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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Alberto Magno: Meu amigo, ator e dançarino

Teatro infantil sem infantilidades 
O ator e diretor José Caldas no palco, em O Medo Azul (Fotos: Antoninho Perri)Teatro infantil é termo pejorativo em Portugal. Lá se diz teatro para a infância – e juventude – ou, mais respeitosamente ainda, teatro ao jovem público. Há mais de 30 anos vivendo naquele país, o ator e diretor brasileiro José Caldas afirma que infantis são as brincadeiras que fazem as crianças, mas que nem por isso se deve fazer para elas um teatro limitado a infantilidades, a exemplo do que vê na maioria dos espetáculos dirigidos a este público no Brasil. “Tenho muito respeito pelas crianças”, pontua. Mineiro de Itanhandu, Caldas construiu uma carreira premiada adaptando e introduzindo textos de autores brasileiros como Graciliano Ramos, Guimarães Rosa, Jorge Amado, Cecília Meireles e Clarice Lispector em palcos de Portugal, Itália, França e agora da Espanha. Orgulha-se de ter apresentado Lygia Bojunga Nunes à crítica portuguesa. Também recorre a outros sul-americanos como García Márquez e aos da terra como Agostina Bessa Luis, Miguel Torga e Manuel António Pina.
José Caldas critica estilo dos espetáculos 
para crianças no Brasil
Quando trabalhava com Ziembinsky, Antonio Abujamra e Vitor Garcia no início dos anos 70, José Caldas usava o tempo livre para promover comícios relâmpagos contra a ditadura, nas ruas do Rio de Janeiro. Depois de preso, viu-se obrigado a ir embora para a França, onde trabalhou em hotel, estudou francês e mímica, morando em seguida na Inglaterra. Sentiu saudades na língua. Ao aportar em Portugal eclodia a Revolução dos Cravos e os artistas ocupavam casas vazias para transformá-las em teatros. 
Caldas esteve na Unicamp no dia 3 de agosto, apresentando o espetáculo O Medo Azul, concebido a partir do conto Barba Azul de Charles Perrault, com intertextos dos irmãos Grimm e de Barbe Rouge, conto popular bretão. Veio a convite da amiga e professora Joana Lopes, do Departamento de Dança do Instituto de Artes, e acompanhado do ator e dançarino Alberto Magno, outro brasileiro (paulistano) que assimilou o sotaque português assim como o diretor com quem trabalha de longa data, inclusive como fotógrafo de muitas das montagens.
Platéia especial com crianças do Prodecad, programa educativo voltado aos filhos de funcionários da UnicampO Medo Azul foi um evento promovido pelo Departamento de Artes Cênicas, com gestoes da professor Heloisa Villaboim para fazer parte da programação do Ano 40 da Unicamp, tendo uma platéia especial de crianças do programa educativo voltado aos filhos dos funcionários da Universidade (Prodecad). O diretor ainda participaria de um debate com alunos das Artes, mas horas antes já antecipava ao Jornal da Unicamp muito do que pensa sobre o teatro para infância e juventude. “Noto que no Brasil esse teatro torna-se cada vez mais um estilo, um gênero terrível, de texto inócuo e atores vestidos com rabos e orelhas”, fulmina.
Na visão de Caldas, por conta deste estilo infantilizado e infantilizante, fazer teatro para o público jovem muitas vezes é visto como um trabalho menor, marginalizado e desprezado. “E nisto também me aproximo das crianças, que também marginalizadas como cidadãos, não têm direito a um teatro exclusivamente dedicado a elas”, afirma. Ele pensa que o teatro para crianças e jovens não designa um modelo, uma estética, uma moral ou uma pedagogia, mas simplesmente um público. “Minhas criações têm se caracterizado por ser teatro apenas, com toda a sua complexidade artística e humana. O que muitas vezes tem gerado polêmica porque ‘não são espetáculos para crianças’ ou ‘as crianças não entendem’ – o adulto-centrismo que caracteriza a nossa sociedade vê nas crianças meros objetos para educar, ou seres amorfos, indefesos e engraçados”, acrescenta.
Intertextos – É fato que autores brasileiros escolhidos pelo diretor não se consagraram escrevendo para crianças, embora às vezes o façam. Um recurso utilizado por José Caldas é a introdução de intertextos para facilitar a mensagem, o que fez ao montar A Menor Mulher do Mundo, de Clarice Lispector. “Eu estava angustiado com o racismo e achei que o texto servia muito bem, pois não falava da questão politicamente, mas poeticamente. Falava do sentimento de um explorador francês branco que encontra a menor mulher do mundo, uma pigméia negra, e se apaixona por ela. É um espetáculo extremamente natural, plasticamente forte e com o texto denso de Clarice. As crianças curtiram muito”. 
Caldas montou outros dois escritos da brasileira, A Vida Íntima de Laura e A Mulher que Matou os Peixes, onde se faz a discussão sobre a morte. Segundo Caldas, Clarice se transformou na fonte em que bebe a recente literatura feminina portuguesa, mas a crítica a considerava, definitivamente, imprópria para crianças. “Acontece que as reações eram espantosas. Quando escolas enviam suas crianças ao teatro, temos o costume de promover uma conversa no final. E as questões que elas levantam são fundamentais, filosóficas. No conto, a autora diz que matou os peixes porque eles não falam – um gato a arranharia para pedir comida, como os peixes não dão qualquer sinal, ela se esqueceu. No texto, ela pede perdão. No público, uma criança reagiu com personalidade: não te perdôo!”.
Caldas lembra ainda a inusitada reação das crianças em A Corda Bamba, onde Lygia Bojunga Nunes conta a história de uma mendiga idosa que morre de tanto comer. A cena chocaria aos adultos, mas as crianças morreram de rir. Barba Azul e seus assassinatos em série também seria história imprópria para menores, mas o diretor quis discutir propositadamente a existência de assassinos, pois mesmo em Portugal cresce o número de mulheres mortas anualmente por seus maridos. “O marido mata a mulher no contexto onde estão as crianças”, observa a professora Joana Lopes. “Eu não queria abordar o comezinho, arte não é para isso. Por isso recorri à história que minha avó contava, com todos os detalhes sangrentos, e misturei outras versões de Barba Azul. Por que não falar de assassinos com as crianças se eles por aí?”, questiona o diretor.

Marketing – José Caldas apresentou O Medo Azul no último Encontro para Intercâmbio de Linguagem para Crianças, que reuniu no Rio grupos do Brasil, França, Canadá e Portugal. Assustou-se com a superficialidade do meio, onde a preocupação é obter verbas de patrocinadores como Petrobras, Telemar e prefeituras para produzir qualquer coisa. “Não existe uma filosofia por trás do teatro para o público jovem e os espetáculos são todos parecidos. Senti algo imoral, pois se gastou muito dinheiro para trazer esses grupos e pouquíssimas pessoas assistiram. Vi uma grande falta de respeito, puro marketing em cima das crianças. O cartaz do festival parecia coisa de Chiquititas, retratando uma criança tendo em volta um mundo de florzinhas”.
Depois da Unicamp, Caldas apresentaria sua peça em São Paulo, São Luís e Teresina. Sempre em salas de espetáculos, pois não gosta do recurso de percorrer escolas, em montagens improvisadas. “As crianças precisam ter acesso a um lugar de convívio social que o teatro lhes dá. Dentro de uma escola o espetáculo perde a metade da graça. E é bonito ver crianças que viram as sessões oferecidas a escolas durante a semana, trazendo pela mão os pais, irmãos e tios nos sábados e domingos”.
Malhação e Morangos com Açúcar
A professora Joana Lopes, do Instituto de Artes: "Único espaço de comunicação para entretenimento dos adolescentes é Malhação". (fotos: Neldo Cantanti)A professora Joana Lopes, que foi crítica de teatro por anos, não vê os autores brasileiros tão preocupados em atingir crianças e jovens. Ela e o diretor José Caldas recordam, no entanto, de um momento muito estimulante no período de redemocratização do país, quando participaram do esforço para a criação do Centro Brasileiro de Teatro da Infância e da Juventude (CBTIJ), com bons autores e diretores despertando para esse público. “Mas aquela onda de esperança e de estímulo intelectual foi se esvaziando, no conteúdo e na forma, que foram substituídas por um olhar caritativo da arte em relação às crianças e adolescentes. Isso se espalhou pelo Brasil, o que faz parte da ideologia neoliberal”, critica. 
Joana Lopes observa que o teatro para adolescentes, por exemplo, é ausente, e que o espaço de comunicação reservado a eles é o programa Malhação, da Rede Globo, onde o cotidiano é muito bem situado na classe média. “No mais, tanto no teatro quanto na dança, os temas sobre as relações e indagações dos adolescentes inexistem”, afirma. Segundo José Caldas, que durante dez anos participou de um projeto de teatro na escola em Portugal, o agravante no programa de televisão é o de refletir o que os adultos acham que os jovens são e pensam. “Os jovens têm as mesmas preocupações existenciais e filosóficas, problemas tão complexos como dos adultos e que nada têm a ver com as idiotices que aparecem na tela”.
A série Malhação foi exibida por muitos anos em emissoras de Portugal, mas o sucesso do momento é uma imitação, Morangos com Açúcar. “As novelas brasileiras influenciaram muito na forma de vestir, na dinâmica da linguagem, nas gírias”, observa o ator e dançarino Alberto MagnAdalberto Magno, brasileiro radicado em Portugal: envolvido em atividades que vão da dança à organização de festivais.o, que saiu do Brasil em 1991 para dar aulas de dança na Alemanha e depois se radicou em Portugal, envolvendo-se em atividades diversas como teatro, coreografia, fotografia, organização de festivais e projetos em educação. Trabalhando muito com esse público, Magno explica que a idéia de um teatro para a infância e juventude, em termos artísticos e educacionais, ainda é muito recente em Portugal e mesmo em outros países da Europa. “As fronteiras são um tanto indefinidas, havendo inclusive mistura de linguagem, como do teatro com a dança e as artes”.
No entanto, o diretor José Caldas ressalta que logo depois da Revolução dos Cravos fundou-se o Centro Português do Teatro da Infância e Juventude, com muito mais sucesso do que o centro brasileiro. “Conseguimos mudar a cara desse teatro no país. Participamos de uma associação internacional e promovemos anualmente um festival de grupos portugueses, com a participação de artistas de várias áreas para discutir o teatro da infância e juventude. Hoje raramente aparecem espetáculos infantilizados. Os artistas começaram a ser exatamente como são: artistas adultos que trabalham para o público jovem”.






Fotos de Alberto Magno, ator e dançarino, retirada do arquivo pessoal de Romildo Ernesto de Leitão Mendes 

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Raul Cortez

Raul Cortez (São Paulo, 28 de agosto de 1932 — São Paulo, 18 de julho de2006) foi um consagrado ator brasileiro.
Pai da também atriz Lígia Cortez, fruto do seu casamento com a atriz Célia Helena, e de Maria, essa com Tânia Caldas. O ator teve duas netas, filhas de Lígia: Vitória e Clara.
Descendente de espanhóis, Raul era o mais velho de seis irmãos: Rui Celso, Lúcia, Pedro, Regina e Jô Cortez.
Tem um impressionante currículo que inclui 66 peças teatrais, 20 telenovelas, seis minisséries, 28 filmes e vários prêmios, entre eles cinco Molière - a mais importante premiação do teatro brasileiro.


Ia ser advogado, mas aos 22 anos decidiu trocar os tribunais pelo palco. A estreia foi em 1955 e no ano seguinte já fez o primeiro papel no cinema, em O Pão que o Diabo Amassou. Em 1969 encarnou um travesti na peça Os Monstros e em 1970 fez o primeiro nu do teatro brasileiro em O Balcão, de Jean Genet.
Na década seguinte recebeu vários prêmios, mas a consagração veio da mão da peça Rasga Coração (1979), no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo. Última escrita pelo mestre Oduvaldo Vianna Filho, na qual contracenou com Lucélia Santos, interpretando o amargurado funcionário público e ex-militantecomunista Maguary Pistolão. A cena final, escrita por Vianinha, foi marcante: o funcionário público aparece nu amarrado por cordas nos pés e dependurado no ponto mais alto do palco.
Televisão
Após participar de algumas novelas nas TVs Excelsior, Bandeirantes e Tupi, Raul Cortez estreou na Rede Globo em 1980, com a novela de Gilberto Braga,Água-Viva, na qual interpretou o cirurgião plástico Miguel Fragonard. Com este trabalho alcançou notoriedade e reconhecimento do público, tornando-se uma estrela da televisão.
Para isso também contribuíram papéis em Baila Comigo (1981], de Manoel Carlos - um amigo de 40 anos, que chegou a convidá-lo para participar dePáginas da Vida - e Partido Alto (1984), primeira novela de Aguinaldo Silva, que o consagrou em Senhora do Destino como o elegante Pedro Correia de Andrade e Couto, o "Barão de Bonsucesso".
Os mega-vilões Virgílio, de Mulheres de Areia (1993), e Jeremias Berdinazzi, de O Rei do Gado (1996), aumentaram a fama internacional, particularmente na Rússia, onde ambas as novelas atingiram enorme audiência país. Terra Nostra, a trama mais vendida da Rede Globo, o levou aos cinco continentes com outro italiano: Francesco Magliano.
Em 2005, foi preciso suspender a participação em Senhora do Destino, devido ao avanço da doença que causaria a morte, mas tudo parecia relativamente resolvido, pois ainda retornaria às telas interpretandoAntônio Carlos, na minissérie JK, a biografia do ex-presidente Juscelino Kubitschek.
É considerado um dos maiores atores brasileiros de todos os tempos. Raul morreu às vésperas de completar cinquenta anos de carreira, em decorrência do agravamento de um câncer no pâncreas, contra o qual lutava há cerca de quatro anos.
Apesar de ser descendente de espanhóis, foram marcantes os personagens italianos em telenovelas como O Rei do Gado, Terra Nostra e Esperança.
Doença e morte
Em dezembro de 2004, Cortez foi operado para a remoção de um tumor na região do pâncreas e do intestino delgado, seguindo-se um tratamento quimioterápico. Em 30 de junho de 2006, foi novamente internado e veio a falecer no dia 18 de julho.
Política
Ao lado de Regina Duarte, Raul Cortez apoiou José Serra nas eleições presidenciais de 2002.

Televisão
Telenovelas
 2004 - Senhora do Destino .... Barão de Bonsucesso (Pedro Correia de Andrade e Couto)
 2003 - Chocolate com Pimenta .... Nosferatu
 2002 - Esperança .... Genaro
 2001 - As Filhas da Mãe .... Arthur Brandão
 1999 - Terra Nostra .... Francesco Magliano
 1997 - A Indomada .... Sílvio
 1996 - O Rei do Gado .... Geremias Berdinazzi
 1993 - Mulheres de Areia .... Virgílio Assunção
 1992 - Perigosas Peruas .... Aparício
 1990 - Rainha da Sucata .... Jonas
 1987 - Mandala .... Pedro Bergman
 1987 - Brega e Chique .... Cláudio Serra
 1986 - Cambalacho .... Frei Malthus
 1984 - Partido Alto .... Célio Cruz
 1983 - Sabor de Mel (Bandeirantes) .... Alberto
 1981 - Jogo da Vida .... Carlito Madureira
 1981 - Baila Comigo .... Joaquim Gama
 1980 - Água-Viva .... Miguel Fragonard
 1976 - Tchan, a Grande Sacada (Tupi) .... Aquilino Matos Madeira
 1976 - Xeque-Mate (Tupi) .... Sebastião
 1973 - A Volta de Beto Rockfeller (Tupi)
 1972 - Vitória Bonelli (Tupi) .... Jaime Bonelli
 1970 - Toninho on The Rocks (Tupi) .... Padre Lírio
 1967 - Os Miseráveis (Bandeirantes)
 1966 - Ninguém crê em mim (Excelsior) .... Cássio

Minisséries

 2006 - JK .... Antônio Carlos Ribeiro de Andrada
 2005 - Mad Maria .... Coronel Teodoro
 2004 - Um Só Coração .... Rogério
 2002 - O Quinto dos Infernos .... Marechal Deodoro da Fonseca
 2001 - Os Maias .... Eça de Queiroz (narrador)
 2000 - Aquarela do Brasil .... Sérvulo
 1999 - Chiquinha Gonzaga .... Barão de Mauá
 1998 - Hilda Furacão .... Bob
 1995 - Decadência .... Delegado Fontes
 1994 - A Madona de Cedro .... Cícero
 1993 - Agosto .... Antônio do Mercado
 1992 - As Noivas de Copacabana .... José Carlos Montese
 1991 - O Sorriso do Lagarto .... Ângelo Marcos

Cinema
 2008 - Garoto Cósmico
 2008 - Identificados
 2004 - O Outro Lado da Rua
 2004 - Person
 2001 - Lavoura Arcaica
 2000 - Imminente Luna
 1995 - Cinema de Lágrimas
 1991 - A Grande Arte
 1989 - Jardim de Alah
 1987 - Os Trapalhões no Auto da Compadecida
 1987 - Vera
 1984 - Tensão no Rio
 1983 - Aguenta, Coração
 1982 - Amor de Perversão
 1979 - Os Trombadinhas
 1978 - Pecado Sem Nome
 1976 - O Seminarista
 1972 - A Infidelidade ao Alcance de Todos
 1972 - Janaína, a Virgem Proibida
 1971 - Roberto Carlos a 300 quilômetros por hora
 1970 - A Arte de Amar Bem
 1970 - Beto Rockefeller
 1969 - Tempo de Violência
 1968 - Capitu
 1968 - Brasil Ano 2000
 1968 - Cristo de Lama
 1968 - Desesperado
 1968 - O Homem que Comprou o Mundo
 1967 - O Caso dos Irmãos Naves
 1966 - O Anjo Assassino
 1965 - Vereda de Salvação
 1957 - O Pão que o Diabo Amassou

Teatro

 2000 - Rei Lear
 1999 - Um Certo Olhar - Pessoa e Lorca
 1997 - Cheque ou Mate
 1993 - Greta Garbo quem Diria Acabou no Irajá
 1992 - Luar em Preto e Branco
 1991 - As Boas
 1990 - M. Butterfly
 1987 - O Lobo de Ray-Ban
 1986 - Drácula
 1986 - A Hora e a Vez de Augusto Matraga
 1985 - Ah! Mérica
 1982 - Amadeus
 1979 - Rasga Coração
 1978 - Quem Tem Medo de Virgínia Wolf?
 1978 - A Chuva
 1976 - A Noite dos Campeões
 1975 - Lição de Anatomia
 1975 - O Estranho
 1974 - Greta Garbo quem Diria Acabou no Irajá
 1973 - Hoje é Dia de Rock
 1972 - Gracias Senhor
 1971 - Galileu Galilei
 1971 - Don Juan
 1970 - Rapazes da Banda
 1969 - O Balcão
 1968 - Os Monstros
 1967 - Black Out
 1966 - Os Corruptos
 1966 - Julius César
 1965 - Os Físicos
 1965 - A Grande Chantagem
 1965 - Zôo Story
 1964 - Vereda da Salvação
 1964 - Pena que Ela Seja Uma Puta
 1963 - Pequenos Burgueses
 1963 - César e Cleópatra
 1962 - Tiro e Queda
 1962 - O Pagador de Promessas
 1962 - Balanço de Orfeu
 1962 - Yerma
 1961 - Inimigos Íntimos
 1961 - Boca de Ouro
 1961 - Código Penal, Artigo 240
 1961 - O Exercício para Cinco Dedos
 1960 - Bezerro de Ouro
 1960 - Os Jograis de São Paulo
 1959 - O Santo e a Porca
 1959 - A Compadecida
 1959 - A Dama das Camélias
 1959 - Maria Stuart
 1959 - Santa Marta Fabril
 1958 - Interesses Criados
 1958 - Pedreira das Almas
 1958 - O Outro Lado da Rua
 1958 - A Morte do Caxeiro Viajante
 1958 - Revolução dos Beatos
 1957 - Rua São Luís 27 / 8º andar
 1957 - A Rainha e os Rebeldes
 1957 - As Provas de Amor
 1957 - Leonor de Mendonça
 1956 - O Diário de Anne Frank
 1956 - Hamlet
 1956 - Eurídice
 1955 - Está Lá Fora o Inspetor
 1955 - Dias Felizes
 1955 - O Impetuoso Capitão Tic

Prêmios e indicações

 Teve duas indicações ao Grande Prêmio Cinema Brasil na categoria de melhor ator, por Lavoura Arcaica e O Outro Lado da Rua.
 Recebeu o Prêmio Candango de melhor ator coadjuvante, no Festival de Brasília, por Capitu.
 Recebeu os prêmios Molière, APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) e Mambembe de melhor ator por seu desempenho na peça O Lobo de Ray-Ban.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Matias Cardoso

Em 1954, Morrinho tem a sua igreja tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artítisco Nacional (ISPHAN) e muda de nome passando para Matias Cardoso em homenagem ao bandeirante e por ser o 1º deles a chegar aqui.

* Matias Cardoso era paulista, estudou em Colégio Jesuítas e em 1640 deixou sua terra natal junto com seu primo Manoel Francisco Toledo, vindo para as barrancas do São Francisco através das bandeiras sertanejas, com o objetivo de organizar as entradas das civilizações na disputa da região do São Francisco.

A região norte abrange uma área de 127.532 Km2, o que equivale a 21,89% do Estado de Minas Gerais, sendo composta por 53 municípios, dos quais nove foi recentemente emancipados pela Lei nº. 10.704192. A ocupação e o povoamento da região esteve intimamente ligada ao Rio São Francisco. Todavia, sua ocupação efetiva esteve vinculada à implantação de projetos governamentais de colonização agrícola nos anos 60, que objetivaram o incremento de seu potencial econômico e a melhoria de sua infra-estrutura básica. Como conseqüência, teve-se o desenvolvimento de parte de sua área e o incremento de sua população rural.

Entretanto, essa política não foi capaz de transformar a estrutura de ocupação demográfica dessa área. A região norte apresenta a menor densidade demográfica, situando-se na faixa de 10,66 hab/Km2 em relação a uma densidade média de 27,02 hab/Km2 no estado (IBGE, Censo Demográfico de 1991).

A partir da década de 70 percebe-se um declínio da população rural, o que evidencia movimentos migratórios para núcleos urbanos intra e inter-regionais. A migração interna ocorreu em decorrência da implantação de grandes empreendimentos e da expansão da indústria, ainda que de forma concentrada.

Matias Cardoso tem uma história muito rica em tradições, folclorismos, misticismo e cultura que correm o risco de se perder pelo seu quase meio milênio de anos de existência e nada se têm feito para preservá-los. Das Atrações históricas e naturais encontradas em Matias Cardoso estão a Igreja da Imaculada nossa Senhora da Conceição, podendo ser o único monumento em pé do estilo jesuítico no estado de Minas e que marca a 1º paróquia de Minas Gerais, a morro com suas belas grutas, alguns casarões, o cemitério de pedra, além do panorâmico, a belíssima paisagem natural formada pelas barrancas do São Francisco e do rio Verde Grande.

O município de Matias Cardoso foi emancipado através da Lei Estadual N.0 10.704192 e administrativamente instalado em 01-01-93. Seu território foi composto pelo desdobramento de parte do território de Manga. O município foi criado em 27 de abril de 1992 pela Lei n0 10.704/92.

Os principais aglomerados populacionais que compõe o município são: Lagedão, Lagedinho, Linha da Cruz, Praia, Lagoa Nova, Ilha da Ressaca Porto de Matias e Rio Verde Minas conhecida como Gado Bravo. Tendo uma população de acordo com o IBGE 2000, 8.587 Habitantes.

domingo, 4 de dezembro de 2011

The Beatles

The Beatles foi uma banda de rock britânica, formada em Liverpool em 1960 e o grupo musical mais comercialmente bem-sucedido e aclamado da história damúsica popular.[1] A partir de 1962, o grupo era formado por John Lennon (guitarra rítmica e vocal), Paul McCartney (baixo e vocal), George Harrison (guitarra solo e vocal) e Ringo Starr (bateria e vocal). Enraizada do skiffle e do rock and roll da década de 1950, a banda veio mais tarde a assumir diversos gêneros que vão do folk rock ao rock psicodélico, muitas vezes incorporando elementos da música clássica e outros, em formas inovadoras e criativas. Sua crescente popularidade, que a imprensa britânica chamava de "Beatlemania", fez com que eles crescessem em sofisticação. Os Beatles vieram a ser percebidos como a encarnação de ideais progressistas e sua influência se estendeu até as revoluções sociais e culturais da década de 1960.
Com a formação inicial de Lennon, McCartney, Harrison, Stuart Sutcliffe (baixo) e Pete Best (bateria), os Beatles construíram sua reputação nos pubs de Liverpool eHamburgo durante um período de três anos a partir de 1960. Sutcliffe deixou o grupo em 61, e Best foi substituído por Starr no ano seguinte. Abastecida de equipamentos profissionais moldados por Brian Epstein, que depois se ofereceu para gerenciar a banda, e com seu potencial reforçado pela criatividade do produtorGeorge Martin, os Beatles alcançaram um sucesso imediato no Reino Unido com seu primeiro single "Love Me Do". Ganhando popularidade internacional a partir do ano seguinte, excursionaram extensivamente até 1966, quando retiraram-se para trabalhar em estúdio até sua dissolução definitiva em 1970. Cada músico então seguiu para uma carreira independente. McCartney e Starr continuam ativos; Lennon foi baleado e morto em 1980, e Harrison morreu de câncer em 2001.
Durante seus anos de estúdio, os Beatles produziram o que a crítica considera um dos seus melhores materiais, incluindo o álbum Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band (1967), amplamente visto como uma obra-prima. Quatro décadas após sua dissolução, a música do grupo continua a ser muito popular. Os Beatles tiveram mais álbuns em número 1 nas paradas britânicas do que qualquer outro grupo musical.[2] De acordo com a RIAA, eles venderam mais álbuns nos Estados Unidos do que qualquer outro artista.[3] Em 2008, a Billboard divulgou uma lista dos top-selling de todos os tempos dos artistas Hot 100 para celebrar o cinquentenário das paradas de singles dos EUA, e a banda permaneceu em primeiro lugar.[4] Eles já foram honrados com 8 Grammy Awards,[5] e 15 Ivor Novello Awards da BASCA.[6]. Já venderam mais de um bilhão de discos. Os Beatles foram coletivamente incluídos na compilação da revista Time das 100 pessoas mais importantes e influentes do século XX.
Membros

John Lennon (John Winston Lennon nascido em Liverpool, em 9 de outubro de 1940, tornado John Winston Ono Lennon quando casado com a artista plástica Yoko Ono em 1969.[8] Foi assassinado em Nova Iorque, em 8 de dezembro de 1980, no Central Park): fundador do grupo e integrante dele de 1957 - quando ainda era o The Quarrymen - até 1970 (quando os integrantes se separaram antes da dissolução legal da justiça), compositor, cantor, multi-instrumentista tocando piano, guitarra, gaita, instrumentos de percussão, teclados (como clavioline, cravo (instrumento), mellotron e órgão), baixo (ocasionalmente), violão, maracas, pandeiro (em canções dos álbuns Revolver e Magical Mystery Tour) e tape loops. Compôs alguns sucessos dos Beatles, inclusive a canção All You Need Is Love, apresentada na primeira transmissão por satélite ao vivo do mundo e que ainda hoje é um hino para várias gerações.
Paul McCartney (nascido James Paul McCartney em Liverpool, 18 de junho de 1942, tornado Sir James Paul McCartney quando condecorado com o OIB em 1997): compositor, baixista, pianista, cantor, percussionista, guitarrista (ocasionalmente) e baterista (na música Back in the USSR), membro de 1957 a 1970. McCartney é autor de músicas muito aclamadas dos Beatles. Desde a primeira música do primeiro disco Please Please Me, I Saw Her Standing There, passando por hinos históricos como Hey Jude, Let It Be, Eleanor Rigby, Yesterday, Penny Lane, entre outras, até a última música do último álbum dos Beatles, Let It Be, "Get Back", além de idealizar muitas criações conceituais da banda como o álbum Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band. Formou, com Lennon, a dupla mais celebrada do rock and roll, sendo atualmente considerado o maior artista vivo [9].
George Harrison (nascido George Harold Harrison em Liverpool, 25 de fevereiro de 1943, e morto de câncer em Los Angeles, a 29 de novembro de 2001): compositor, guitarrista solo, cantor, tocava sitar e outros instrumentos da Índia, percussionista, tocava teclado e sintetizador, membro de 1958 a 1970. Harrison tornou-se célebre por introduzir a música indiana no rock and roll, e produziu canções que com o tempo tornaram-se muito famosas: While My Guitar Gently Weeps, Here Comes the Sun, a balada Something e outras. Na década de 1970, Harrison desenvolveu uma carreira solo de grande sucesso, lançando álbuns aclamados pelo público e pela crítica.
Ringo Starr (nascido Richard Starkey em Liverpool, 7 de julho de 1940): baterista, percussionista, cantor, compositor (ocasionalmente), membro de 1962 à 1970. Starr foi o último músico a entrar na banda. Enquanto fazia parte do conjunto, ele compôs poucas canções, na verdade foram só duas: "Don't Pass Me By", para o Álbum Branco e "Octopus's Garden" para o álbum Abbey Road e mais quatro em co-autoria com os outros beatles ("What Goes On" do Rubber Soul, "Flying" do Magical Mystery Tour, "Maggie Mae" e "Dig It" do Let It Be). Depois de sair da banda, ainda nos anos 1970, construiu uma carreira solo de sucesso considerável.
[editar]"Quinto Beatle"
"Quinto Beatle" é um termo informal usado pelos fãs da banda e por vários comentaristas da imprensa ou de entretenimento, relacionado a pessoas que tiveram uma forte associação com o "quarteto de Liverpool", com exceção de John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr. Foi e ainda é atribuído a:
Stuart Sutcliffe, pelo seu papel no início do grupo como baixista;
Pete Best, baterista do grupo de 1960 a 1962; substituído por Ringo Starr;
Neil Aspinall, gerente dos Beatles de sua criação até 1963 e, em seguida, seu assistente pessoal. Foi ao leme da empresa Apple Corps de quase quarenta anos antes de aposentar em fevereiro de 2007, um ano antes da sua morte em março de 2008;
George Best, jogador lendário do Manchester United que certa vez marcou 3 gols contra o Porto F.C uma equipa Portuguesa
, na goleada de 5 a 1, válida pela Copa dos Campeões. No dia seguinte os jornais amanheceram com a foto de Best enchendo a capa e o título “o quinto Beatle”. Sua juventude, seus cabelos esvoaçantes e o sucesso com as adolescentes da época não deixavam as manchetes mentirem.
Klaus Voormann, artista, amigo dos Beatles e designer das capas do Revolver e do The Beatles Anthology;
Brian Epstein, descobridor do grupo e, em seguida, empresário dos Beatles até a sua morte em 1967;
George Martin, patrono da gravadora Parlophone, uma divisão da EMI, que contratou os Beatles em 1962. Deste ano em diante, ele produziu quase todos os álbuns do grupo, e foi responsável pela maioria dos arranjos das canções dos Beatles. Também, frequentemente tocou teclado ou piano nas gravações. Ele continua até hoje produzindo álbuns que homenageiam a banda, como a série The Beatles Anthology e a compilação Love;
Jimmy Nicol, baterista que substituiu Ringo Starr quando este ficou doente, para uma dezena de concertos durante a turnê australiana dos Beatles em junho de 1964;
Derek Taylor, assessor de imprensa e confidente dos Beatles. George Harrison disse em 1988: "Só havia dois 'quinto beatle': Neil Aspinall, e Derek Taylor";
Billy Preston, tecladista que participou da gravação do álbum Let It Be, e também em algumas faixas de Abbey Road (1969).
[editar]História

[editar]1957-62: Formação
Ver artigo principal: The Quarrymen
Em Março de 1957, empolgado com o skiffle que Lonnie Donegan popularizou com seus sons improvisados, John Lennon criou uma banda composta por colegas da escola Quarry Bank School — que incluía seu melhor amigo na época, Pete Shotton — primeiramente chamada de The Black Jacks, mas logo definida como The Quarrymen (em homenagem à escola).[10] Inicialmente, além dos dois, a banda era composta por Eric Griffths (violão), Bill Smith (baixo improvisado) e Rod Davis (banjo). Em 6 de julho de 1957, Paul McCartney havia assistido uma apresentação da banda em uma festa na Igreja St. Peter, e Ivan Vaughan, amigo de John Lennon e colega de classe de Paul, apresentou-lhe a Lennon; Paul foi convidado a ingressar na banda e, no mesmo ano, mostrou a Lennon a composição "I've Lost My Little Girl".[10] Em 6 de fevereiro de 1958, o jovem guitarrista George Harrison juntou-se à banda,[11] apresentado por Paul que o teria conhecido por acaso num ônibus.[12] Apesar da relutância inicial de Lennon pelo fato de Harrison ser três anos mais novo que ele (na época, com quinze anos),[12] McCartney insistiu depois de uma demonstração de George e este terminou ingressando no grupo. Lennon e McCartney desempenharam a guitarra rítmica durante esse período e, após o baterista oficial do Quarrymen, Colin Hanton deixar a banda, em 1959, depois de uma discussão com os outros membros, teve uma alta rotatividade de bateristas. Stuart Sutcliffe, colega de Lennon numa escola de arte de Liverpool, aderiu ao baixo em janeiro de 1960, a pedido do amigo.[10]
Como Paul e George estudavam no Instituto de Liverpool, não seria mais apropriado chamar a banda por "Quarrymen" e, então, o grupo passou por uma progressão de nomes, incluindo "Johnny and The Moondogs"[b]' e "Long John and The Beatles"[c]'. Sutcliffe sugeriu o nome "The Beetles" como homenagem a Buddy Holly e "The Crickets"[d]. Após uma turnê com Johnny Gentle na Escócia, a banda mudou definitivamente seu nome para "The Beatles". A primeira esposa de John, Cynthia Lennon, argumenta que o título "The Beatles" veio a John no Renshaw Hall bar, depois de ele beber cerveja.[13] Lennon, que era conhecido por dar diversas versões da história, ironizou num artigo da revista Mersey Beat de 1971 que teve uma visão onde "um homem, numa torta flamejante, disse: 'Vocês são Beatles com A'."[14] Durante uma entrevista em 2001, McCartney atribuiu a si o nome definitivo da banda, afirmando que "John tivera a ideia de nos chamar de 'The Beetles'; eu disse: 'por que não Beatles?; você sabe, como a batida da 'bateria'."[e]'[15]
Em maio de 1960, os então Silver Beetles[f] realizaram uma turnê no norte da Escócia, com o cantor Johnny Gentle, a quem a banda havia conhecido uma hora antes de sua primeira apresentação.[16] McCartney refere-se à viagem como uma grande experiência para a banda.[17] Naquela época os Beatles não tinham um baterista fixo, assim, profissionais desse gênero tocavam para eles apenas em determinadas ocasiões.
Membros

John Lennon (John Winston Lennon nascido em Liverpool, em 9 de outubro de 1940, tornado John Winston Ono Lennon quando casado com a artista plástica Yoko Ono em 1969.[8] Foi assassinado em Nova Iorque, em 8 de dezembro de 1980, no Central Park): fundador do grupo e integrante dele de 1957 - quando ainda era o The Quarrymen - até 1970 (quando os integrantes se separaram antes da dissolução legal da justiça), compositor, cantor, multi-instrumentista tocando piano, guitarra, gaita, instrumentos de percussão, teclados (como clavioline, cravo (instrumento), mellotron e órgão), baixo (ocasionalmente), violão, maracas, pandeiro (em canções dos álbuns Revolver e Magical Mystery Tour) e tape loops. Compôs alguns sucessos dos Beatles, inclusive a canção All You Need Is Love, apresentada na primeira transmissão por satélite ao vivo do mundo e que ainda hoje é um hino para várias gerações.

Paul McCartney (nascido James Paul McCartney em Liverpool, 18 de junho de 1942, tornado Sir James Paul McCartney quando condecorado com o OIB em 1997): compositor, baixista, pianista, cantor, percussionista, guitarrista (ocasionalmente) e baterista (na música Back in the USSR), membro de 1957 a 1970. McCartney é autor de músicas muito aclamadas dos Beatles. Desde a primeira música do primeiro disco Please Please Me, I Saw Her Standing There, passando por hinos históricos como Hey Jude, Let It Be, Eleanor Rigby, Yesterday, Penny Lane, entre outras, até a última música do último álbum dos Beatles, Let It Be, "Get Back", além de idealizar muitas criações conceituais da banda como o álbum Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band. Formou, com Lennon, a dupla mais celebrada do rock and roll, sendo atualmente considerado o maior artista vivo [9].
George Harrison (nascido George Harold Harrison em Liverpool, 25 de fevereiro de 1943, e morto de câncer em Los Angeles, a 29 de novembro de 2001): compositor, guitarrista solo, cantor, tocava sitar e outros instrumentos da Índia, percussionista, tocava teclado e sintetizador, membro de 1958 a 1970. Harrison tornou-se célebre por introduzir a música indiana no rock and roll, e produziu canções que com o tempo tornaram-se muito famosas: While My Guitar Gently Weeps, Here Comes the Sun, a balada Something e outras. Na década de 1970, Harrison desenvolveu uma carreira solo de grande sucesso, lançando álbuns aclamados pelo público e pela crítica.
Ringo Starr (nascido Richard Starkey em Liverpool, 7 de julho de 1940): baterista, percussionista, cantor, compositor (ocasionalmente), membro de 1962 à 1970. Starr foi o último músico a entrar na banda. Enquanto fazia parte do conjunto, ele compôs poucas canções, na verdade foram só duas: "Don't Pass Me By", para o Álbum Branco e "Octopus's Garden" para o álbum Abbey Road e mais quatro em co-autoria com os outros beatles ("What Goes On" do Rubber Soul, "Flying" do Magical Mystery Tour, "Maggie Mae" e "Dig It" do Let It Be). Depois de sair da banda, ainda nos anos 1970, construiu uma carreira solo de sucesso considerável.
[editar]"Quinto Beatle"
"Quinto Beatle" é um termo informal usado pelos fãs da banda e por vários comentaristas da imprensa ou de entretenimento, relacionado a pessoas que tiveram uma forte associação com o "quarteto de Liverpool", com exceção de John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr. Foi e ainda é atribuído a:
Stuart Sutcliffe, pelo seu papel no início do grupo como baixista;
Pete Best, baterista do grupo de 1960 a 1962; substituído por Ringo Starr;
Neil Aspinall, gerente dos Beatles de sua criação até 1963 e, em seguida, seu assistente pessoal. Foi ao leme da empresa Apple Corps de quase quarenta anos antes de aposentar em fevereiro de 2007, um ano antes da sua morte em março de 2008;
George Best, jogador lendário do Manchester United que certa vez marcou 3 gols contra o Porto F.C uma equipa Portuguesa
, na goleada de 5 a 1, válida pela Copa dos Campeões. No dia seguinte os jornais amanheceram com a foto de Best enchendo a capa e o título “o quinto Beatle”. Sua juventude, seus cabelos esvoaçantes e o sucesso com as adolescentes da época não deixavam as manchetes mentirem.
Klaus Voormann, artista, amigo dos Beatles e designer das capas do Revolver e do The Beatles Anthology;
Brian Epstein, descobridor do grupo e, em seguida, empresário dos Beatles até a sua morte em 1967;
George Martin, patrono da gravadora Parlophone, uma divisão da EMI, que contratou os Beatles em 1962. Deste ano em diante, ele produziu quase todos os álbuns do grupo, e foi responsável pela maioria dos arranjos das canções dos Beatles. Também, frequentemente tocou teclado ou piano nas gravações. Ele continua até hoje produzindo álbuns que homenageiam a banda, como a série The Beatles Anthology e a compilação Love;
Jimmy Nicol, baterista que substituiu Ringo Starr quando este ficou doente, para uma dezena de concertos durante a turnê australiana dos Beatles em junho de 1964;
Derek Taylor, assessor de imprensa e confidente dos Beatles. George Harrison disse em 1988: "Só havia dois 'quinto beatle': Neil Aspinall, e Derek Taylor";
Billy Preston, tecladista que participou da gravação do álbum Let It Be, e também em algumas faixas de Abbey Road (1969).
[editar]História

[editar]1957-62: Formação
Ver artigo principal: The Quarrymen
Em Março de 1957, empolgado com o skiffle que Lonnie Donegan popularizou com seus sons improvisados, John Lennon criou uma banda composta por colegas da escola Quarry Bank School — que incluía seu melhor amigo na época, Pete Shotton — primeiramente chamada de The Black Jacks, mas logo definida como The Quarrymen (em homenagem à escola).[10] Inicialmente, além dos dois, a banda era composta por Eric Griffths (violão), Bill Smith (baixo improvisado) e Rod Davis (banjo). Em 6 de julho de 1957, Paul McCartney havia assistido uma apresentação da banda em uma festa na Igreja St. Peter, e Ivan Vaughan, amigo de John Lennon e colega de classe de Paul, apresentou-lhe a Lennon; Paul foi convidado a ingressar na banda e, no mesmo ano, mostrou a Lennon a composição "I've Lost My Little Girl".[10] Em 6 de fevereiro de 1958, o jovem guitarrista George Harrison juntou-se à banda,[11] apresentado por Paul que o teria conhecido por acaso num ônibus.[12] Apesar da relutância inicial de Lennon pelo fato de Harrison ser três anos mais novo que ele (na época, com quinze anos),[12] McCartney insistiu depois de uma demonstração de George e este terminou ingressando no grupo. Lennon e McCartney desempenharam a guitarra rítmica durante esse período e, após o baterista oficial do Quarrymen, Colin Hanton deixar a banda, em 1959, depois de uma discussão com os outros membros, teve uma alta rotatividade de bateristas. Stuart Sutcliffe, colega de Lennon numa escola de arte de Liverpool, aderiu ao baixo em janeiro de 1960, a pedido do amigo.[10]
Como Paul e George estudavam no Instituto de Liverpool, não seria mais apropriado chamar a banda por "Quarrymen" e, então, o grupo passou por uma progressão de nomes, incluindo "Johnny and The Moondogs"[b]' e "Long John and The Beatles"[c]'. Sutcliffe sugeriu o nome "The Beetles" como homenagem a Buddy Holly e "The Crickets"[d]. Após uma turnê com Johnny Gentle na Escócia, a banda mudou definitivamente seu nome para "The Beatles". A primeira esposa de John, Cynthia Lennon, argumenta que o título "The Beatles" veio a John no Renshaw Hall bar, depois de ele beber cerveja.[13] Lennon, que era conhecido por dar diversas versões da história, ironizou num artigo da revista Mersey Beat de 1971 que teve uma visão onde "um homem, numa torta flamejante, disse: 'Vocês são Beatles com A'."[14] Durante uma entrevista em 2001, McCartney atribuiu a si o nome definitivo da banda, afirmando que "John tivera a ideia de nos chamar de 'The Beetles'; eu disse: 'por que não Beatles?; você sabe, como a batida da 'bateria'."[e]'[15]
Em maio de 1960, os então Silver Beetles[f] realizaram uma turnê no norte da Escócia, com o cantor Johnny Gentle, a quem a banda havia conhecido uma hora antes de sua primeira apresentação.[16] McCartney refere-se à viagem como uma grande experiência para a banda.[17] Naquela época os Beatles não tinham um baterista fixo, assim, profissionais desse gênero tocavam para eles apenas em determinadas ocasiões.Último concerto e fim
Em janeiro de 1969, os Beatles iniciaram um projeto cinematográfico que documentaria a realização de sua próxima gravação, originalmente intitulado Get Back. Durante as sessões de gravação, a banda realizou sua última apresentação ao vivo no último andar do edifício da Apple, em Londres, na tarde fria de 30 de janeiro de 1969. A maior parte da apresentação foi filmada e, posteriormente, incluída no filme Let It Be. A ideia de tocar no telhado do prédio foi de Lennon. O concerto parou a rua inteira do prédio e, rapidamente, o lugar ficou lotado de pessoas; inclusive, os vizinhos da região logo espreitavam das sacadas o concerto. Os Beatles tocaram durante quarenta minutos até a polícia local interferir pedindo que abaixassem o volume dos instrumentos; Mal Evans explicou que não era qualquer pessoa que estava tocando, e sim os Beatles. A apresentação terminou antes do previsto, e tornou-se famosa. Com o projeto Let It Be temporariamente suspenso, os Beatles gravaram seu penúltimo álbum, Abbey Road, no verão de 1969. A conclusão da canção "I Want You (She's So Heavy)" para o álbum em 20 de agosto de 1969 foi a última vez que o quarteto reuniu-se em mesmo estúdio. Lennon anunciou sua saída para o resto do grupo em 20 de setembro, 1969, embora tenha concordado em não anunciar isso publicamente até que determinadas questões jurídicas fossem resolvidas.
Em Março de 1970, a sessão de teipes do "Get Back" foram entregues ao produtor americano Phil Spector, que tinha produzido o compacto solo de Lennon – "Instant Karma!". McCartney anunciou publicamente a dissolução em 10 de abril de 1970, uma semana antes do lançamento de seu primeiro álbum solo, McCartney[112]. As cópias de pré-lançamento incluíram um comunicado à imprensa onde McCartney realizava uma entrevista consigo mesmo, explicando o fim dos Beatles e suas esperanças para o futuro.[113] Em 8 de maio de 1970, a versão de "Get Back" produzida por Spector foi lançada como Let It Be, seguido com o documentário de mesmo nome. Legalmente, a parceria dos Beatles não foi dissolvida até 1975,[114] embora Paul tenha apresentado uma ação para a dissolução em 31 de dezembro de 1970, efetivamente terminando a carreira em conjunto da banda.[115]
O motivo do fim da banda ainda é muito discutido e pode ser descrito como uma série de eventos[116] que, resumidamente, os itens abaixo pretendem desenvolver.
Morte de Epstein: Brian Epstein foi indiscutivelmente o homem mais influente no lançamento e na promoção da popularidade do grupo no mundo inteiro. Por ser o empresário da banda, ele pôde manter o grupo reunido e mediar determinados conflitos que o quarteto viesse a desenvolver entre si, mantendo-se na postura de ser a última palavra, a última decisão. Quando morreu em 1967, deixou um vazio na banda. McCartney provavelmente sentiu a situação precária e procurou iniciar projetos que estimulassem a banda. Em última instância, a discórdia sobre liderança gerencial seria um dos fatores precipitantes para a banda se dissolver.[118]
George Harrison como compositor: Nos primeiros anos, Paul e John eram os únicos compositores da banda, enquanto que Ringo e George desempenhavam suas funções como baterista e guitarrista, respectivamente. No entanto, de 1965 adiante, as composições de Harrison ganharam maturidade e tornaram-se mais atraentes em suas qualidades.[119][120] Gradualmente os outros membros reconheciam seu talento como compositor,[121] mas cada vez mais George começou a se frustrar pelo fato da maioria de suas ideias e canções terem como fim a rejeição. Isso gerou confusão e, consecutivamente, desavenças, principalmente entre Lennon e McCartney.[122]
Dificuldade em colaboração: De uma forma ou de outra, após o grupo parar de excursionar, cada um dos integrantes começaram a seguir comportamentos autônomos: enquanto McCartney via interesse no estilo pop e nas tendências da Grã-Bretanha e dos EUA, Lennon tendia à música introspectiva e experimental, enquanto que Harrison, por sua vez, estava cada vez mais entusiasmado com a música indiana.[120][123][124] Por conseguinte, Paul começou a assumir o papel de líder dos projetos artísticos dos Beatles.[125] Além de cada membro ter começado a desenvolver uma agenda cujos eventos exigiam cada vez mais individualidade – o que acabou comprometendo o grau de entusiasmo em conjunto – outro fator que contribuiu para a fragilidade da banda foi a evidente falta de acordo já existente na época de produção do "Álbum Branco".[126]
Yoko Ono: Lennon estava em um frágil estado de espírito após o regresso da banda a partir de suas estadias na Índia, no início de 1968. Ficou ressentido e desiludido com o fato do Maharishi não ter preenchido suas expectativas. Lennon começou a desenvolver um imenso interesse numa artista nipo-americana, Yoko Ono, que reuniu o músico britânico em uma de suas exposições em 1966. Tiveram uma relação platônica até a primavera de 1968. Enquanto a esposa de Lennon, Cynthia, estava de de férias, ele e Yoko lançaram uma fita que mais tarde seria lançada como a famosa (e polêmica) "Unfinished Music No.1: Two Virgins". Até esse momento, os dois não estavam completamente entretidos entre si, pois o acordo da banda era que suas namoradas ou esposas não interferissem nos estúdios. Contudo, como a produção artística de Lennon cresceu sob influência de Yoko Ono, cada vez mais ele quis que ela entrasse nos processos de produção dos Beatles e, consecutivamente, ela passou a frequentar os estúdios de gravação.[127] Frequentemente, Ono não comentava nem dava sugestões no estúdio de gravação, o que parece ter aumentado as confusões entre ela e os três companheiros de Lennon.[128] Ono é acusada por muitos fãs de ter "dividido os Beatles", enquanto que outros argumentam que a sua presença não era nenhum problema, e que os Beatles realmente se separaram pelas outras razões aqui citadas (acima e abaixo).
Situação empresarial: Outra coisa que agravou a situação da banda foi o fato de que, sem Epstein, eles procuraram empresários para geri-la, mas a tentativa desses empresários de estabelecer um controle sobre a banda The Beatles falhou. Mesmo antes disso, houve confusão entre os integrantes, pois não conseguiram entrar em acordo na escolha de um novo empresário.
A formação da Plastic Ono Band, grupo formado por Yoko e Lennon, foi uma saída que Lennon encontrou para largar de vez os Beatles. E, verdadeiramente, a ideia de sair da banda cristalizou-se quando, em setembro de 1969, Yoko e Lennon foram recepcionados entusiasticamente como artistas no Concerto de Rock and Roll de Toronto. Lennon informou a sua decisão para Allan Klein – até então empresário do grupo – e para McCartney em 20 de setembro de 1969.[129] Ironicamente, no outono do mesmo ano, a banda assinou um contrato negociando com a maior taxa de royalities. Esta foi a última demonstração de unidade do grupo, embora de natureza transitória. Outra divulgação revelou que o contrato de dissolução dos membros da banda foi até 1976 coletivamente e separadamente. Assim, este contrato renegociado precipitou o final das ações legais que revogou a parceria em 1972.[118]
Apesar de seus esforços em estimular a banda, McCartney admitiu numa entrevista na revista americana Life que a banda estava desestruturada, em novembro de 1969.[130] Paul viu um conflito entre seu álbum solo, McCartney, e o projeto do álbum e do filme dos Beatles, Let It Be. "McCartney" foi lançado e a amargura de Paul por conta de alguns incidentes – como, por exemplo, o fato dele ter ficado insatisfeito com determinadas atitudes dos gerentes da banda – foi um fator contribuinte para sua declaração pública de que havia saído dos Beatles.[131] No começo de 1971, McCartney abriu uma ação judicial para a dissolução da relação contratual dos Beatles e, posteriormente, foi decretado.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Amy Winehouse: O Maior Talento Musical do Século 21


Do subúrbio de Londres para o mundo!!!


A Diva Ingressou na carreira musical em 2003, lançando seu primeiro single, Stronger Than Me. A canção alcançou a 71ª posição na UK Singles Chart. O single foi produzido para promover seu primeiro álbum de estúdio, Frank, lançado em 20 de outubro de 2003.
Seu segundo single, Take the Box, foi lançado em 12 de janeiro de 2004 e alcançou boas posições nas tabelas musicais, assim como In My Bed[3], terceiro singleda cantora. Meses depois, lançou seu quarto single, intitulado You Sent Me Flying, ficando em 60º lugar na UK Singles Chart.Para assim terminar seus trabalhos com o álbum Frank, Winehouse lançou mais dois singles: Pumps e Help Yourself. Ambos debutaram a 65ª posição na UK Singles Chart.
Após idas e vindas na carreira, Amy lançou seu segundo álbum de estúdio, intitulado Back to Black. O álbum foi lançado em 6 de outubro de 2006, ficando em 2º lugar na Billboard 200 e em 1º na UK Albums Chart. Ainda em países como Brasil e França, o álbum foi concedido pela ABPD e SNEP com certificação de diamante, respectivamente, com mais de 1.000.000 milhão de cópias vendidas nos dois países juntos, além de várias outras certificações como: ouro eplatina.
Além de ser a mais conhecida da cantora, a canção ficou em 9º lugar na Billboard Hot 100 e em 1º na Los 40 da Espanha. Também ganhou certificação de platina por mais de 120.000 mil cópias vendidas. Após o estrondoso sucesso de Rehab, Winehouse voltou com mais um hit, lançando como single You Know I'm No Good, alcançando a 87ª na Hot 100. Após lançar diversos singles para o álbum como: Back to Black e Tears Dry on Their Own, Amy se casou com Blake Fielder em Miami, na Flórida, no ano de 2007, quando lançou seu primeiro DVD, gravado durante um show em Londres, I Told You I Was Trouble: Live in London.
No ano seguinte, em 2008, Amy enfrentou sérios problemas com a saúde e a polícia. Foi vista em um vídeo, no site do jornal britânico The Sun, usando crack, em janeiro de 2008, e três dias depois foi internada numa clínica onde ficou vigiada vinte e quatro horas por dia.Também em 2008, foi presa duas vezes por agressão e dirigir bêbada. Em 2009, se separou de Blake, iniciando um romance com o diretor Reg Traviss. E, em 2010, Winehouse voltou ao tratamento e se afastou temporariamente da música. Aproximadamente onze meses depois, em 23 de julho de 2011, Winehouse foi encontrada morta em sua casa em Londres,Inglaterra.
Amy Winehouse nasceu em uma área suburbana de Southgate, bairro de Londres, numa família judia de quatro pessoas e de tradição musical ligada ao jazz. Seu pai, Mitchell Winehouse, era motorista de táxi e sua mãe, Janis, farmacêutica. Amy tinha ainda um irmão mais velho, Alex Winehouse. Ela cresceu em Southgate, onde fez os estudos na Ashmole School. No dia 18 de maio de 2007, Amy casou-se com Blake Fielder em Miami. Seu ex-marido agora cumpre prisão temporária desde dezembro de 2010 pela acusação de ter ferido gravemente James King, de 36 anos, proprietário de um pub, e de ter tentado obstruir a justiça também ainda em 2007. Blake admitiu sua culpa em audiências preliminares ao processo e, assim, evitou que o processo fosse agravado. Sua sentença poderia chegar a dez anos. Amy assistiu duas vezes a audiências no tribunal londrino de Snaresbrook.
Em 16 de julho de 2009, Amy e Blake se divorciariam por causa de acusações mútuas de infidelidade e nessa época foram tornadas públicas as brigas com agressões que eles tiveram. Boatos do reatamento de Amy com Blake foram desmentidos e ela já estava namorando Reg Traviss, um diretor de cinema. Segundo amigos e parentes da cantora, Traviss era uma ótima influência para Amy e não tinha envolvimento com drogas nem álcool.
Amy Winehouse foi presa duas vezes no ano de 2008, devido à posse de drogas, e confessou ter batido em um homem com as mãos. Ela passou uma noite numa cela sem ter recebido acusação formal. O pai da cantora, Mitch Winehouse, lançou-se como cantor com o álbum Rush Of Love, que traz clássicos do jazz de Ella Fitzgerald,Frank Sinatra e ainda mais quatro músicas compostas por Mitch.
Amy Winehouse possuía algumas tatuagens pelo corpo. No braço direito, um pássaro com as palavras Never clip my wings (nunca amarres as minhas asas). No braço esquerdo, uma pin-up e uma ferradura (símbolo de sorte), misturadas com a expressão daddy's girl (menina do papai). Já no antebraço esquerdo tinha uma pena. Na barriga, Hello Saylor (Olá, Marinheiro). Finalmente, sobre o seio esquerdo tinha um bolso tatuado e, logo acima, o escrito Blake's, que significa do Blake.
Ultimamente, Amy tinha-se debatido, juntamente com o seu ex-marido, por causa de problemas relacionados a drogas, tendo várias vezes tentado superar o vício em clínicas de desintoxicação. Os tablóides britânicos elegeram-na como alvo preferencial, destronando Pete Doherty, ex-The Libertines e atual líder da bandaBabyshambles, como junkie mais famoso da Grã-Bretanha.
No dia 22 de janeiro de 2008, um vídeo com Amy usando crack e outras drogas saiu no site do jornal inglês The Sun. Em 25 de janeiro, ela foi internada numa clínica de reabilitação, tendo sido vigiada 24 horas por dia.Em função das polêmicas, o governo dos Estados Unidos negou visto à artista para cantar no Staples Center, sede da 50ª edição do Grammy, realizada em 10 de fevereiro, em Los Angeles. A pedido dos organizadores, Winehouse deveria cantar numa performance ao vivo de Londres, onde morava e cumpria seus tratamentos antidrogas.


No dia 30 de maio de 2008, Amy Winehouse deu o seu primeiro concerto em Portugal, no Rock in Rio Lisboa. Aparentemente, Amy entrou em palco bêbada, apresentou-se com um hematoma no pescoço e uma ligadura na mão que a impedia de segurar o microfone. Encontrava-se rouca, pelo que o concerto deixou um pouco a desejar. Esse concerto foi motivo de notícia nos mais diversos meios de comunicação. A cantora inglesa pediu desculpas pelo seu atraso de 40 minutos (o que fez com que o alinhamento fosse encurtado para não atrasar o espectáculo de Lenny Kravitz) e ainda admitiu que devia ter cancelado o concerto devido ao mau estado da sua voz.
Nesse mesmo concerto, Amy quase chorou quando cantou Love Is A Losing Game e depois disse que recentemente tinha completado um ano de casamento com o seu então marido, Blake, que iria sair da prisão dentro de semanas. No seu grande cabelo, Amy tinha um coração com o nome dele. Durante a música Wake Up Alone, a cantora quase caiu. A sua presença naquele concerto era uma incógnita até o momento em que aparecesse em palco e o fato de ter aparecido já foi um ponto positivo para muitos fãs e para um recinto de quase 100 mil pessoas completamente esgotado. Acompanhada de seis músicos e dois vocalistas, Amy Winehouse demorou 50 minutos para interpretar pouco mais de dez temas retirados dos seus dois álbuns (Frank, Back to Black), mas não na sequência anteriormente prevista..
Semanas antes desse concerto, Amy foi presa duas vezes e foi vista cheia de arranhões. Na última audiência do ex-marido, Amy exaltou-se no tribunal e foi expulsa do edifício, pois não parava de gritar dentro da sala. Várias fotografias de Amy com Blake foram parar na Internet. Numa dessas, ela aparece em poses sensuais, com o seu seio exposto e com comprimidos na língua. Também apareceram dois vídeos: um em que Amy canta uma música racista e outro em que ela está com Pete Doherty, brincando com ratinhos recém-nascidos. Depois ela pediu desculpas pelo vídeo em que canta a música racista.
Amy passou algum tempo num hospital, internada pelo pai, depois de ter desmaiado em casa quando ia dar autógrafos a fãs que a esperavam à porta de sua casa. Os médicos fizeram testes de tuberculose, que deram negativo, e disseram que Amy estava com sinais de algo que podia levar a um enfisema pulmonar. Foi feito um ultimato à cantora: se não deixasse as drogas, ela iria perder a voz e morrer rapidamente. Amy foi liberada para sair do hospital na última semana de junho para ensaiar, pois iria fazer shows que já estavam marcados antes da internação. Tudo isso seria feito com acompanhamento médico e depois dosshows ela retornaria ao hospital para continuar seu tratamento. Amy Winehouse, logo depois de sair do hospital para ir ensaiar, já foi encontrada fumando e comprando whisky, vodka e figurinhas do Euro 2008para o ex-marido, com quem teria reatado.
No dia 29 de maio, a cantora inglesa apresentou-se no Festival de Glastonbury, onde cantou durante uma hora. Dessa vez, a cantora aproximou-se muito dos fãs, quando um deles jogou um objeto que bateu em sua cabeça, o que fez com que Amy tivesse uma reação agressiva, tentando dar socos no fã. Amy Winehouse há pouco tempo sofreu uma overdose e alguns especialistas disseram que ela estaria pesando 45 quilos, o que não seria normal para uma pessoa que pesava 50 kg em sua perfeita forma física e mental. Surpreendeu a muitos ao declarar que sonhava em ter filhos e ser feliz em um lugar que, segundo ela, estaria longe do cotidiano em que vivia. Amy Winehouse foi encontrada morta em sua casa, situada em Camden, Londres, no dia 23 de julho de 2011, às 16 horas (hora local).A informação teria sido divulgada pelo jornal The Daily Mirror e confirmada pela polícia inglesa. O jornal The Sun divulgou notícia sobre a morte, informando que a polícia havia sido chamada às 16h05min a uma propriedade ao norte de Londres para atender uma mulher desacordada.
A causa da morte foi estabelecida somente em 26 de outubro de 2011 pelas autoridades: intoxicação alcoólica. Amy tinha no sangue 4,16 g/l de álcool no sangue e, segundo as conclusões do inquérito, entrou em coma e acabou por morrer.
A cerimônia fúnebre aconteceu no dia 26 de julho de 2011, uma terça-feira, em Londres, seguindo os preceitos da religião judaica. O corpo de Amy foi cremado
Início da carreira
Por volta dos dez anos, Winehouse fundou uma banda amadora - e de curta vida útil - de rap chamada Sweet 'n' Sour, as Sour. Ela descreveu a banda como sendo the little white Jewish Salt 'n' Pepa ("a pequenaSalt 'n' Pepa judaica").[carece de fontes] Ganhou a sua primeira guitarra elétrica aos 13 anos de idade e, por volta dos 16 anos, já cantava profissionalmente ao lado de um amigo, o cantor de soul Tyler James.
Segundo os pais de Amy, ela não demonstrava muito talento e cantava timidamente. Eles acreditavam que ela não tinha muitas expectativas. Antes de assinar o contrato com a Island Records, Amy cantava e tocava em pubs de Londres. Darcus Breeze ouviu demos que a cantora havia enviado e quis saber quem era a garota "com a voz de jazz e blues". Pouco depois, Amy assinou um contrato com a Island e lançou seu álbum de estreia, Frank.
Estreia
O seu álbum de estreia, Frank, lançado em outubro de 2003, foi produzido por Salaam Remi. Diversas canções do álbum possuem influências do jazz e todas as canções foram escritas por Winehouse. O álbum foi bem recebido pela crítica e sua voz foi comparada à de Sarah Vaughan, Macy Gray, dentre outras.Frank foi indicado para o Mercury Music Prize 2004.O álbum foi lançado apenas no Reino Unido.
Back to Black
O seu segundo álbum, Back to Black, recebeu seis indicações para o Grammy 2008, das quais venceu cinco: Canção do Ano, Gravação do Ano, Artista Revelação, Melhor Álbum Vocal Pop, Melhor Performance Vocal Pop Feminina.Back to Black atingiu grande sucesso comercial, sendo o disco mais vendido de 2007 (mais de 5 milhões de cópias no ano) e com mais de 8 milhões de cópias vendidas no mundo inteiro até o primeiro semestre de 2008 e 13 milhões de cópias vendidas até 2010.
Durante o EMA 2007, Amy recebeu um prêmio surpresa: foi feita uma votação entre os artistas de mais destaque nesse ano para saber qual o artista que merecia ganhar, tendo sido Amy a mais votada. Artistas como Rihanna, Chris Brown, Fergie e Shakira disseram que ela merecia uma vez que é "original, tem uma voz incrível e um ritmo único". Apesar de ter apenas dois álbuns de estúdio, Amy Winehouse teve Rehabeleita pelos criticos do segmento uma das músicas mais influentes da década 2000-2009.
Q: Soul Bossa Nostra
Após quatro anos desde o lançamento de Back to Black, Amy Winehouse voltou a produzir material inédito com Mark Ronson, o produtor de seu segundo álbum, em 2010. Esse novo projeto é um pseudotributo à carreira de Quincy Jones, um álbum chamado Q Soul Bossa Nostra e que possui o apoio de diversos artistas da música contemporânea, incluindo John Legend, Jennifer Hudson, Amy Winehouse, Akon, Ludacris, Usher, Mary J. Blige, Robin Thicke, Tyrese, LL Cool J, Trey Songz, Three 6 Mafia, Jermaine Dupri, Scott Storch e Jamie Foxx.
Amy optou por regravar uma canção que fez sucesso na voz de Lesley Gore em 1963: It's My Party. O lançamento desse álbum estava marcado para o dia 9 de novembro de 2010. De acordo com Quincy Jones, um dos produtores mais conhecidos da música, já tendo assinado obras de grandes nomes da música como Frank Sinatra, Michael Jackson e Sarah Vaughan, a cantora é "de outro planeta"; declarou sobre o talento de Amy Winehouse na revista Rolling Stone, e que a nova roupagem da canção ficou "com cara de Amy".
Terceiro álbum de estúdio
O terceiro álbum de Amy Winehouse estava sendo produzido desde 2008, mas nessa época não foi concluído e foi abandonado. Após estar mais recuperada das drogas, Amy compôs algumas canções quando estava em Santa Lúcia (em 2009), mas as canções foram rejeitadas pela gravadora. Em 2010, Winehouse começou a trabalhar oficialmente no terceiro trabalho de estúdio, o sucessor de Back to Black.
Outras premiações
Em 14 de fevereiro de 2007, ganhou um Brit Award de melhor artista feminina britânica entregue pela Baby Spice, Emma Bunton. Quatro meses depois, recebeu o Mojo Awards pela melhor canção do ano.[59]Ainda recebeu vários outros, como MTV Video Music Awards, Mercury Prize Awards, Q Awards, Elle Style Awards, Ivor Novello Awards, South Bank Show Awards, Meteor Irish Music Awards, dentre outros.

Apesar de ter lançado somente dois álbuns, Amy influenciou alguns artistas: a cantora Adele (que inclusive era amiga de Amy) foi intitulada pela mídia como a nova Amy Winehouse, além de ter voz e estilo parecidos. Gabriella Cilmi também é comparada a Winehouse por seu timbre, sendo este quase idêntico. Paloma Faith tem visual, voz e estilo musical influenciados por Winehouse.
Visual
Amy Winehouse foi um ícone de estilo, trazendo em seu "look" uma mistura diversificada: os olhos cobertos por um forte delineador que lembrava o visual de cantores de rock; o cabelo (característica mais marcante no seu visual) era inspirado nos penteados das divas dos anos 1950/60; as roupas eram modernas. Suas roupas eram simples, sapatilhas de balé estavam quase sempre com a cantora.
Discografia
Ver artigo principal: Discografia de Amy Winehouse
Álbuns de estúdio
 Frank (2003) (studio)
 Back to Black (2007) (studio)
 Absolutely (2009) (live)
 Lioness: Hidden Treasures (2011)(studio)
Coletâneas
 The Other Side of Amy Winehouse (Coletânea de B-Sides,Remixe Raridades)
Edições de luxo
 Frank (Deluxe Edition) (2008)
 Back to Black (Deluxe Edition) (2008)
Essas edições incluem Discos Bônus.
DVDs
 I Told You I Was Trouble - Live in London (2007)
Prêmios e indicações
Ano Prêmio Categoria Título Resultado
2004 Ivor Novello Awards Melhor música contemporânea "Stronger Than Me" Vencedor
BRIT Awards Melhor artista solo feminina Vencedor
Melhor ato urbano Vencedor
Mercury Music Prize Álbum do ano Frank
Indicado
2007 The South Bank Show Awards Melhor pop Vencedor
BRIT Awards Álbum do ano Back to Black
Vencedor
Melhor artista solo feminina Vencedor
Elle Style Awards Melhor ação musical britânica Vencedor
Ivor Novello Awards Melhor canção contemporânea "Rehab"
Vencedor
Greatest Britons Realização musical Vencedor
Mercury Music Prize Álbum do ano Back to Black
Nomeado
Popjustice £20 Music Prize Melhor single pop britânico "Rehab"
Vencedor
Q Awards Melhor álbum Back to Black
Vencedor
MOBO Awards Melhor mulher inglesa Vencedor
MTV Video Music Awards
Artista feminina do ano Nomeado
Revelação do Ano Nomeado
Videoclip do ano "Rehab"
Nomeado
MTV Europe Music Awards
Melhor canção aditiva "Rehab"
Vencedor
Álbum do ano Back to Black
Nomeado
Escolha dos artistas Vencedor
World Music Awards
Revelação mais bem-sucedida Nomeado
Artista feminina pop/rock mais bem-sucedida Vencedor
Vibe Awards Artista descoberto do ano Vencedor
2008 Grammy Awards
Gravação do ano "Rehab"
Vencedor
Álbum do ano Back to Black
Nomeado
Música do ano "Rehab"
Vencedor
Artista revelação Vencedor
Melhor performance vocal pop feminina "Rehab"
Vencedor
Melhor álbum vocal pop Back to Black
Vencedor.