. Participou de vários festivais e programas da TV. Fez bastante sucesso nas décadas de 60 e 70. Autor de vários clássicos da MPB, como Hoje, Universo do teu corpo, Piano e viola, Amanda, Tributo a Jacob do Bandolim, Viagem, Berço de Marcela, Teu sonho não acabou, Geração 70 e "Que as Crianças Cantem Livres"; entre outros. Considerado um dos símbolos da resistência à censura durante a ditadura militar brasileira, Taiguara foi um dos compositores mais censurados na historia da MPB, tendo cerca de 100 canções vetadas. Os problemas com a censura eventualmente levaram Taiguara a se auto-exilar na Inglaterra em meados de 1973. Em Londres, estudou no Guildhall School of Music and Drama e gravou o Let the Children Hear the Music, que nunca chegou ao mercado, tornando-se o primeiro disco estrangeiro de um brasileiro censurado no Brasil. Em 1975, voltou ao Brasil e gravou o Imyra, Tayra, Ipy - Taiguara com Hermeto Paschoal, participação de músicos como Wagner Tiso, Toninho Horta, Nivaldo Ornelas, Jacques Morelenbaum, Novelli, Zé Eduardo Nazário, Ubirajara Silva e uma orquestra sinfônica de 80 músicos. O espetáculo de lançamento do disco foi cancelado e todas as cópias foram recolhidas pela ditadura militar em poucos dias. Em seguida, Taiguara partiu para um segundo auto-exílio que o levaria à África e à Europa por vários anos. Quando finalmente voltou a cantar no Brasil, em meados dos anos 80, não obteve mais o grande sucesso de outros tempos, muito embora suas músicas de maior êxito tenham continuado a serem relembradas em flashbacks das rádios AM e FM. Morreu em 1996 devido a um persistente câncer na bexiga. 

Discografia (Parcial): 1965 - Taiguara! - Philips - LP 1966 - Crônica da Cidade Amada - Philips - LP 1966 - Primeiro Tempo 5x0 - Philips - LP 1968 - O Vencedor de Festivais - Odeon - LP 1968 - Taiguara - Odeon - LP 1969 - Hoje - Odeon - LP 1970 - Viagem - Odeon - LP 1971 - Carne e Osso - Odeon - LP 1972 - Piano e Viola - Odeon - LP 1973 - Fotografias - Odeon - LP 1974 - Let The Children Hear The Music - KPM-EMI - LP 1975 - Imyra, Tayra, Ipy - EMI-Odeon - LP 1981 - Porto de Vitória / Sol do Tanganica - Alvorada-Continental - Compacto simples 1984 - Canções de Amor e Liberdade - Alvorada-Continental - LP 1994 - Brasil Afri - Movieplay - CD