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sexta-feira, 29 de junho de 2012

Jorge Amado

Jorge Leal Amado de Faria (Itabuna, 10 de agosto de 1912 — Salvador, 6 de agosto de 2001) foi um dos mais famosos e traduzidos escritores brasileiros de todos os tempos.Ele é o autor mais adaptado da televisão brasileira, verdadeiros sucessos como Tieta do Agreste, Gabriela, Cravo e Canela e Teresa Batista Cansada de Guerra são criações suas, além de Dona Flor e Seus Dois Maridose Tenda dos Milagres. A obra literária de Jorge Amado conheceu inúmeras adaptações para cinema, teatro etelevisão, além de ter sido tema de escolas de samba por todo o Brasil. Seus livros foram traduzidos em 55 países, em 49 idiomas, existindo também exemplares em braille e em fitas gravadas para cegos.
Amado foi superado, em número de vendas, apenas por Paulo Coelho mas, em seu estilo - o romance ficcional -, não há paralelo no Brasil. Em 1994 viu sua obra ser reconhecida com o Prêmio Camões.

Existem dúvidas sobre o exato local de nascimento de Jorge Amado. Alguns biógrafos indicam que o seu nascimento deu-se na Fazenda Auricídia, à época município de Ilhéus. Mais tarde as terras da fazenda Auricídia ficaram no atual município de Itajuípe, com a emancipação do distrito ilheense de Pirangi. Entretanto, é certo que Jorge Amado foi registrado no povoado de Ferradas, pertencente a Itabuna.
No ano seguinte ao de seu nascimento, uma praga de varíola obriga a família a deixar a fazenda e se estabelecer em Ilhéus, onde viveu a maior parte da infância, que lhe serviu de inspiração para vários romances. Foi para o Rio de Janeiro, então capital da república, para estudar na Faculdade de Direito da então Universidade do Rio de Janeiro, atual Faculdade Nacional de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Durante a década de 1930, a faculdade era um polo de discussões políticas e de arte, tendo ali travado seus primeiros contatos com o movimento comunista organizado.

Jorge Amado (à esquerda), com os colegas Adonias Filho (à direita) e Gabriel García Márquez (ao centro).
Foi jornalista, e envolveu-se com a política ideológica, tornando-secomunista, como muitos de sua geração. São temas constantes em suas obras os problemas e injustiças sociais, ofolclore, a política, crenças e tradições, e a sensualidade do povo brasileiro, contribuindo assim para a divulgação deste aspecto do mesmo. Suas obras são umas das mais significativas da moderna ficção brasileira, com 49 livros, propondo uma literatura voltada para as raízes nacionais. Em 1945, foi eleito deputado federal pelo Partido Comunista Brasileiro(PCB), o que lhe rendeu fortes pressões políticas. Como deputado, foi o autor da emenda que garantiu a liberdade religiosa, viu o sofrimento dos que seguiam os cultos vindos da bela África, no Ceará viu protestantes saqueados por fanáticos com uma cruz à frente, então correu atrás de assinaturas até conseguir a aprovação da sua emenda, e desde então a liberdade religiosa tornou-se lei. Também foi autor da emenda que garantia direitos autorais. Por outro lado votou com o (PCB) a favor da emenda nº 3.165, do deputado carioca Miguel Couto Filho, emenda que proibia a entrada no país de imigrantes japoneses de qualquer idade e de qualquer procedência. [1] Foi casado com Zélia Gattai, também escritora, que o sucedeu na Academia Brasileira de Letras. Teve três filhos: João Jorge, sociólogo, Paloma, e Eulália.
Viveu exilado na Argentina e no Uruguai (1941 a 1942), em Paris (1948 a 1950) e em Praga (1951 a 1952). Escritor profissional, viveu exclusivamente dos direitos autorais dos seus livros. Na década de 1990, porém, viveu forte tensão e expectativa de um grande baque nas economias pessoais, com a falênciado Banco Econômico, onde tinha suas economias. Não chegou porém a perder suas economias, já que o banco acabou socorrido pelo Proer, controvertido programa governamental de auxílio a instituições financeiras em dificuldades. O drama pessoal de Jorge Amado chegou a ser utilizado pelo lobby que defendia a intervenção no banco, para garantir os ativos dos seus correntistas.

Crenças

Mesmo dizendo-se materialista, era simpatizante do candomblé, religião na qual exercia o posto de honra de Obá de Xangô no Ilê Opó Afonjá, do qual muito se orgulhava. Amigos que Jorge Amado prezava no candomblé as mães-de-santo Mãe Aninha, Mãe Senhora, Mãe Menininha do Gantois, Mãe Stella de Oxóssi, Olga de Alaketu, Mãe Mirinha do Portão, Mãe Cleusa Millet, Mãe Carmem e o pai-de-santo Luís da Muriçoca. Como Érico Veríssimo e Rachel de Queiroz, é representante do modernismo regionalista (segunda geração do modernismo).

Premiações

Recebeu no estrangeiro os seguintes prêmios: Prêmio Lênin da Paz (Moscou, 1951); Prêmio de Latinidade (Paris, 1971); Prêmio do Instituto Ítalo-Latino-Americano (Roma, 1976); Prêmio Risit d'Aur (Udine, Itália, 1984); Prêmio Moinho, Itália (1984); Prêmio Dimitrof de Literatura, Sofia — Bulgária (1986); Prêmio Pablo Neruda, Associação de Escritores Soviéticos, Moscou (1989); Prêmio Mundial Cino Del Duca da Fundação Simone e Cino Del Duca (1990); e Prêmio Camões (1995).
No Brasil: Prêmio Nacional de Romance do Instituto Nacional do Livro (1959); Prêmio Graça Aranha (1959); Prêmio Paula Brito (1959); Prêmio Jabuti (1959 e 1995); Prêmio Luísa Cláudio de Sousa, do Pen Club do Brasil (1959); Prêmio Carmen Dolores Barbosa (1959); Troféu Intelectual do Ano (1970); Prêmio Fernando Chinaglia, Rio de Janeiro (1982); Prêmio Nestlé de Literatura, São Paulo (1982); Prêmio Brasília de Literatura — Conjunto de obras (1982); Prêmio Moinho Santista de Literatura (1984); Prêmio BNB de Literatura (1985)..

Traduções das obras

Jorge Amado é um dos autores brasileiros mais publicados em todo o mundo, atrás apenas de Paulo Coelho: sua obra foi editada em 55 países, e vertida para 49 idiomas e dialetos: albanês, alemão, árabe, armênio, azeri, búlgaro, catalão, chinês, coreano, croata, dinamarquês, eslovaco, esloveno, espanhol,esperanto, estoniano, finlandês, francês, galego, georgiano, grego, guarani, hebraico, holandês, húngaro, iídiche, inglês, islandês, italiano, japonês, letão,lituano, macedônio, moldávio, mongol, norueguês, persa, polonês, romeno, russo (também três em braille), sérvio, sueco, tailandês, tcheco, turco,turcomano, ucraniano e vietnamita.

Lorbeerkranz.png Academia Brasileira de Letras

Jorge Amado foi eleito para a Academia Brasileira de Letras em 6 de abril de 1961, ocupando a cadeira 23, cujo patrono é José de Alencar. De sua experiência acadêmica, bem como para retratar os casos dos imortais da ABL, escreveu Farda, fardão, camisola de dormir, numa alusão clara aoformalismo da entidade e à senilidade de seus membros, então.

Obras do autor

Em 1995 iniciou-se o processo de revisão de sua obra por sua filha Paloma e os livros ganharam novo projeto gráfico.

Prêmios e títulos


Museu Fundação Casa Jorge Amado, no Pelourinho,Salvador.
Em 1951, recebeu o Prêmio Stalin da Paz, depois renomeado para Prêmio Lênin da Paz. Recebeu também títulos de Comendador e de Grande Oficial, nas ordens da Argentina, Chile, Espanha,França, Portugal e Venezuela, além de ter sido feito Doutor Honoris Causa por dez universidades no Brasil, Itália, Israel, França e Portugal. O título de Doutor pela Sorbonne, na França, foi o último que recebeu pessoalmente, em 1998, em sua derradeira viagem a Paris, quando já estava doente.

Cartas

São mais de cem mil páginas em processo de catalogação, as cartas trocadas com gente do mundo inteiro, guardadas num acervo isolado da Fundação Casa de Jorge Amado, em Salvador. A doação foi entregue com uma ressalva, por escrito: "Jorge escreveu que somente cinquenta anos após sua morte esse material devia ser aberto ao público", segundo a poeta Myriam Fraga, que dirige a casa desde sua criação, há vinte anos.
De relatos sobre livros e obras de arte a fatos do cotidiano, grandes escritores, poetas e intelectuais de seu tempo se corresponderam com ele: Graciliano Ramos, Érico Veríssimo, Mário de Andrade,Carlos Drummond de Andrade, Monteiro Lobato e Gilberto Freyre, entre outros brasileiros; Pablo Neruda, Gabriel García Márquez e José Saramago, entre tantos outros estrangeiros. No campo da política, a correspondência se estabeleceu com nomes os mais variados como: Juscelino Kubitschek, François Mitterrand e Antônio Carlos Magalhães.
As cartas mostram como o escritor recebia os mais imprevistos pedidos, apresentava pessoas umas às outras, em época em que era intenso o diálogo via postal. A correspondência pessoal de Jorge Amado pode oferecer inestimável fonte de pesquisa.
Alguns trechos retirados de reportagem exclusiva, por Josélia Aguiar, à Revista Entre Livros - Ano 2 - nº 16:
  • De Gláuber Rocha, sem data, sobre a nova película (A idade da terra, de 1980). "Comecei o dia chorando a morte de Clarice (Lispector)", inicia assim a carta para adiante falar sobre o novo filme: "Está sendo feito como você escreve um romance. Cada dia filmo de dois a sete planos, com som direto, improvisado a partir de certos temas. (…) Estou, enfim, tendo a sensação de 'escrever com a câmera e com o som', tentando um caminho que fundiu a cuca do Jece (Valadão, ator) (…)".
  • Mário de Andrade, logo após ler Mar morto, em 1936, elogia o que chama de "realidade honesta" e a "linda tradição de meter lirismo de poesia na prosa": "Acaba de se doutorar em romance o jovem Jorge Amado, grande promessa do mundo intelectual".
  • Monteiro Lobato, também sob forte impressão após ler Mar morto, 1936: "Lí-o com a mesma emoção trágica que seus livros sempre me despertam", e conta que, ao visitar o cais do porto de Salvador, havia "previsto" que a obra seria escrita: "Qualquer dia o Jorge Amado presta atenção e pinta os dramas que devem existir aqui. Adivinhei.".
  • Pablo Neruda (em carta breve, com data de 16 de outubro e ano incerto, escrita a mão): "Será que no Brasil eu poderia fazer um ou dois recitais pagos?" (…) "Haverá algum empresário interessado em organizar com seriedade essa turnê?" (…).




Gabriela, Cravo e Canela


 

Gabriela, Cravo e Canela publicado em 1958.
A obra é um retorno ao chamado ciclo do cacau. Ao citar o universo de coronéis, jagunços, prostitutas e trambiqueiros de calibre variado, que desenham o horizonte da sociedade cacaueira.
Na década de 20 na então rica e pacata Ilhéus, ansiando progressos, com intensa vida noturna litorânea, entre bares e bordéis, desenrola-se o drama, que acaba por tornar-se uma explosão de folia e luz, cor, som, sexo e riso.

RESUMO HISTÓRICO

O livro foi concluído em Petrópolis, Rio de Janeiro, no mês de maio de 1958. Sua 1ª edição foi lançada pela Livraria Martins Editora, São Paulo, 1958, com 453 páginas, capa de Clóvis Graciano e ilustrações de Di Cavalcanti.
Tamanho foi o sucesso que em dezembro do mesmo ano, foi lançada a 6ª edição, que passou a integrar a coleção Obras Ilustradas de Jorge Amado como tomo décimo quarto, volume XIX em seguidas e sucessivas edições chegou até a 50ª edição em 1975.
Nesse mesmo ano, foi publicada uma edição, fora da coleção, com um convênio entre a Livraria Martins Editora e a Distribuidora Record, Rio de Janeiro, a 51ª edição, com capa de Di Cavalcanti, conservando as ilustrações anteriores desta vez com 363 páginas, contendo o retrato do autor por Carlos Bastos e foto por Zélia Gattai.
A partir de então a Editora Record, Rio de Janeiro, passou a deter os direitos editoriais da 52ª em diante até a última edição de número 80ª edição em 1999, a mais recente, com fixação de texto por Paloma Jorge Amado e Pedro Costa, capa de Pedro Costa com ilustração de Di Cavalcanti, sobrecapa e ilustrações de Di Cavalcanti, e vinhetas de Pedro Costa, retrato do autor por Jordão de Oliveira e foto por Zélia Gattai.
Atualmente os direitos pertencem a editora Companhia das Letras, que está relançando todos os livros do autor.

[EDITAR]PREMIAÇÕES

No ano seguinte ao da sua 1ª edição, ganhou cinco prêmios:
Devido ao grande desempenho nas vendas e nome Gabriela se tornou popular após o romance, sendo utilizado para denominar de bares e restaurantes a suco de cacau, além de empresas dos mais diversos ramos.

TRADUÇÕES

Publicado em Portugal é o romance de Jorge Amado com o maior número de traduções, tendo sido editado em alemão, árabe, búlgaro, catalão, chinês, coreano, dinamarquês, eslovaco, esloveno, espanhol, estoniano, finlandês, francês, georgiano, grego, hebraico, holandês, húngaro, inglês, italiano, lituano, macedônio, moldávio, norueguês, persa, polonês, romeno, russo, sueco, tcheco, turco e ucraniano.

ADAPTAÇÕES

Televisão

Cinema

Gabriela, cravo e canela, filme dirigido por Bruno Barreto, de 1983, com Sônia Braga no papel principal.

Dança

Espetáculo apresentado pelo corpo de balé do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, além de adaptações nacionais e estrangeiras.

Fotonovela

Revista Amiga, Rio de Janeiro, outubro de 1975 - Editora Globo.

Quadrinhos

Editora Brasil-América, Rio de Janeiro, e revista Klik, Ebal, Rio de Janeiro, 1975.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Maria Creuza



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Maria Creuza Silva Lima (Esplanada, 26 de fevereiro de 1944) é uma cantora brasileira.
Constam da relação de seus sucessos canções como "Festa no terreiro de Alaketu" (de Antônio Carlos Pinto), "Mas que doidice" (de Antônio Carlos e Jocafi), "Eu disse adeus" (de Roberto Carlos), "Pois é" (deChico Buarque e Tom Jobim) e "Eu sei que vou te amar" (de Tom Jobim e Vinicius de Moraes).
Aos dois anos de idade, Maria Creuza mudou-se com a família para Salvador. Ainda adolescente, destacou-se como crooner do grupo 'es Girls, o que lhe valeu o convite para se apresentar em programas de emissoras de rádio. Ela gravou músicas em inglês, contratada por uma gravadora local e, por quatro anos, comandou o "Encontro com Maria Creuza" (da TV Itapoan, de Salvador).

Década de 1960

Em 1966, Maria Creuza interpretou a canção "Se Não Houvesse Maria" (composta por Antonio Carlos Pinto) no festival "O Brasil Canta" (da extinta TV Excelsior). no ano seguinte, defendeu "Festa no Terreiro de Alaketu" (também de Antonio Carlos) no "III Festival de Música Popular Brasileira" (da TV Record). Naquele mesmo ano, ela gravou a canção em um compacto simples que registrou também "Abolição" (de Antonio Carlos). Em 1969, a canção"Mirante" (de Aldir Blanc e César Costa Filho) deu a Maria Creuza o o prêmio de Melhor Intérprete e o terceiro lugar no "IV Festival Universitário da Canção Popular", do Rio de Janeiro. Naquele ano, Creuza interpretou "Catendê" (de Antonio Carlos e Jocafi) no "V Festival da Música Popular Brasileira" (da TV Record).

Década de 1970

Em 1970, Maria Creuza foi convidada por Vinicius de Moraes para participar de uma excursão pelo Uruguai (em Punta del Este, com Dorival Caymmi) eArgentina (em Mar del Plata, com Toquinho). Na Argentina, a cantora baiana gravou com o poeta e Toquinho o álbum "Vinícius En La Fusa com Maria Creuza e Toquinho", um dos melhores LPs gravados ao vivo da música brasileira. No repertório, Maria Creuza interpretou, entre outras canções do poeta, "A Felicidade", "Garota de Ipanema", "Eu Sei Que Vou Te Amar" (canção que contou ainda com a declamação pelo poetinha de "Soneto da Fidelidade", para delírio do público argentino), '"Se Todos Fossem Iguais" e "Lamento no Morro" (todas de Tom Jobim e Vinicius de Moraes), "Canto de Ossanha" (canção muito aplaudida pela platéia argentina) e "Samba em Prelúdio" (ambas de Vinícius e Baden Powell), "Minha Namorada" (de Vinícius e Carlos Lyra - além da belíssima interpretação de "Catendê".
No ano seguinte, ela gravou o seu melhor álbum, "Yo... Maria Creuza", contendo as faixas "Mas que Nada" (de Jorge Ben), "Dindi" (de Tom Jobim e Aloysio de Oliveira), "Chega de Saudade" (de Tom Jobim e Vinicius de Moraes), "Por Causa de Você" e "Estrada do Sol" (ambas de Tom Jobim e Dolores Duran),"Das Rosas", "Saudade da Bahia" e "Marina" (todas de Dorival Caymmi), "Chove lá fora" (de Tito Madi), "Corcovado" (de Tom Jobim), "O Cantador" (de Dori Caymmi e Nelson Motta) e "Maria vai com as outras" (de Toquinho e Vinicius de Moraes).
Em 1972, Maria Creuza lançou com Vinicius de Moraes e Toquinho o álbum "Eu sei que vou te amar", que incluia ainda "Se Todos Fossem Iguais A Você" e "Que Maravilha" (de Toquinho e Jorge Ben), entre outras, seguindo em turnê na França e na Itália. Naquela ano, ela gravou o LP "Maria Creuza". Em 1973, a cantora lançou o disco "Eu disse adeus", com destaque para a faixa-título do LP (de Roberto Carlos), "Feijãozinho com Torresmo" (de Walter Queiroz) e"Apelo" (de Baden Powell e Vinicius de Moraes). O álbum foi lançado também em espanhol para o mercado europeu.
No ano seguinte, foi lançado o álbum "Sessão Nostalgia", contendo entre outras "Para falar a verdade" (de Rildo Hora e Sergio Cabral) e "Vingança" (deLupicínio Rodrigues). Participou ainda naquele ano do "II Festival Mundial de Música Popular", em Tóquio (Japão), com a canção "Que diacho de dor" (de Antonio Carlos e Jocafi), premiada com o segundo lugar. Em 1975, foi lançado "Maria Creuza e os grandes mestres do samba", com destaque para as faixas"Chega pra lá" (de Élton Medeiros e Joacyr Santana) e "Amor de mãe" (de Nelson Cavaquinho e Guilherme de Britto).
Em 1977, Maria Creuza gravou "Meia noite", álbum que registrou canções como "Dom de iludir" (de Caetano Veloso) e "Onde anda você" (de Vinicius de Moraes e Hermano Silva) e também participou da trilha sonora do filme "Os pastores da noite" - lançada em LP posteriormente. No ano seguinte, foi lançado o disco "Doce veneno", que incluiu "Trocando em miúdos" (de Chico Buarque e Francis Hime) e "Último desejo" (de Noel Rosa). Em 1979, foi gravado o álbum "Pecado", com destaque entre outras para "Tempo de voar" (de Carlinhos Vergueiro, J. Petrolino e Toquinho) e "Começaria tudo outra vez" (deGonzaguinha).

Década de 1980

Na década de 1980, foram lançados os álbuns "Maria Creuza" (1980), "Sedução" (1981), "Poético" (1982, dedicado a Vinicius de Moraes), "Paixão acesa"(1985), "Pura magia" (1987), "Da cor do pecado" (1989) e "Com acúcar e com afeto" (1989).

Década de 1990

Em 1991, Maria Creuza gravou "Todo sentimento", álbum que incluia "Na baixa do sapateiro" (de Ary Barroso) e "Chuvas de verão" (de Fernando Lobo). Dois anos depois, a cantora participou do songbook de Vinicius de Moraes, dividindo com Carlos Lyra a faixa "Samba da bênção" (de Baden Powell e Vinicius de Moraes). Em dezembro de 1998, Maria Creuza integrou o elenco de cantores que apresentou, no auditório da Academia Brasileira de Letras, as "14 Canções do Século" - escolhidas pela crítica especializada do Rio de Janeiro e de São Paulo para celebrar o centenário da Academia. Em 1999, Maria gravou en Espanha -com direção musical, produção e arranjos de Gabriel Sopeña e Mauricio Villavecchia- La Mitad del Mundo/A metade do Mundo. O disco obteve criticas excelentes, por sua proposta que acercava a Bossa tradicional a sons mediterráneos, pontuada por momentos como as enfatizadas versões deSamba em Prelúdio (Baden Powell e Vinicius, dueto com Toquinho) e Dama do Casino, de Caetano Veloso; e foi acompanhado de uma ampla gira em 2000 e 2002. Ademais, Maria cantou em espanhol La Mitad del mundo (de Gabriel Sopeña) e Istambul, com texto escrito por ela misma.

Presente

Em 2001, seus LPs "Eu disse adeus" (1973) e "Poético" (1982) foram relançados e dois anos depois a cantora gravou o álbum "Você e eu", interpretando obras de Vinicius de Moraes, que contou com a participação de Roberto Menescal ao violão. Em 2006, foi lançado o álbum "Maria Creuza Ao Vivo", gravado no Teatro Guaíra (de Curitiba). No repertório, "A Felicidade", "Eu sei que vou te amar", "Chega de saudade", "Garota de Ipanema", "Tarde em Itapoã" (de Toquinho e Vinicius de Moraes), "Berimbau" (de Baden Powell e Vinicius de Moraes), "Rosa Morena" (de Dorival Caymmi) e "Você abusou" (de Antonio Carlos e Jocafi), entre outras.
Atualmente, Maria Creuza tem realizado concertos regularmente no Vinicius Bar, no Rio de Janeiro, alternadas a apresentações na Europa.

Discografia

  • Festa no terreiro de Alaketu/Abolição (1967) Compacto simples
  • Vinicius de Moraes en La Fusa (1970)
  • Yo... Maria Creuza (1971) RGE LP, CD
  • Maria Creuza (1972) RGE LP
  • Eu sei que vou te amar. Vinicius de Moraes, Maria Creuza e Toquinho (1972) RGE LP
  • Eu disse adeus (1973) RCA Victor LP
  • Sessão nostalgia (1974) RCA Victor LP
  • Maria Creuza e os grandes mestres do samba (1975) RCA Victor LP
  • Meia noite (1977) RCA Victor LP
  • Doce veneno (1978) RCA Victor LP
  • Pecado (1979) RCA Victor LP
  • Maria Creuza (1980) RCA Victor LP
  • Sedução (1981) RCA Victor LP
  • Poético (1982) RCA Victor LP
  • Paixão acesa (1985) Arca Som LP
  • Pura magia (1987) Arca Som LP
  • Da cor do pecado (1989) Som Livre LP
  • Com açúcar e com afeto (1989)
  • La Mitad del Mundo/A Metade do Mundo (1999) Zanfonia CD
  • Você e eu (2003) Albatroz CD
  • Maria Creuza ao vivo (2006) Albatroz CD
  • Creuza e Gabriel (2007) Albatroz CD

quinta-feira, 7 de junho de 2012

O perfil de um bom cuidador de idoso!...


                         ( apenas uma crônica)



Olhem aqui,
Prestem atenção!...
Como que num piscar de olhos,
Certifiquei-me de que
O tempo passou depressa
Sem solicitar autorização de ninguém:
Ora, ainda ontem eu era criança,
-Com que alegria recordo-me daquela época-,
Contudo, hoje já estou idoso,
-Admito satisfeito esse novo fluxo da vida-,
E necessito de um bom cuidador de idoso,
Pra enfrentar tranquilo os desafios do cotidiano...
Eis ai o motivo pelo qual aspiro delinear
O perfil de quem exerce tão generoso ofício,
Já que este tema é tão recorrente atualmente.

Vou tentar cerzir esse perfil tão extraordinário:
-De início, diga-se que só diploma não basta
 Pra se desempenhar tão importante ofício;
-O pretendente há que ser portador
 De um temperamento afável e de abundante ternura;
-É preciso também ter tempo de sobra
 Pra gastar, sem avareza, com o idoso
Que dele muito precisa.
Além disso, deve vir cingido
Com um cíngulo de honestidade
E de bastante gentileza...

Há muitos outros atributos indispensáveis,
Pra quem deseja ir á lida nesse admirável oficio:  
- Gostar de conviver com idosos;
- Se entreter ouvindo “causos” por eles contados;
- Saber ouvir muito;
-Caminhar com eles no tempo deles...
Enfim, facilitar-lhes toda sorte de interação:
Social, política, econômica, religiosa
Cultural e etc...

Na minha simples visão,
Pra ser cuidador de idoso
É preciso se arriscar a ser sábio,
Antes que a velhice tinja-lhe a fronte
Com cabelos prateados...


Montes Claros, 01-06-2012
Romildo Ernesto de Leitão Mendes